20 outubro 2021 11:49 am
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20 outubro 2021 11:49 am

Bocalom manda passar a limpo contrato com empresa New Times, alvo da PF

acjornal.com (AF)
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O prefeito Tião Bocalom declarou que vai pedir que a Zeladoria faça nova análise do contrato com a empresa New Times negócios, que fechou contrato com a prefeitura de Rio Branco para a contratação dos roçadores que trabalham na limpeza da cidade. A declaração nasceu assim que a Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã dessa sexta-feira para investigar um contrato com a secretaria de saúde do Estado. O acjornal publicou com exclusividade o contrato com o município.
Durante entrevista, o delegado Pedro Dumont, da delegacia de combate a corrupção, informou que a investigação pode ganhar novos caminhos porque a New Times mantém outros contratos com prefeituras do Acre, e na lista estão Rio Branco e Plácido de Castro. Desde o início da pandemia a empresa conseguiu fechar contratos com o poder público que ultrapassam os R$ 16 milhões. “É possível que haja irregularidade também nos municípios, vamos descobrir isso no decorrer da investigação”, revelou.

Na manhã dessa sexta-feira, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão nos dois endereços da New times negócios em Rio Branco. A Secretaria de Saúde fechou contrato de quase um milhão de reais para que a empresa fizesse o serviço de limpeza nas UTI’s do INTO.

Para conseguir o contrato a New times enviou 3 documentos falsos para comprovar que tinha capacidade técnica de atender esse tipo de serviço. Dois atestados eram de serviços fora da área de saúde e um terceiro foi falsificado.

Para piorar, a Sesacre fez mudanças no edital para facilitar o recebimento dos documentos irregulares e falsos.

Nessa sexta-feira os três sócios da empresa, Pablo de Souza Barros Escurra, Marcelo Spina Ortiz e Elissandra Silva Almeida, depuseram na PF.

Uma quarta pessoa acusada de falsificar o atestado também foi ouvida.

Em uma segunda etapa a polícia vai investigar quais servidores da secretaria de saúde estão envolvidos no esquema.

Na época quem assinou a dispensa de licitação foi o então secretário de saúde Alisson Besten

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