Rio Branco,

Mundial de Free Fire 2021: conheça Papaxs, brasileiro da VX

GE
Nem LOUD, nem Fluxo. A Free Fire Worlds Series, o Mundial da modalidade, vai ter um brasileiro atuando pela Europa.
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Franco “Papaxs” é goiano, mora na Bélgica, e disputará a FFWS pela equipe portuguesa VaiXourar. A vaga veio com troféu e título de MVP da Pro League europeia, principal competição do battle royale no Velho Continente.

Expressivo, o currículo do jovem de 16 anos é só uma brisa na tempestade de enfrentar a LOUD logo no play-in, que começa nesta sexta-feira.

ge conversou com Papaxs sobre cenário europeu, ídolos brasileiros, dificuldades da quarentena, o peculiar sabor da culinária de Singapura e perspectiva para estreia contra um dos times mais populares do battle royale da Garena.

– Dependendo do que acontecer, vai ter muita gente que vai nos hatear. Dependendo do nosso estilo de jogo, e se matarmos alguém famoso, pode ser que queiram nos atacar. A gente até pode [se aproveitar da exposição], mas vai gerar muito hype negativo – contou.

Lag amado, Brasil

Papaxs migrou para a Europa aos 10 anos de idade, junto com os pais, e o Free Fire chegou por influencia do primo. Jogando lagado no servidor brasileiro, Papaxs os primeiros capas e logo chamou atenção do competitivo.

Superando ping alto e o delay intercontinental, jogou a Liga NFA pela Guilda 4K Easy. Com o crescimento do cenário europeu, porém, preferiu investir no competitivo local.

– O estilo europeu é muito mais de segurar a safe. Não tem isso de rushar muito. A rapaziada daqui segura muito. Quando jogava no Brasil eu cheguei a jogar a NFA. Jogava lagado, mas conseguia me virar – relembrou.

Apesar disso, Papaxs está sempre de olho no que acontece nas quedas brasileiras.

– Eu ainda acompanho o cenário brasileiro, porque o cenário brasileiro é o melhor para o Free Fire nesse momento. Muita rapaziada da Europa aqui se inspira no Brasil mesmo. Aqui não tem praticamente uma inspiração e o povo que a gente vê no Brasil é o Bak, Nobru… esses caras.

Fama, dinheiro e competitivo sólido. Tudo isso são sonhos distantes para Papa e seus companheiros de VaiXourar. Diferentemente da maior parte dos outros esportes, no Free Fire o Brasil é a terra das oportunidades.

– Uma coisa que eu queria era jogar em um time brasileiro, mas como não consegui falei que ia me virar aqui na Europa, me destacar aqui. Vai que eu consigo alguma coisa depois para ir para o Brasil – explicou.

BBB de um homem só

Antes de disputar a fase de entradas no Marina Bay Sands, Papaxs teve que vencer desafios que começaram antes mesmo de embarcar para Singapura. Dois jogadores da VX não puderam viajar por restrição de idade e problemas pessoais.

Janito e Meneses cobriram a lacuna, mas os treinos só começaram no hotel. E cada um de seu quarto.

– Você não pode sair do quarto, quando vai receber a comida ela é entregue na porta e nem a atendente você vê. Deixam o prato em uma coisa pendurada e depois eles saem.

A comida, inclusive, não agrada muito o jogador.

– A comida eu não consigo comer. Praticamente peço comida fora. Não é a comida seja ruim, é que eu não consigo comer. É a textura. A comida até deve ser boa por dentro, mas a textura na hora de morder não me convém – explicou.

Foram mais de 20 dias de quarentena. Da solidão das quatro paredes, treinos contra times de características e comportamentos em quase imprevisíveis.

A falta de apoio de um psicólogo chegou a ser apontada por como exemplo da diferença de estrutura entre VX e equipes com investimento maior.

– Praticamente a gente fica o dia inteiro e ligação justamente para não passar esse tédio. Já que a gente não tem uma estrutura para contratar psicóloga ou coisa do tipo.

O Mundial

A caminhada de Papaxs e seus companheiros na FFWS começa nesta sexta-feira, a partir das 10h. A vaiXourar é uma das nove equipes que briga pelas três vagas no evento principal, marcado para o domingo. A brasileira LOUD também está na disputa.

Para conseguir ficar entre os três, Papaxs e a vaiXourar terão seis quedas para somar pontos. Os pontos são distribuídos de acordo com a classificação final (0-12 pontos) e de acordo com os abates totais da equipe (1 ponto).

Quem avançar joga outras seis quedas no domingo, seguindo o mesmo formato. A competição tem US$ 2 milhões (R$ 10,53 milhões) em premiação, sendo US$ 500 mil (R$ 2,6 milhões) para o primeiro colocado.

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