Rio Branco,

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Caminhão fica preso em buraco e morador reclama da situação de ruas em Tarauacá

G1 Acre
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Um caminhão de entrega de material de construção ficou preso em um buraco na Rua Beatriz Caetano, no bairro Senador Pompeu, em Tarauacá, no interior do Acre. Ao ver a situação, o morador Sandro Falcão resolveu publicar a reclamação nas redes sociais e pediu providências da prefeitura.

O caso aconteceu no último final de semana, mas o morador só divulgou nessa quarta-feira (19) para chamar atenção do poder público. Ele reclamou da situação da rua e disse que outros bairros da cidade estão nas mesmas condições e precisam de reparos.

“A situação de Tarauacá hoje está dessa forma, com muitas ruas esburacadas. Teve a questão da alagação e aí deixou o solo mole, os carros passam e acabam criando esses buracos. Tem lugar que nem acesso de carro tem mais. Na verdade, já tinha muito buraco, mas depois da enchente piorou. Teve rua que os próprios moradores jogaram concreto para tapar os buracos”, contou o morador.

O caminhão que ficou preso no buraco só conseguiu sair do local depois que foi puxado por um outro carro com o auxílio de um cabo de aço.

Ao G1, o secretário de Obras do município, Rosenir Arcêmio, disse que as ruas passam manutenção e tapa buraco, mas que não dá para solucionar tudo ‘da noite para o dia’.

“Tarauacá passou por três alagações grandes esse ano e essa situação das ruas ainda é consequência disso. Essa situação dessa rua especificamente é de nosso conhecimento, é um bueiro que estourou e estamos fazendo o planejamento para realizar o reparo. Não dá para fazer um paliativo qualquer lá. Depois de alagação grande dessa, não dá para resolver os problemas da cidade da noite para o dia, tem muita coisa para resolver. Fizemos muito tapa buraco, galerias, desobstrução de bueiros”, afirmou Arcêmio.

Enchentes

Com uma população estimada em 43.151 pessoas, de acordo com o Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE), a cidade de Tarauacá chegou a ter 28 mil moradores afetados com a enchente do rio em fevereiro.

De acordo com a Defesa Civil, dos nove bairros que há na cidade, apenas um não foi atingido pelas águas. Cerca de 90% do município foi afetado pela enchente. Devido a situação, a cidade decretou calamidade pública no dia 18 de fevereiro.

No dia 22 de fevereiro, o governador Gladson Cameli decretou calamidade pública em dez cidades do Acre por conta da cheia dos rios e igarapés. No mesmo dia, o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), o estado de calamidade nos municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. A cheia dos rios chegou a atingir mais de 130 mil pessoas no Acre.

No mês de março, o rio voltou a transbordar por duas vezes, atingido novamente centenas de pessoas, que chegaram a ficar desabrigadas. Na época, a Secretaria de Obras do município informou que tinha recolhido mais de 4 mil toneladas de entulho das ruas.

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