Rio Branco,

A ‘vacina’ contra fake news testada por pesquisadores de Cambridge

Quando você recebe a dose de uma vacina tradicional, inclusive algumas das feitas contra o novo coronavírus, as partículas de vírus atenuadas ou inativas presentes no imunizante desencadeiam uma resposta imunológica no organismo, de modo a treinar seu corpo a enfrentar a doença.

BBC NEWS BRASIL
“(O objetivo) é criar uma espécie de resistência psicológica contra a persuasão, para que, no futuro, quando você estiver exposto à desinformação, ela seja menos convincente, porque você terá ‘anticorpos'”, explica pesquisador
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Quando você recebe a dose de uma vacina tradicional, inclusive algumas das feitas contra o novo coronavírus, as partículas de vírus atenuadas ou inativas presentes no imunizante desencadeiam uma resposta imunológica no organismo, de modo a treinar seu corpo a enfrentar a doença.

A mesma lógica pode valer do ponto de vista psicológico, contra outra “epidemia” atual — a de desinformação, manipulação de informações e disseminação de fake news.

Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estão testando o quanto pequenas doses preventivas e “atenuadas” de técnicas de desinformação podem nos inocular contra o ambiente de notícias falsas ou distorcidas na internet, particularmente em tempos de covid-19.

“(O objetivo) é criar uma espécie de resistência psicológica contra a persuasão, para que, no futuro, quando você estiver exposto à desinformação, ela seja menos convincente, porque você terá ‘anticorpos’”, explica à BBC News Brasil Jon Roozenbeek, pesquisador do Laboratório de Tomada de Decisões Sociais do Departamento de Psicologia da Universidade de Cambridge.

“Em outras palavras, se você conhece as técnicas e os truques usados para enganar as pessoas ou persuadi-las, você terá menos probabilidade de cair neles.”

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