Rio Branco,

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No feriado, hospital referência no atendimento a Covid-19 tem espera de até 6 horas e aglomeração

G1 AC
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O trabalhador rural Lucas Ornelis diz esperar um atendimento no Hospital de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), referência no atendimento e assistência da Covid-19 no estado, desde às 10h desta segunda-feira (28).

Assim como ele, várias pessoas com sintomas da doença aguardam ser atendidas na unidade durante esse feriado do aniversário de 138 de Rio Branco. Também nesse feriado, o Acre registrou mais 110 novos casos do novo coronavírus e o número de infectados subiu para 41.010. Mais quatro mortes foram confirmadas pela doença, somando 789 óbitos em todo estado.

Uma equipe da Rede Amazônica Acre esteve no local e conversou com alguns pacientes, que alegaram ter apenas dois médicos atendendo, não ter espaço para sentar e muita demora para atender.

“Estou desde às 10 horas e nada de ser atendido. Vim da zona rural, da Estrada de Boca do Acre, onde estou há seis dias pegando febre e estamos aqui porque é o jeito mesmo. Não vimos nada de atendimento e queremos uma ajuda”, lamentou.

Ao G1, a coordenação da Empresa Medial, responsável pela administração do Into-AC, alegou que há quatro médicos atendendo no momento na unidade. Ainda segundo a empresa, a demanda estava tranquila pela parte da manhã, e começou a aumentar após o meio-dia.

“A demanda vem aumentando gradativamente, aliás, desde o dia 25 que tem sido tranquilo. Hoje tinha pouca gente para fazer a ficha, mas, do meio-dia para cá, aumentou a procura”, afirmou Maria Bethânia, uma das coordenadoras da unidade.

Bagunça total

A comerciaria Elane Costa também aguarda atendimento desde a manhã. Ela conta que não há organização, que algumas pessoas passam na frente de outras e não há servidores orientando os pacientes

“Aqui é uma bagunça total, algumas pessoas passam na frente das outras e a gente não entende nada. Muitas pessoas chegam aqui com a receita para pegar a medicação. Já fazem o exame particular para ver se conseguem resolver rápido porque quem está com sintomas está sentido dor, febre e não tem como evitar. É uma falta de respeito com o cidadão, que, infelizmente, necessita do serviço”, criticou.

 

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