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Durante sessão on-line com vereadores, Secretária Municipal de Saúde parabeniza parlamentares e convida a todos para conhecer o trabalho no combate ao novo coronavírus

Pandemia

Decom/PMRB
foto divulgação
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A secretária municipal de Saúde, Jesuíta Arruda, e o coordenador do Comitê Municipal de Enfrentamento a Coronavírus, médico Osvaldo Leal, participaram da Tribuna Livre durante a sessão desta terça-feira, 04, na Câmara de Vereadores para falar sobre os serviços em Saúde da Prefeitura de Rio Branco diante da pandemia de Covid-19.

O convite foi feito pela líder do Executivo na Casa, vereadora Elzinha Mendonça e atendia também demanda já apresentada pelo vereador Rodrigo Forneck, presidente da Comissão de Saúde da Câmara.

Acompanhada pela coordenadora de Assistência Farmacêutica da Semsa, Fernanda Chelotti, e pelo coordenador do Fundo Municipal De Saúde, Renato Souza, a secretária iniciou abordando acerca dos desafios em relação a aquisição de medicamentos, a partir do momento em que houve aumento inesperado do consumo no Brasil inteiro devido ao coronavírus.  “A Saúde trabalha com demanda de resultados e um serviço demandando o outro e um dos serviços que demanda muito são as prescrições que caem na assistência farmacêutica, na distribuição de medicamento que é coordenada por uma farmacêutica e por uma equipe que é responsável pelo termo de aquisição dos medicamentos, recebimento, distribuição na rede e acompanha a dispensação da rede para o usuário”, explicou.

Atualmente, são 57 farmácias da rede municipal nos diversos bairros e cada farmácia tem o seu nível de medicamento, conforme explicou a secretária. “Os controlados, por exemplo, são dispensados só nas Uraps (unidades de referência) e temos 12 segmentos e a unidades de saúde da família que são referenciadas para cada Urap. No momento Covid, a Azitromicina é o antibiótico que tem mais saída e centralizamos sua distribuição das Uraps, abrimos uma farmácia 24 horas no Into e também disponibilizamos na Cidade do Povo por ser distante do Centro e das demais Uraps. Lá tem uma Upa que gera receitas e mesmo não sendo da nossa rede atendemos”, informou.

A secretária avaliou que o maior desafio em relação à distribuição de medicamento tem sido aquisição. “Primeiro que fomos surpreendidos. Temos uma programação de 6 em 6 meses e a partir de março, quando começou a pandemia, houve um boom nos medicamentos. A demanda de consumo da Azitromicina passou de 30 mil para 90 mil mensal e com isso esgotou o nosso estoque. Embora o nosso coordenador do fundo tenha providenciado a reposição, encontramos outro desafio que foi a indisponibilidade na entrega por falta de matéria prima no mercado.  A gente fecha o pregão e pede-se realinhamento de preço e nesse momento utilizamos os órgãos de controle externo para nos ajudar e quando terminamos o processo, o fornecedor não tem previsão para entrega”, ponderou.

Para Jesuíta Arruda, a demanda muitas vezes não é atendida por falta de informação sobre onde o medicamento está disponível. “Percebemos que falhamos na comunicação com o usuário pois temos 57 farmácias e a Azitromicina, por exemplo, somente 15 distribui. Ficam muitas unidades sem. Agora estamos dialogando para que as lideranças comunitárias nos ajudem a informar aos pacientes onde tem o medicamento para que as pessoas não tenham a impressão errada de que não tem o medicamento. Além disso, temos o Boletim da Assistência farmacêutica para que as pessoas saibam onde tem determinado medicamento”, acrescentou.

Em relação a outro medicamento bastante demandado durante a pandemia, a Ivermectina, a secretária informou que ainda não foi possível repor o estoque, apesar do esforço da gestão. “Não conseguimos adquirir e percebemos que as outras capitais o Brasil têm tido a mesma dificuldade. Então verificamos que as farmácias manipuladas estão adquirindo e estamos tentando fazer esse processo. Todos medicamentos têm seu substituto, mas depende dos profissionais, do estado do paciente e o ideal é termos todos os itens que a Remune prescreve que são 216 itens e alguns são de competência do Ministério da Saúde por que a responsabilidade é tripartite federal, estadual e municipal”, explicou.

