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Marina Silva defende debate com nomes da terceira via para escolher aquele com mais chances de vencer Bolsonaro

Ex-ministra disse que só vai confirmar candidatura após esse debate

Metro 1
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Em entrevista a Geraldo Júnior, durante o programa Sete em Ponto da Metropole, a ex-ministra do meio-ambiente Marina Silva (Rede) defendeu um debate com nomes da chamada terceira via para escolher aquele com mais chances de vencer o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e implementar um programa para tirar o Brasil da crise.

“Nós estamos vivendo uma das piores crises na economia, no desemprego, na saúde, na educação, no meio ambiente. O Brasil está vivendo um estado de insolvência. O presidente Bolsonaro não governa. Ele apenas ocupa o cargo para sabotar a Constituição e a República e fazer apologia para um golpe militar. Então, nesse contexto de tamanha dificuldade, eu defendo que a terceira via seja construída em torno de um programa. Que esse programa seja debatido com trabalhadores, com empresários, com jovens, com mulheres, com pretos, com indígenas, com todos os segmentos da sociedade”, declarou Marina.

Marina não quis confirmar sua candidatura e disse que um nome da terceira via precisa sair após esse debate. “Feito esse debate, vamos verificar quem tem as maiores chances de ser vitorioso e de implementar o projeto que faça o Brasil ter algum horizonte, porque hoje somos um país sem horizonte. É assim que o mundo nos vê”, completou.

Questionada se a ex-presidente Dilma Roussef (PT) foi vítima de machismo no processo de impeachment, Marina concordou, mas lembrou que também foi vítima do mesmo preconceito promovido pelo PT durante a campanha eleitoral de 2014. “Fui vítima desses preconceitos na campanha de 2014. Foi feita uma desconstrução de minha biografia pela campanha do PT devido a disputa pelo poder. Devemos ter ética para o embate político”, disse.

Foto: Reprodução YouTube
Por: Rodrigo Meneses

Marina ainda comentou a discussão sobre o julgamento no STF do marco temporal das terras indígenas. “Tenho uma posição favorável aos indígenas. O que está acontecendo em nosso país é um debate injusto. Há uma iniciativa no congresso nacional por parte do Centrão e da bancada ruralista que querem regularizar áreas que foram ocupadas por  grileiros até 2014. Quando se trata de indígenas, só querem reconhecer áreas que estavam ocupadas por indígenas ou em litígio só até 1988”, afirmou.

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