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Após um ano de luta, blogueira acreana recupera guarda da filha que está em SP com o pai: ‘vai voltar pra casa’

G1ACRE
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Ludmilla Cavalcante publicou decisão da Justiça de São Paulo nas redes sociais na noite dessa quarta-feira (27).

Antonella está com o pai em SP desde setembro de 2020 e Ludmilla tenta trazê-la de volta para o Acre.

Após mais de um ano de luta para recuperar a guarda da filha Antonella, de 2 anos, a digital influencer do Acre Ludmilla Cavalcante conseguiu ganhar a guarda unilateral da menina após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo. A blogueira divulgou a decisão judicial na noite dessa quarta-feira (27) em sua rede social.

A criança está com o pai no interior do São Paulo (SP), onde ele mora, desde setembro do ano passado. E, desde então, Ludmilla travou uma batalha judicial para conseguir a guarda da filha, com quem só consegue falar por chamadas de vídeo.

Com a hashtag #justiçaporantonela, a blogueira fez uma campanha na internet com repercussão nacional.

Na decisão, publicada por ela nas redes sociais, a Justiça concedeu a tutela de urgência pedida por Ludmilla. “Julgo procedente o pedido contraposto e concedo a guarda unilateral de Antonella Cavalcante à requerida [Ludmilla], lavrando-se o termo oportunamente para regularização”, pontuou.


Criança vai fazer dois anos de idade nesta terça-feira (28) — Foto: Arquivo pessoal

Na postagem, a influenciadora comemorou. “Depois de 1 ano e 1 mês sendo desrespeitada, humilhada e excluída da vida da minha filha por pessoas sujas e sem coração, o inferno acabou. A Antonella vai voltar para casa.”

Ela também postou um vídeo de uma chamada feita para a criança e disse que essa era a última vez que o contato com a filha seria apenas virtual. “Acabou! Essa foi a última chamada de vídeo antes da guarda unilateral da Antonella ser minha! A sentença do meu processo finalmente saiu, a Antonella vai voltar pra casa e a guarda unilateral dela é minha.”

O g1 tentou contato nesta quinta-feira (28) com Ludmilla para saber a partir de que data Antonella retorna ao Acre e também com o pai da criança para saber se vai recorrer da decisão, mas não obteve resposta até última atualização desta reportagem.

Em matéria publicada em julho desse ano, o homem, que pediu para não ter o nome divulgado, afirmou que não impedia a ex-companheira de falar com a filha.

“Ela fica de 20 dias sem ligar, mas é porque não quer. Então, não é do jeito que ela está falando. Fizemos um acordo, nossa preocupação hoje é só em prol da Antonella. Não é questão de dinheiro, é de cuidado. Está sendo muito bem cuidada, quem vai dizer isso é o estudo psicossocial que está sendo feito. Ela me entregou porque não tinha condições de cuidar, cada semana estava com uma pessoa diferente, não estava cuidando”, disse ele na época.

Batalha pela guarda e reconhecimento da segunda filha

Ludmilla contou que em setembro de 2020 foi combinado que o ex-companheiro ficaria com Antonella até o parto da segunda filha, em novembro do ano passado.

Após o nascimento da segunda filha, Ludmilla disse que passou a pedir para o ex que a filha voltasse para Rio Branco para ficar com ela. Foi aí que descobriu que, em menos de um mês, o homem tinha conseguido a guarda provisória e a menina não voltaria.

A influenciadora e o pai da menina tiveram um relacionamento de mais de dois anos. Ele, que mora no interior de São Paulo, sempre visita o Acre a trabalho e, segundo informou à reportagem, é casado e tem família no estado paulista. Ele conheceu a jovem em uma festa, se relacionaram e ela engravidou de Antonella.

A criança foi registrada, mas os pais não seguiram no relacionamento. Após um tempo, o ex-casal teve uma recaída e Ludmilla acabou engravidando novamente. A influencer contou que entrou na Justiça para pedir o reconhecimento de paternidade da segunda filha. Já o pai alegou que pediu o exame de DNA para comprovar a paternidade.

Em nota, o Ministério Público do Acre disse que o caso da pequena Antonella não é mais atribuição do órgão e nem de competência do Judiciário do Acre, uma vez que o processo tramita em São Paulo, em razão da guarda provisória ter sido concedida naquele estado. O órgão falou ainda com relação ao outro processo da segunda filha da influenciadora, que tenta reconhecimento de paternidade.

“O segundo processo, que trata de reconhecimento de paternidade da outra filha, este ainda não foi encaminhado ao MP-AC. Os atos de comunicação, como intimação da parte adversa são atos que decorrem do Poder Judiciário, não tendo o MP-AC qualquer gestão. Por fim, colocamo-nos à disposição para atender a mãe, orientar e prestar qualquer esclarecimento que for necessário”, diz a nota.

Ludmilla expôs o caso nas redes sociais, fez vídeos contando a história e recebeu apoio de várias seguidoras. A jovem dizia também que não conseguia falar direito e nem ver a filha nas chamadas de vídeo e que temia que a menina não lembrasse mais dela e crescesse sem contato com ela.

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