Em relação ao Tamiflu, outro medicamento demandado no tratamento da Covid-19, a secretária disse que há dificuldade. “Estamos trabalhando para suprir toda a necessidade. É um momento desafiador, mas temos alcançado um resultado favorável e estamos fazendo de tudo para que o medicamento não falte. Este tem sido o nosso esforço”, destacou ela.

Ação integrada

O Coordenador do Comitê Municipal de Enfrentamento a Coronavírus, médico Osvaldo Leal, explicou que o comitê atua em conjunto nas ações de combate à pandemia de forma integrada desde o mês de maio fazendo o movimento de reordenamento da rede de assistência, acompanhando a assistência farmacêutica e as dificuldade de abastecimento de alguns itens de medicamento que tiveram uma demanda maior, além de realizar um movimento junto à Vigilância Epidemiológica para fazer antecipação da pandemia, com objetivo de minimizar danos e evitar riscos desnecessários.

“É também do conhecimento de todos que realizamos o Inquérito Epidemiológico no início do mês de julho, que foi divulgado por meio da imprensa para a população e concluímos o relatório que encontra-se disponível no Portal da Prefeitura [https://portalcovid.riobranco.ac.gov.br/] e que mostra a situação epidemiológica em relação ao coronavírus em Rio Branco. Foram realizadas 1007 visita domiciliares em praticamente todos os bairros, sendo que 3 ou 4 que não foram visitados, 959 inquéritos foram validados com informações clinicas, epidemiológicas e sócio econômicas da população e está disponível para consulta pública. Através dele a gente consegue fazer uma estimativa, já que não há no país todo possibilidade de testar a população em sua totalidade, então fizemos o inquérito e obtivemos informações muito importantes da percepção da sociedade sobre o que chamamos de isolamento e distanciamento social, sua importância e o resultado nos deixou felizes e esperançosos no que diz respeito às medidas que estão sendo adotadas”, disse o médico.

Leal relatou ao vereadores que 95% das pessoas entrevistadas se manifestaram favoráveis às medidas e destas, 96% deram nota entre 7 e 10 à estratégia do isolamento. “Isso nos ajuda no diálogo com a sociedade e a partir daí podemos construir uma estratégia de comunicação com a população fazendo a interface com a Câmara, fazendo um afinamento nessa relação, fazendo os devidos ajustes nessa comunicação. Já havíamos feito alguns ajustes antes e a partir do Inquérito estamos fazendo melhorando no sentido de prestar contas cada vez com mais clareza e realinhando onde percebemos a necessidade”, destacou.

O coordenador disse ainda que a partir do IE foi possível detectar em quais locais havia maior necessidade de intervenção das ações da Saúde. “Já iniciaram as ações nestes territórios mais afetados, como Tancredo Neves, Baixada e Floresta que foi onde percebemos mais prevalência de pessoas que tiveram o exame positivado. Eu e a secretária Jesuíta estamos percorrendo todas as unidades de saúde, dialogando com os trabalhadores no sentido de levar as notícias da gestão como a de majoração da insalubridade de 20% para 40%, reconhecendo a importância do trabalho do servidor, também do ponto e de vista pecuniário, das modificações que estamos fazendo para preparar as unidades para o atendimento das outras demandas que não apenas Covid-19, no retorno da rotina das unidades”, informou.

Osvaldo Leal informou que a partir da semana que vem a Policlínica Barral y Barral, retorna o atendimento presencial, inclusive no ambulatório de geriatria, entendendo a necessidade de atender a essa demanda da comunidade. “Vamos retomando de forma gradativa o atendimento presencial das unidades, melhorando a barreira sanitária sem descuidar do atendimento aos pacientes de Covid-19, com a vigilância monitorando os casos sintomáticos dentro do fluxograma que nos permita acompanhar mais perto os casos da doença”.

Ao final, o coordenador do Comitê Municipal de Enfrentamento ao Corona vírus explicou que há também a ação integrada com o comitê estadual que monitora o Pacto Acre sem Covid-19. “Temos conseguido resolver gargalos importantes por meio desse trabalho”, ressaltou.

Já a secretária Jesuíta Arrruda destacou a importância da oportunidade de dialogar com os vereadores e fez o convite para que os parlamentares fossem conhecer almoxarifado e, assim, verem de perto o que está sendo disponibilizado para a população.

“Ficamos felizes com essa oportunidade porque compreendo que estão procurando entender para explicar para a população e compreendemos que a comunicação é a mola mestra que move o mundo e vocês, vereadores, como fiscais do nosso trabalho, têm atuado de forma a colaborar e eu agradeço”, concluiu.

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