Rio Branco,

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Família de professora atingida por viatura da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, publica carta aberta às autoridades

Juruá Online
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O site Juruá Online recebeu uma carta aberta da família da professora Silvana que foi atingida por uma viatura da polícia militar no momento em que se dirigia a escola em que trabalha. Na carta a família repudia alguns procedimentos tomados pelo poder público.

Na carta a familia repudia alguns procedimentos tomados pelo poder público.

Cruzeiro do Sul, 14 de setembro de 2021

À SESACRE – Secretaria de Estado da Saúde

Secretária: Dra. Paula Augusta Maia de Faria Mariano

À SEJUSP – Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública

Secretário: Paulo Cézar Rocha dos Santos

Nós, membros da família da professora Silvane Souza Uchôa, vítima de um acidente envolvendo uma guarnição da Polícia Militar (PM) do Acre na comunidade Belo Jardim, estrada do Pentecostes, área rural do município de Cruzeiro do Sul, no dia 08 de setembro de 2021, vimos pela presente carta comunicar aos destinatários, colegas, amigos e demais familiares sobre: 1) alguns procedimentos adotados pelo poder público; 2) renovar nossas expectativas nas autoridades que podem contribuir no processo de restabelecimento da saúde da professora e 3) esperar que todo o processo de apuração dos fatos ocorram dentro do princípio da legalidade, transparência e eficiência. Silvane Souza Uchôa é docente temporária da Secretaria de Educação do estado do Acre e da Secretaria Municipal de Educação de Cruzeiro do Sul e no momento do acidente percorria aquele trecho da estrada do Pentecostes desenvolvendo sua função como educadora dos anos iniciais do ensino fundamental (1ª ao 5ª ano), caminho que ela considera como uma extensão da sua sala de aula, pois, em tempos pandêmicos, sempre entregou atividades escolares nas residências dos seus alunos. 1) Após entrada no Pronto Socorro de Cruzeiro do Sul, ela foi diagnosticada com duas fraturas no fêmur (osso da coxa) e lesão grave na coluna. Silvane Uchôa foi cirurgiada, entubada, sedada e, logo após o terceiro dia, foi transferida via UTI móvel aérea para Rio Branco. Após ficar 03 dias no no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), ela foi extubada e está interagindo oralmente com dificuldades, porém, sem movimentos voluntários nos membros inferiores. Exames que já estão prontos demandam cirurgia na coluna, realizada hoje, quarta-feira (15), na Fundação Hospitalar do Estado do Acre. As notícias iniciais dão conta que o procedimento, que durou quase 04 horas, foi um sucesso, porém as informações médicas dão um percentual de apenas 1% para as chances da professora voltar a caminhar. Nossa fé continua inabalável, pois acreditamos na total reabilitação. 2) Desde o ocorrido, recebemos apoio do serviço de Saúde da PM disponibilizado pelo Comando local em Cruzeiro do Sul e tivemos colaboração da Coordenação do Núcleo da Secretaria de Educação, além da ajuda de amigos e familiares no sentido de transferir a paciente para Rio Branco e apoiar nossa família nesse momento difícil e angustiante com orações e mensagem de ânimo. Toda família, amigos e colegas esperamos do poder público estadual que não meçam esforços, principalmente pela Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública, no sentido de agilizar qualquer procedimento médico e apoio logístico que sejam necessários ao restabelecimento da saúde da professora Silvane Uchôa. 