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Sobrinha de 10 anos escreve carta à tia que morreu em racha: “ela está com Deus”

Lembranças

Ac24horas
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Uma criança de apenas 10 anos escreveu uma carta cheia de emoção como forma de dizer o último adeus à Jonhliane Paiva de Souza, sua jovem tia que morreu de forma trágica ao ser atropelada por uma BMW que fazia racha na Avenida Antônio da Rocha Viana, em Rio Branco. Em poucas, mas profundas palavras, a pequena Rafaela conseguiu enviar uma mensagem de conforto em meio a um momento triste para toda a família.

Rafaela também perdeu seu pai num acidente de trânsito há alguns anos. A grafia de criança se aperfeiçoou diante da sabedoria contida na escrita da menina que, pouco depois do acidente, já sentia saudades da tia. “Nossa sobrinha que escreveu uma carta para ela, no qual dizia para não se preocupar, pois o pai dela [da criança] iria cuidar dela [Jonhliane] no céu”, contou Jonatas, irmão da funcionária do Arasuper, ao ac24horas.

A cartinha singela, diz o seguinte: “A vida é como a mãe que obriga os filhos a comer [sic] vegetais porque sabe que faz bem. E a morte é como o pai que bate na mãe e tira a liberdade dos filhos coo não houvesse amanhã”, escreveu a sobrinha, completando ao dizer que “tudo que nasce morre”.

Em seguida a pequena Rafela destaca na carta que Deus não morre. “E não te abandona em momento nenhum”. A menina finaliza deixando um alento: “ela tá bem ela estar [sic] com Deus. Descanse em paz”.

Para entender

O condutor da BMW, o fisioterapeuta José da Silva Pinto, de 33 anos, estaria participando de um racha na avenida quando atingiu a mulher de 30 anos que estava dirigindo uma motocicleta modelo Biz em direção ao seu trabalho. Jonhliane morreu após ser atropelada e arrastada por vários metros pela BMW.

Os suspeitos de estarem fazendo o racha fugiram do local sem prestar socorro à vítima. O carro BMW foi encontrado abandonado atrás de uma academia de ginástica situada na região. Imagens de câmeras de segurança de estabelecimentos da região mostram momento em que os veículos transitam em alta velocidade na avenida. O ac24horas tentou contato com a família do envolvido, mas não conseguiu. A mãe do acusado, a professora Alcilene Gurgel, disse: “não estou no Acre e no momento não tenho condição de falar sobre o assunto. Desculpa”.

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