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Centro Histórico do Quixadá está abandonado 

agazeta.net
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A pequena capela de Nossa Senhora do Rosário tem imagens de santos de 1937. É a segunda igreja mais antiga no Acre, e está situada no Centro Histórico do Quixadá, 18 km da parte central de Rio Branco.

Além da igreja, o local tem museu, pousadas, tudo que agrada quem gosta de fazer um passeio e conhecer um pouco da história do Acre. Mas, o centro histórico com árvores centenárias, onde foi gravada uma minissérie está completamente destruído.

O casarão do antigo dono do seringal, Adauto Carneiro de Lima, agora é um restaurante com comidas típicas, e por causa da pandemia está fechado, mas sua estrutura não oferece segurança. A madeira está podre, os barrotes de sustentação cederam e uma das laterais arriou.

O mirante é outro risco para quem pretende ficar olhando o rio. O barranco vem cedendo e logo vai levar a estrutura de madeira. As tábuas foram arrancadas com a ação do tempo e dos cupins.

“Nós recebíamos bastante turistas, muita gente de fora, de todo lugar. Mas, infelizmente, antes da pandemia foi fechado porque está tudo se acabando, já que a madeira não é de boa qualidade”, conta José Ribamar.

O centro histórico também tem pousadas para quem pretende ficar mais tempo, mas com as tábuas cheias de cupim, os clientes foram desaparecendo. Um local chamado “redário” foi construído para que os clientes pudessem atar suas redes e descansar às margens do rio, mas está destruído.

O museu conta a história do início do ciclo da borracha até a época de Chico Mendes. Pelo menos 170 pessoas visitavam o local, mas hoje ele não tem mais condições de receber ninguém. A parede está se afastando e cedendo, e não resistiu a ação do tempo e dos cupins.

No museu estão alguns itens usados durante a gravação da minissérie e também objetos que pertenceram ao dono do barracão, mas está tudo sujo. A sujeira feita pelas fezes dos morcegos mostra como está o que deveria ser cuidado pelo estado.

O local está fechado há mais de um ano para evitar acidentes com os turistas. Os proprietários do terreno onde fica o centro histórico informaram que a secretaria de turismo pediu que a família doasse a terra ao estado, ou fizesse o tombamento por 50 anos, mas isso é inviável.

Quando se construiu a estrutura para a minissérie foi prometida a manutenção, no que o governo chama de “rota turística do Acre”.

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