Rio Branco,

Com redução nos atendimentos, UPA do 2º Distrito de Rio Branco deixa de atender pacientes de Covid-19

Por G1 Acre

Com a redução nos atendimentos e internações de pacientes com Covid-19, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito de Rio Branco deixa novamente de atender pacientes da doença. A unidade de referência passa a ser o Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into).

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A UPA voltou a atender casos de Covid-19 no dia 20 de fevereiro e disponibilizou 40 leitos como retaguarda para desafogar o Into-AC. Mas, com a superlotação nas unidades de saúde e colapso na saúde, a unidade voltou a atender exclusivamente casos de Covid-19 no dia 18 de março. Com isso, os atendimentos ambulatoriais ficaram suspensos.

Em 2020, a UPA do 2º Distrito já tinha suspendido os atendimentos ambulatoriais para ficar apenas com casos de Covid-19. Em agosto, a unidade deixou de atender casos do novo coronavírus e o Into-AC voltou a ser referência nesse tipo de atendimento.

Conforme a direção, os atendimentos aos pacientes suspeitos ou confirmação de contaminação pelo novo coronavírus vão ser feitos até às 19h desta sexta-feira (7). Depois disso, as portas vão ser fechadas para limpeza interna e externa e desinfecção de toda unidade.

A partir das 7h de segunda (10) devem ser retomados os atendimentos regulares. Ainda conforme a direção, os ambulatórios vão ficar sem funcionamento, tendo a permanência de médico apenas no bloco de emergência para possíveis intercorrências que possam surgir.

Redução de atendimentos no Into

Há cerca de uma semana, a procura por atendimento de pessoas com sintomas da Covid-19 no hospital de campanha de Rio Branco, Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into), reduziu cerca de 70%.

Conforme dados da direção da unidade repassados a pedido do G1, a média de atendimentos que estava entre 250 a 300 caiu para 80 a 90 nos últimos dias.

Nessa quinta-feira (6), segundo o diretor da unidade, o médico Osvaldo Leal, dos 140 leitos clínicos disponíveis na unidade, 42 estão ocupados e dos 50 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), 38 estão com pacientes internados.

Entre os meses fevereiro e março, a saúde do Acre entrou em colapso quando tanto os leitos clínicos como de UTI das unidades de saúde ficaram com 100% de lotação e pacientes ficaram em filas à espera por vaga. Houve ainda transferência de pacientes da capital para Cruzeiro do Sul e para Manaus.

Queda de exames

Outro dado que mostra esse cenário de queda nos casos de Covid-19 no estado é com relação aos exames realizados pelo Laboratório Charles Mérieux, referência nos testes da doença no Acre. Segundo o gerente-técnico do laboratório, Andrea Stocker, o número de testagens baixou 77% nos últimos dias.

Segundo os dados o laboratório chegou a fazer 350 análises por dia de casos suspeitos de Covid-19. No entanto, esse número caiu para 60 a 80 por dia. Ainda segundo o gerente, outro fator é com relação à taxa de positividade nos exames.

Além da baixa nas análises, do total de exames feitos em média 30% têm dado positivo para Covid-19. O pico de positividade nessa segunda onda da pandemia ocorreu no último dia 17 de março, quando 64% dos exames testaram positivo para a contaminação pelo novo coronavírus. Desde então, a taxa tem reduzido.

“Temos dois parâmetros que podemos usar para saber mais ou menos onde estamos nessa segunda onda da pandemia. Um é a relação entre as análises positivas e análises negativas, porque quando a pandemia está baixando, em todas as análises baixa também a percentagem dos positivos. O segundo parâmetro é a média móvel dos óbitos em sete dias”, informou Stocker.

O gerente disse ainda que a taxa de casos positivos mais baixa desde o início da pandemia foi de 14% no dia 24 de setembro. Com relação à média móvel dos óbitos, o mínimo entre a primeira e segunda onda, foi no dia 1º de novembro do ano passado, com um valor de 0,6 óbitos por dia. Já o máximo da segunda onda foi no dia 23 de março, com 12,4 óbitos por dia na média móvel. Atualmente, segundo ele, o estado está com média de 3,6.

“Nós ainda não estamos no fim da segunda onda, mas estamos bem abaixo. No entanto, a terceira onda vai chegar, é garantida, porque todo o mundo teve. Não temos como precisar se vai demorar duas semanas ou cinco semanas, mas nessa faixa mais ou menos deve começar a terceira onda, e vai ser a onda causada pelos mutantes”, alerta.

Casos de Covid-19

Segundo boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre) divulgado nessa quinta-feira (6), o Acre registra um total de 1.568 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, em março do ano passado. Ao todo, 78.889 casos foram confirmados da doença.

O estado está em contaminação comunitária desde o dia 9 de abril, com uma taxa de incidência de e 8.819,6 casos para cada 100 mil habitantes. A taxa de mortalidade em cada 100 mil habitantes é de 176, já a de letalidade – quantidade de mortos dentro dos números confirmados da doença – é de 2%.


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