3) Por fim, os dados iniciais, os depoimentos das testemunhas oculares e a materialidade linguística dos registros da PM nos levam a discordar da culpabilidade atribuída previamente à professora Silvane Uchôa narrado pelo Envolvido 1, motorista da caminhonete da PM, conforme autos do Boletim de Acidente de Trânsito nº 182/21 da PM: “ […] ao passar pelo comercial Belo Jardim a envolvida “B” que transitava no sentido oposto conduzindo uma motocicleta YAMAHA/XTZ 150 CROSSER Z, placa QWP4J41 de cor AZUL, fez uma curva pela contramão de direção e veio a colidir frontalmente com a viatura […]. Não aceitaremos, a não ser mediante uma contraprova fundamentada, o desfecho narrado acima. Todos nós, aguardamos com grande expectativa, a divulgação do laudo da perícia técnica da Polícia Civil (PC) para que esse depoimento não venha a macular a conduta da professora. Em que pese o princípio da presunção de inocência e a prerrogativa do direito de não gerar provas contra si (Direitos legítimos e inabaláveis na nossa Democracia), acreditamos que nunca é tarde para uma reflexão acerca dos fatos narrados no calor do momento. Os relatos das testemunhas, as fotografias e perícia técnica especializada lançarão luzes sobre essa questão. Compreendemos a urgência da operação deflagrada, mas sabemos quão deplorável é o estado das condições de trabalho disponibilizadas aos nossos policiais militares. Acreditamos que os demais membros da guarnição poderão ser ouvidos nesse processo de apuração, pois essa foi uma garantia dada pelo Comandante da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, em entrevista cedida à TV Juruá, no dia seguinte ao acidente. Não é nossa intenção interferir no processo investigativo, mas não concordamos com essa culpa prévia atribuída à professora Silvane Uchôa, mesmo que em fase preliminar de apuração. Nossa confiança nos servidores públicos da Corporação PM do Acre foi construída a partir de laços sólidos e fraternais, em especial pela relação estabelecida com o nosso saudoso sargento Marcos Roberto Araujo do Nascimento, cunhado-irmão de Silvane Uchôa. Nossa família é baseada em princípios cristãos sólidos e o perdão vem diante da verdade e da razão, concedido pela força da nossa fé em Deus. Não vamos particularizar culpados, mas esperamos do poder público assistência digna que a professora Silvane Uchôa demanda, como paciente que corre risco de ter os movimentos comprometidos. Para concluirmos, gostaríamos de expressar nossa gratidão àqueles que direta ou indiretamente contribuíram nesse processo de restauração da saúde da professora. Somos gratos aos profissionais de saúde do Pronto Socorro e do Hospital Geral de Cruzeiro do Sul, à equipe do Tratamento Fora de Domicílio (TFD) da Secretaria Estadual de Saúde do Acre. Nossa gratidão se estende principalmente a toda equipe disponibilizada pelo deputado estadual Jonas Lima para auxiliar e orientar nos procedimentos de apoio e logística. Somos gratos! Nossa família é muito grata ao grupo de colegas de Silvane Uchôa: professoras Michelle Araújo de Lima, Ana Cleide Gomes de Morais, Maria Cláudia de Souza Santiago e Suziane Souza da Silva, pela coragem em expressarem suas verdades ao relatar publicamente nos jornais locais suas angústias e indignação perante o fato ocorrido. Por fim, agradecemos a todos que, de alguma maneira, procuraram confortar cada um de nós, nesse momento de luta pela reabilitação da saúde da paciente. Não há dor que não seja superada com a ternura dos nossos queridos amigos e irmãos. #ForçaSilvane e #VivaoSUS.

