Rio Branco,

Cantor gospel e pastor são presos por vender cura e furtar patrimônio de fiéis

Furto

Por SBT NEWS

O cantor gospel Tino e o bispo Alex Kwiek, da igreja Plenitude Church, foram presos em uma operação que desarticulou uma quadrilha formada por membros de uma única família, em São Paulo.

O grupo é acusado de aplicar golpes milionários em pessoas de classe alta, prometendo curas milagrosas.

Segundo as investigações, a família do cantor gospel e do Bispo Alex, costumava divulgar suas propostas de cura em postes e folhetos em bairros nobres da capital.

Uma das vítimas, que foi abordada no Hospital Sírio-Libânes, relata o golpe:

“Essa família me fez uma lavagem cerebral, dizendo que eu precisava fortalecer o meu lado espiritual, que não queriam dinheiro. Que eu precisava, através de um fornecedor deles, comprar velas para abrir os meus caminhos”, contou. O prejuízo dessa vítima foi de R$25 mil reais. “Fui acompanhada por eles a diversas agências de bancos para fazer retirada de grandes quantidades de dinheiro”.

O falso ritual de limpeza espiritual rendeu à família um patrimônio milionário, resultado de mais de duas décadas de golpes em vítimas de alto poder aquisitivo, de acordo com a polícia.

Outra vítima, que foi enganada há mais de 10 anos, teve um prejuízo de R$50 milhões reais. De acordo com a polícia, o grupo é a maior quadrilha de golpistas em atuação em São Paulo. “Eles são especializados em estelionato, na arte de enganar, foi passando esse know how do crime para seus filhos”, afirma o delegado Luiz Romano.

Segundo a investigação, Maria Helena Giménez, a matriarca da família é quem comanda o esquema criminoso. Há relatos de que ela usa quatro identidades diferentes. Três suspeitos foram presos hoje, entre eles Paulo Kwiek, marido de Maria Helena, que na internet se apresenta como pastor e diz que Deus lhe deu o “dom da cura de dores na coluna” e promete que um atendimento com ele é suficiente.

Na operação, jóias, carros luxuosos e dinheiros foram apreendidos. Apenas uma das vítimas da quadrilha teve R$ 300 mil reais, em jóias, furtados. A família alegou que os objetos precisavam ser abençoados e nunca mais apareceram.

 




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