Rio Branco,

MPAC obtém condenação de integrantes de facção que mataram a vítima por se negar a “migrar” de facção

Justiça obteve a condenação de três homens pelo homicídio do jovem André Wiryson Lima da Silva, de 21 anos, morto com golpes de armas brancas após sair de um bar em agosto de 2019

ASCOM
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O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Criminal de Brasileia, obteve a condenação de três homens pelo homicídio do jovem André Wiryson Lima da Silva, de 21 anos, morto com golpes de armas brancas após sair de um bar em agosto de 2019. O promotor de Justiça Vanderlei Batista Cerqueira atuou no júri.

Alex da Silva, Ebeson Silva de Almeida e Wilitan da Silva Nascimento foram condenados a penas que, somadas, chegam a mais de 73 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado pelo motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, em concurso material com o crime de integrar organização criminosa e corrupção de menores.

Conforme a denúncia do MPAC, o crime teria sido motivado por disputa entre facções rivais que atuam na região de fronteira. Na madrugada do dia 24 de agosto de 2019, a vítima chegou a um bar acompanhada de uma testemunha e avistou os sentenciados Alex, Ebeson e Wilitan, juntamente com um menor de idade.

André foi então convidado pelo grupo a se juntar aos faccionados, ou seja, passar a integrar a facção a qual pertenciam, convite que foi recusado. Após receber ameaças no local, André tentou ir embora em um táxi, mas foi impedido de adentrar no veículo pelo grupo, que lhe atacou com golpes de armas brancas.

Mesmo ferida, a vítima ainda conseguiu fugir do estabelecimento, mas foi perseguida novamente pelos sentenciados e pelo menor de idade que, após alcançá-lo, desferiram mais sete golpes, resultando na sua morte. A Polícia Militar foi acionada em seguida, capturando no mesmo dia três dos envolvidos.

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Brasileia acolheu a tese do MPAC e condenou Ebeson Silva de Almeida a 29 anos e seis meses de reclusão; Alex da Silva recebeu uma pena de 24 anos e seis meses de reclusão; e Wilitan da Silva Nascimento foi condenado a 19 anos e seis meses de reclusão, todas em regime inicialmente fechado.

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