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Príncipe Harry diz que recorreu ao álcool e às drogas para lidar com morte da princesa Diana

O príncipe Harry disse que fez uso excessivo de bebidas alcoólicas e de drogas para se anestesiar do luto após a morte de sua mãe, a princesa Diana, em um acidente de carro em Paris em 1997.

O GLOBO, MUNDO
Revelação foi feita em uma nova entrevista à apresentadora Oprah Winfrey, em sua série sobre saúde mental
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O príncipe Harry disse que fez uso excessivo de bebidas alcoólicas e de drogas para se anestesiar do luto após a morte de sua mãe, a princesa Diana, em um acidente de carro em Paris em 1997.

O príncipe, cujo rompimento com a família real causa a maior crise para o Palácio de Buckingham em décadas, acusou ainda seus parentes e a Coroa de negligenciarem ele e sua mulher, Meghan, enquanto ela cogitava cometer suicídio.

— Eu estava disposto a beber, eu estava disposto a usar drogas, eu estava disposto a tentar e fazer as coisas que fizessem eu me sentir menos como estava me sentindo — disse à apresentadora Oprah Winfrey em sua série sobre saúde mental, “The me you can’t see it” (O eu que você não pode ver), disponível na Apple TV.

— Eu provavelmente bebia o equivalente a uma semana de drinks em um único dia, em uma noite de sexta ou de sábado. Não porque eu estava gostando, mas porque estava tentando esconder algo.

"Diana, 7 dias": a semana que antecedeu o acidente fatal da princisa é tema do documentário Foto: Divulgação
“Diana, 7 dias”: a semana que antecedeu o acidente fatal da princisa é tema do documentário Foto: Divulgação
El The Crown S4. Picture shows: Princess Diana (EMMA CORRIN) and Prince Charles (JOSH O CONNOR). Filming Location: Kensington Town Hall Foto: Alex Bailey / Alex Bailey/Netflix
El The Crown S4. Picture shows: Princess Diana (EMMA CORRIN) and Prince Charles (JOSH O CONNOR). Filming Location: Kensington Town Hall Foto: Alex Bailey / Alex Bailey/Netflix

Harry, hoje com 36 anos e morando na Califórnia, falou também sobre o trauma de perder sua mãe aos 12 anos e, dias depois, ter que andar atrás de seu caixão em um cortejo fúnebre transmitido ao vivo para todo o planeta.

Segundo o príncipe, que discute o assunto com frequência, sua maior memória é o “som dos cascos dos cavalos” e “fora de seu corpo”.

Foi à Oprah que Harry e Meghan deram uma explosiva entrevista em 23 de março, na qual afirmaram que um membro da família real teria feito comentários racistas sobre a cor da pele do filho que esperavam.

Disseram também que a Coroa decidiu que Archie, hoje com 2 anos, não receberia agora proteção ou o título de príncipe, algo que seria seu direito automático quando Charles subir ao trono.

Durante a conversa de dois meses atrás, a ex-atriz americana disse ainda ter considerado o suicídio diante do que classificou como uma campanha de difamação movida pelos tabloides e da pressão da Coroa.

Na entrevista recém-lançada, Harry disse que a perda de sua mãe acentou seus temores sobre a situação psicológica de Meghan, acusando-o a família real de negligenciá-los:

— Minha mãe foi assediada [pela imprensa britânica] até a sua morte, quando estava em um relacionamento com uma pessoa que não era branca [o egípcio al-Dodi Fayed] e, agora, veja o que aconteceu —  afirmou.

— Estamos falando de uma história que se repete? Eles não vão parar até que ela morra?

Segundo o príncipe, o que fez Meghan não seguir em frente com seus pensamentos suicidas foi as consequências que isso teria para ele:

— O que fez Meghan não concretizá-los foi o quão injusto isso seria comigo após tudo que aconteceu com a minha mãe e, agora, ser posto em uma posição de perder outra mulher na minha vida, com um bebê em seu ventre, o nosso bebê — disse o príncipe. — Eu me senti completamente inútil. Achei que a minha famíla fosse ajudar, mas todo pedido, solicitação, alerta, qualquer pedido, foi recebido com silêncio total ou negligência total.

Ainda em março, respondendo às alegações feitas por Harry, a rainha Elizabeth II, disse que a experiência de Harry e Meghan a entristece e que a família real iria tratar, em privado, das acusações. Afirmou, contudo, que as memórias sobre os eventos narrados pelo casal “podem variar”.

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