Rio Branco,

Após denúncias de agressão, tentativa de indução ao aborto e cárcere, Iapen afasta chefe de segurança no AC

Por G1 AC

Após uma policial penal denunciar que foi vítima de uma série de crimes supostamente praticados pelo chefe do Departamento de Segurança e Execução Penal, Raimundo Dioenes da Cunha Vieira, o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen-AC) decidiu afastar o gestor.

Entre as denúncias estão agressão física, tentativa de indução ao aborto, cárcere privado, assédio moral e sexual, todos praticados contra a subordinada no ambiente de trabalho.

G1 tentou contato com Vieira, mas até última atualização desta reportagem não obteve resposta. O G1 também não conseguiu o contato da vítima.

Em nota, divulgada nesta quarta-feira (9), o presidente do Iapen-AC, Arlenilson Cunha, afirmou que um processo administrativo vai ser instaurado para apuração dos fatos.

A Polícia Civil informou que o caso foi denunciado na Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e que um inquérito foi aberto. A delegada Elenice Frez afirmou, no entanto, que prefere não falar sobre esse tipo de ocorrência por entender que qualquer divulgação prejudica tanto a investigação como o interesse das partes e que denúncias que tramitam na delegacia sobre casos como esse devem se manter em sigilo, para não expor as vítimas.

Veja a nota do Iapen na íntegra:

 

O governo do Estado do Acre, por meio do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), diante da denúncia agressão física, tentativa de indução ao aborto, cárcere privado, assédio moral e sexual contra uma subordinada no ambiente de trabalho, supostamente praticados pelo chefe do Departamento de Segurança e Execução Penal, R. D. da C. V., vem a público informar que:

O servidor em questão foi afastado de suas atividades e um processo administrativo será instaurado para apuração dos fatos, garantindo o contraditório e a ampla defesa.

Diante do contexto, é importante destacar que R. D., até o momento da denúncia, manteve uma conduta profissional ilibada e digna de ser seguida por seus pares e que o Iapen entende que o afastamento se faz necessário para garantir a lisura do processo.




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