Rio Branco,

Policiais acham cachorros amarrados e desnutridos durante ocorrência de furto de gado na zona rural do AC

G1 Acre
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Policiais Militares do 5º Batalhão da PM-AC encontraram quatro cachorros sem comida e água e desnutridos na zona rural de Epitaciolândia, interior do Acre, nessa quinta-feira (15). A equipe procurava suspeitos de furto de gado em uma fazenda próximo da Reserva Extrativista Chico Mendes (Resex) quando achou uma propriedade irregular na área de preservação.

Um vídeo gravado pela equipe do PM mostra os animais magros, sem água e comida. Ao G1, o sargento da PM-AC, Erisson Nery, explicou que primeiramente achou um dos animais amarrados na entrada do terreno. Logo mais a frente, outros três animais estavam na mesma situação.

“Fomos em uma fazenda bem distante no limite entre Epitaciolândia e Xapuri, que tem uma área de preservação dentro da fazenda e um pessoal invadiu. Estão desmatando e começaram a furtar gado lá. Entramos nessa área de mata onde tinham matado o gado e chegamos na casa de um deles [suspeitos]. Vi logo um animal amarrado, que foi solto para buscar água, e mais a frente outros três”, relembrou.

Nery acrescentou que foi colocado água para os animais e eles chegaram a ser engasgar quando começaram a beber. A guarnição foi avisada que os cães estavam sem água e comida desde domingo (11). Contudo, pelo estado dos bichos, a suspeita é de que eles não comem há muito tempo.

“Havia uma panelinha lá, que é para colocar água, mas estava cheia de terra e suja. Os cachorros não iam emagrecer assim em quatro dias. Enquadrei ele na nova lei, conduzimos no flagrante e fizemos as imagens. Os cães foram entregues para uma família vizinha, que são parentes do dono da propriedade, e ficaram responsáveis de ficar com os cães”, contou.

Furto de gado

À polícia, o proprietário alegou que mantinha os cachorros presos para manter a casa limpa, mas não explicou o motivo de deixá-los sem alimentos. O homem confessou também que furtou um boi da fazenda

“Ele confessou que participou do furto do gado, ajudou a matar e levaram só a carne. A princípio, encontramos vestígios só de um [boi], relatamos só esse. Conseguimos relatos de que a carne foi levada para Xapuri para ser negociada”, confirmou.

O sargento relatou também que a casa do suspeito foi construída em uma área de preservação ambiental, após abrir uma clareira. O homem confessou ainda que retira madeira da região.

“Estavam todos para Xapuri há quatro dias. Chegou ele, com a esposa e os três filhos. O furto do gado foi no sábado [10] no domingo esse cidadão foi para Xapuri. Ele só foi conduzido por causa do flagrante dos cachorros, os outros suspeitos do furto do gado vão ser intimados para serem ouvidos”, concluiu.

Investigações

O delegado Luiz Tonini, responsável pela delegacia de Epitaciolândia, disse que o suspeito foi autuado pelo furto do gado e liberado para responder em liberdade. Sobre o caso dos animais, Tonini frisou que a materialidade do caso não foi entregue, não viu os animais e nem conseguiu falar com os policiais que atenderam a ocorrência.

Em depoimento, o dono dos animais falou que estava para a zona urbana em busca de atendimento médico porque suspeitava que estava com coronavírus. Ele disse que chegou a ficar no hospital, tomou soro e, após ser descartada a doença, foi liberado pelo médico.

“Não trouxeram a materialidade do crime e não tinha como manter o cara preso. Era uma ocorrência de furto de gado, levaram o cara preso, relataram o caso dos animais, mas não vi nenhum animal e nem tiraram fotos. Não consegui falar com o [sargento] Nery hoje [sexta, 16]. O rapaz assumiu a questão do animal morto, dos cachorros e falou que foi para a cidade se tratar e os animais ficaram aos cuidados do pai dele, que não apareceu”, argumentou.

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