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Em greve, funcionários dos Correios no AC fazem carreata por melhorias trabalhistas

Mobilização

G1 Acre
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Em greve por tempo indeterminado desde a noite de segunda-feira (17), os servidores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos no Acre fizeram uma carreata pelo Centro de Rio Branco para pedir melhorias de trabalho e contra a privatização da empresa.

O grupo saiu do bairro Base, da sede do Sindicato dos Correios e Telégrafos do Acre (Sintec-AC), passou pelas principais ruas do Acre e terminou o ato no Parque da Maternidade. O sindicato contabilizou no ato aproximadamente 100 pessoas.

Em nota, os Correios afirmaram que já colocaram em prática o Plano de Continuidade de Negócios para reduzir os impactos da greve no atendimento à população, remanejou servidores administrativos para ajudar na operação e faz mutirões para garantir a continuidade dos serviços.

Ainda segundo a empresa, nenhum direito dos trabalhadores foi retirado, mas alguns que extrapolavam a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) foram readequados.

“Infelizmente, já estamos passando por um processo de precarização e esse movimento é para denunciar a falta de pessoal e o sucateamento. Queremos um Correios de qualidade que atende o povo como ele merece que é a entrega em dia. Não temos mobilização por parte da empresa e estamos esperando que o STF faça a avaliação até sexta [21] e mantenha nossos direitos até 2021, que foi o que o Superior Tribunal do Trabalho determinou”, destacou a presidente do Sintec-AC, Suzy Cristiny.

Greve

Seguindo o movimento nacional, o servidores dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado na noite de segunda após realização de uma assembleia.

A presidente Sintec-AC, Suzy Cristiny, disse que a greve é contra contra a privatização da estatal e os servidores também pedem que os direitos relacionados à saúde dos trabalhadores durante a pandemia sejam garantidos.

“Nós temos dois motivos principais por essa greve. Primeiro é contra o sucateamento que vem ocorrendo na empresa, que visa a extinção do Correios nacional brasileiro. O segundo motivo é que nós temos uma sentença normativa que foi decidida pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) que teria uma vigência de dois anos e a empresa desde o dia primeiro de agosto cortou o direito dos trabalhadores”, disse.

A presidente explicou que durante esse período os servidores têm trabalhado o dobro, porque os serviços aumentaram, em contrapartida eles perderam direitos trabalhistas com a revogação do atual Acordo Coletivo que estará em vigência até 2021.

Suzy disse que devido ao período de pandemia, os servidores não vão fazer paralisação em frente ao prédio da empresa, mas fizeram a carreata, como atividade do primeiro dia de greve.

“Vamos fazer um ato unificado com o Sindicato dos Bancários que também está entrando em campanha salarial e, devido essa campanha, vamos fazer a carreata hoje e vamos percorrer algumas ruas da cidade ali pelo Centro para evitar aglomeração”, acrescentou.

A presidente do sindicato afirmou ainda que estão sendo mantidos os 30% dos servidores em atendimento como determina a lei.

“Na verdade, todos os serviços já estão em precarização, por isso estamos denunciando. Mas, todos os serviços estão funcionando parcialmente”, explicou.

Suzy acrescentou que sabe que a greve é prejudicial aos clientes da empresa e eles merecem receber as correspondências em dia, mas defende que é um movimento de denúncia para que os servidores tenham condições de trabalhar e ter uma empresa pública de qualidade.

Colaborou a repórter Ana Paula Xavier, da Rede Amazônica Acre.

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