Rio Branco,

Família que enterrou vítima errada da Covid-19 ainda não encontrou corpo de Uber

Por Ac24Horas

A família de Francisco das Chagas Miranda Silva, 40 anos, que trabalhava como motorista do aplicativo Uber na capital acreana, ainda desconhece o paradeiro do corpo da vítima, que morreu na noite dessa terça-feira, 5, por complicações da Covid-19. Na manhã desta quarta-feira, 6, familiares e amigos sepultaram um corpo que não era de Francisco no Cemitério Morada da Paz, por um erro da funerária que também comanda o cemitério.

Após ser comunicada do grave erro, a família foi solicitada a comparecer ao Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) para fazer o reconhecimento do corpo que, segundo o hospital, seria de Francisco. No entanto, houve novo engano.

A segunda vítima apresentada à família na tarde desta quarta também não era o motorista.

“Fomos informados para fazer reconhecimento do corpo. Mas não era ele. O Into informou que não sabe cadê o corpo. O único corpo que tem aqui [Into] fomos fazer reconhecimento e não era ele. Não nos dão mais informação de nada”, disse um familiar ao ac24horas.

Outro questionamento feito pela família é de que nem a funerária responsável, nem o Into sabem que horas ou para quem o corpo de Francisco das Chagas foi liberado. “O nome tá lá, mas não é ele. O Into joga [ o erro] pra funerária e a funerária pro Into. Ninguém sabe mais nada. Não foi resolvido nada ainda”, reclama a família. Também não foi confirmado se o corpo de Francisco das Chagas foi enterrado por outra família.

O ac24horas entrou em contato por diversas vezes com a Funerária Morada da Paz. As ligações foram atendidas por duas funcionárias que afirmaram que apenas o gerente poderia falar sobre o caso, que o mesmo não estava no local e que não tinham autorização para repassar o número do responsável. A reportagem deixou o número de contato para que fosse repassado ao gerente, mas não recebeu até o fechamento desta reportagem nenhum esclarecimento.

O que se especula até o momento é que as duas pessoas que morreram vítima da Covid-19 no INTO tinham o mesmo primeiro nome, Francisco, o que teria provocado o erro.

 




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