A Família (Original Assinado) Dr. Alesson Bussons (advogado, OAB/AC 4.823) Prof. Dr. José Mauro Souza Uchôa (irmão) Silvano Uchôa (irmão) José Maria Souza Uchôa (irmão) Jesaiz Souza Uchôa (irmão) Maria José Souza Uchôa (irmã) Simoni Uchôa do Nascimento (irmã) Geilson Castro da Rocha (esposo) Geilson Uchoa da Rocha Filho (filho) Diogo Uchôa da Rocha (filho) Marina Raimunda Souza Uchôa (mãe) Pedro José Uchôa Neto (pai).ndo local em Cruzeiro do Sul e tivemos
colaboração da Coordenação do Núcleo da Secretaria de Educação, além
da ajuda de amigos e familiares no sentido de transferir a paciente para Rio
Branco e apoiar nossa família nesse momento difícil e angustiante com
orações e mensagem de ânimo. Toda família, amigos e colegas esperamos
do poder público estadual que não meçam esforços, principalmente pela
Secretaria Estadual de Saúde e Secretaria de Estado da Justiça e
Segurança Pública, no sentido de agilizar qualquer procedimento médico e
apoio logístico que sejam necessários ao restabelecimento da saúde da
professora Silvane Uchôa.
3) Por fim, os dados iniciais, os depoimentos das testemunhas oculares e a
materialidade linguística dos registros da PM nos levam a discordar da
culpabilidade atribuída previamente à professora Silvane Uchôa narrado
pelo Envolvido 1, motorista da caminhonete da PM, conforme autos do
Boletim de Acidente de Trânsito nº 182/21 da PM:
“ […] ao passar pelo comercial Belo Jardim a envolvida “B” que
transitava no sentido oposto conduzindo uma motocicleta
YAMAHA/XTZ 150 CROSSER Z, placa QWP4J41 de cor AZUL,
fez uma curva pela contramão de direção e veio a colidir
frontalmente com a viatura […].
Não aceitaremos, a não ser mediante uma contraprova fundamentada, o desfecho
narrado acima. Todos nós, aguardamos com grande expectativa, a divulgação do
laudo da perícia técnica da Polícia Civil (PC) para que esse depoimento não venha
a macular a conduta da professora. Em que pese o princípio da presunção de
inocência e a prerrogativa do direito de não gerar provas contra si (Direitos legítimos
e inabaláveis na nossa Democracia), acreditamos que nunca é tarde para uma
reflexão acerca dos fatos narrados no calor do momento. Os relatos das
testemunhas, as fotografias e perícia técnica especializada lançarão luzes sobre
essa questão. Compreendemos a urgência da operação deflagrada, mas sabemos
quão deplorável é o estado das condições de trabalho disponibilizadas aos nossos
policiais militares. Acreditamos que os demais membros da guarnição poderão ser
ouvidos nesse processo de apuração, pois essa foi uma garantia dada pelo
Comandante da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, em entrevista cedida à TV Juruá,
no dia seguinte ao acidente. Não é nossa intenção interferir no processo
investigativo, mas não concordamos com essa culpa prévia atribuída à professora
Silvane Uchôa, mesmo que em fase preliminar de apuração. Nossa confiança nos
servidores públicos da Corporação PM do Acre foi construída a partir de laços
sólidos e fraternais, em especial pela relação estabelecida com o nosso saudoso
sargento Marcos Roberto Araújo do Nascimento, cunhado-irmão de Silvane
Uchôa.
Nossa família é baseada em princípios cristãos sólidos e o perdão vem diante
da verdade e da razão, concedido pela força da nossa fé em Deus. Não vamos
particularizar culpados, mas esperamos do poder público assistência digna que a
professora Silvane Uchôa demanda, como paciente que corre risco de ter os
movimentos comprometidos.
Para concluirmos, gostaríamos de expressar nossa gratidão àqueles que
direta ou indiretamente contribuíram nesse processo de restauração da saúde da
professora. Somos gratos aos profissionais de saúde do Pronto Socorro e do
Hospital Geral de Cruzeiro do Sul, à equipe do Tratamento Fora de Domicílio (TFD)
da Secretaria Estadual de Saúde do Acre. Nossa gratidão se estende
principalmente a toda equipe disponibilizada pelo deputado estadual Jonas Lima
para auxiliar e orientar nos procedimentos de apoio e logística. Somos gratos!
Nossa família é muito grata ao grupo de colegas de Silvane Uchôa: professoras
Michelle Araújo de Lima, Ana Cleide Gomes de Morais, Maria Cláudia de Souza
Santiago e Suziane Souza da Silva, pela coragem em expressarem suas verdades
ao relatar publicamente nos jornais locais suas angústias e indignação perante o
fato ocorrido. Por fim, agradecemos a todos que, de alguma maneira, procuraram
confortar cada um de nós, nesse momento de luta pela reabilitação da saúde da
paciente. Não há dor que não seja superada com a ternura dos nossos queridos
amigos e irmãos. #ForçaSilvane e #VivaoSUS.
A Família
(Original Assinado)
Dr. Alesson Bussons (advogado, OAB/AC 4.823)
Prof. Dr. José Mauro Souza Uchôa (irmão)
Silvano Uchôa (irmão)
José Maria Souza Uchôa (irmão)
Jesaiz Souza Uchôa (irmão)
Maria José Souza Uchôa (irmã)
Simoni Uchôa do Nascimento (irmã)
Geilson Castro da Rocha (esposo)
Geilson Uchoa da Rocha Filho (filho)
Diogo Uchôa da Rocha (filho)
Marina Raimunda Souza Uchôa (mãe)
Pedro José Uchôa Neto (pai).

O comandante do 6 Batalhão da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, Tn Coronel Evandro, lamentou o ocorrido envolvendo a viatura da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul e a pO comandante do 6 Batalhão da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul, Tn Coronel Evandro, lamentou o ocorrido envolvendo a viatura da Polícia Militar de Cruzeiro do Sul e a professora Silvânia Uchôa. Segundo ele o caso será investigado pela Polícia Judiciária Militar. “Os primeiros procedimentos estão sendo tomados que é a apuração dos fatos junto à Polícia Judiciária Militar. De fato, infelizmente ocorreu esse acidente de trânsito lá nesse ramal. A polícia estava indo para um atendimento de ocorrência e houve essa colisão da viatura da Polícia com a professora. Todos os procedimentos foram tomados. Foi acionada a perícia e o socorro de imediato foi prestado à vítima do acidente e ela foi encaminhada ao pronto socorro. A guarnição foi conduzida para o quartel onde foi lavrado o B.O. e nós tomamos o primeiros procedimentos que é a apuração dos fatos que cabe a polícia judiciária militar. Será encaminhado para corregedoria para instauração de inquérito policial e apuração do acidente”, concluiu.

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