Rio Branco,

Mesmo abaixo da cota de alerta, Rio Acre ainda desabriga mais de 200 pessoas em Rio Branco

Manancial baixou mais de um metro nas últimas 24 horas, segundo dados da Defesa Civil Municipal e marcou 11,32 metros nesta sexta-feira (5). Famílias desabrigadas e desalojadas são orientadas que não retornem para suas casas. Rio Branco tem seis abrigos ativos, sendo que no Parque de Exposições estão abrigadas 32 pessoas.

Por G1 AC

O nível do Rio Acre voltou a apresentar vazante em Rio Branco e nas últimas 24 horas as águas baixaram mais de um metro, segundo dados da Defesa Civil Municipal. O manancial marcou 11,32 metros nesta sexta-feira (5) na medição das 6h e continua abaixo da cota de alerta, que é de 13,50 metros.

Mesmo com a vazante e estando mais de dois metros abaixo da cota de alerta, 240 pessoas atingidas pela cheia ainda estão nos abrigos montados pela prefeitura da capital. Ao todo, a cidade tem seis abrigos, sendo o Parque de Exposições, quatro em escolas e uma igreja. Somente no parque estão abrigadas 32 pessoas.

Conforme os dados, às 6h dessa quinta (4), o Rio Acre estava com 12,38 metros. Apesar da vazante, o coordenador da Defesa Civil Municipal, major Cláudio Falcão, voltou a dizer que a previsão é de chuvas para os próximos dias e o rio pode voltar a subir e ultrapassar, inclusive, a cota de transbordo, que é de 14 metros.

“Foi mais de um metro em 24h, e toda a bacia do Rio Acre está em vazante. Em Xapuri também tivemos vazante de mais de um metro e é claro que essa vazante na cidade do interior vai acabar impactando um pouco aqui em Rio Branco. Nós não liberamos ninguém dos abrigos, porque precisamos de uma margem ainda maior de segurança, se Deus quiser hoje a gente baixa dos 11 metros, mas esse final de semana não tem indicação da Defesa Civil de remover ninguém de volta para suas casas”, afirmou Falcão.

Além das famílias que estão em abrigos, ainda há pelo menos 132 pessoas que estão desalojadas, ou seja, em casas de parentes. No entanto, segundo o major, esse número é bem maior, uma vez que várias famílias acabam saindo de casa por conta própria, sem o auxílio da Defesa Civil.

“Estamos indo nos bairros que foram atingidos e fazendo a contabilidade daqueles que estavam fora e que retornaram para a gente chegar em um número mais preciso. Estamos com levantamento nos 24 bairros atingidos pela inundação. Além disso, também estamos, simultaneamente, analisando as condições dos bairros para verificar a possibilidade de retorno das famílias. Se tudo permanecer inalterado e dependendo de estudos que estamos fazendo, há possibilidade de fazermos o retorno dessas famílias desabrigadas na semana que vem”, informou.

A estimativa é que cerca de 19 mil pessoas estejam atingidas pela enchente do Rio Acre, entre moradores dos bairros alagados da zona urbana e das localidades rurais da capital. Desse total de atingidos, cerca de 961 famílias são da zona rural de Rio Branco.

Nas últimas 24 horas choveu 6,20 milímetros. E, em 5 dias de março, foram registrados 64,5 milímetros de chuva, o que representa 24% do esperado para todo o mês, que é de 267,7 milímetros.

Calamidade pública

O Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) reconheceu no último dia 22, em edição extra do Diário Oficial da União (DOU), estado de calamidade pública em 10 cidades do Acre atingidas por inundações causadas pela cheia dos rios no estado.

Os municípios de Rio Branco, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Feijó, Tarauacá, Jordão, Cruzeiro do Sul, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves enfrentaram dificuldades com parte da população desabrigada (encaminhada para abrigos) e desalojada (levada para casa de parentes).

O governador do Acre, Gladson Cameli, havia decretado calamidade em uma edição extra do Diário Oficial do estado (DOE) também no dia 22. A cheia dos rios chegou a atingir mais de 130 mil pessoas no Acre.

Campanhas em canais oficiais

ÚLTIMAS

spot_imgspot_imgspot_imgspot_img