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Três vezes maior, nova espécie de gafanhoto faz Argentina decretar alerta

Ameaça

Globo Rural
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O Serviço de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) declarou alerta fitossanitário nesta quarta-feira (19/8) por conta da incidência de uma nova espécie de gafanhoto, que é quase três vezes maior do que os que já circulam há semanas no país.

O nome da praga é Tropidacris collaris, conhecida como tucura quebrachera. Segundo o Senasa, o alerta vai até 31 de março de 2021 e tem como objetivo implementar medidas de manejo coordenado junto aos produtores para diminuir o impacto do inseto.

Na definição do Senasa, as tucuras são insetos que “comem muito, alimentando-se de quase todas as plantas, incluindo plantações, pastagens e flora nativa”, e, portanto, “podem afetar a atividade agropecuária de forma direta e a pecuária de forma indireta, pois reduz a disponibilidade de recursos forrageiros”.

A agência governamental argentina informou ter detectado avanços da praga nas províncias Santa Fé, Entre Ríos, San Luis e em Pergamino, Buenos Aires. No entanto, houve aumento populacional neste ano nas províncias de Córdoba, Santiago del Estero, Santa Fé, Catamarca, Chaco e Salta, causando danos às lavouras de soja, milho, algodão e sorgo, além de matas nativas e pastagens.A agência governamental argentina informou ter detectado avanços da praga nas províncias Santa Fé, Entre Ríos, San Luis e em Pergamino, Buenos Aires. No entanto, houve aumento populacional neste ano nas províncias de Córdoba, Santiago del Estero, Santa Fé, Catamarca, Chaco e Salta, causando danos às lavouras de soja, milho, algodão e sorgo, além de matas nativas e pastagens.A capacidade de voo das tucuras também é limitada. “As nuvens de gafanhotos movem-se preferencialmente seguindo as correntes de ar quente, a uma altura entre 1.000 a 2.000 metros. A quebrachera não ultrapassa 200 metros de altura”, completa Igarzabal.
Segundo o engenheiro agrônomo, existe a possibilidade de danos em cultivos, mas isso pode ocorrer “uma vez a cada vários anos”. “Não é uma praga constante. A abundância da praga em um determinado ano pode causar danos devido ao déficit alimentar. A tucura se desloca para outras áreas onde há pouca floresta e tenta sobreviver alimentando-se do que pode. Ela prefere plantas de lignina, como sorgo, em vez de soja”, explica.

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