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Acre teve mais de 3 mil novos infectados durante a fase laranja da pandemia de Covid-19

Alerta

Ac24horas
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Num período de 15 dias, desde que o Acre migrou oficialmente para a Bandeira Laranja (alerta) da pandemia de Covid-19 e deixou o status de emergência, o Estado registrou 3.551 novos contaminados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) nos 22 municípios acreanos. Além disso, do dia 21 de julho até esse 5 de agosto, também foram contabilizadas 82 mortes decorrentes de complicações da doença.

Nessa última semana – a contar os primeiros cinco dias do mês agosto – foram somados quase 1.500 resultados positivos de Covid-19 e o Acre teve precisamente 16 óbitos. Ontem, quarta-feira, 5, data em que o governo do Acre, junto ao Comitê de Acompanhamento Especial da Covid-19, anunciou a nova classificação de risco definida pelo Pacto Acre sem Covid, o Estado contava 323 novos casos da doença e já passava dos 21 mil infectados. Confirmou ainda a 547ª morte por conta do vírus.

O ápice de novos contaminados registrados em 24 horas na faixa laranja ocorreu no dia 3 de agosto, quando a secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) registrou 373 novos casos e mais 2 mortes provocada por coronavírus. Dias críticos durante a Bandeira Laranja também causaram apreensão com relação aos exames. A falta de reagentes e outros problemas fizeram com que a fila de amostras sorológicas em análise no Laboratório Charles Mérieux e no Laboratório Central de Saúde do Acre (Lacen) chegasse a mais de 1.200.

Embora tenham participado diretamente para a mudança de faixa perante a pandemia, os profissionais de saúde do Comitê alertam para uma grande preocupação neste momento: maior circulação de pessoas nas ruas pode favorecer o aumento descontrolado dos casos de Covid-19, caso não sejam tomadas as precauções de convivência estabelecidas pelo Pacto Acre sem Covid.

Durante apresentação dos dados que concluíram uma nova mudança de faixa ao Estado, que agora se encontra na Bandeira Amarela (atenção), a coordenadora do Grupo de Apoio ao Pacto Acre sem Covid, Karolina Sabino, destacou que o Acre sente uma folga no sistema de saúde, com taxa de internação inferior a 50%.

“Por isso estamos mais seguros em fazer ajustes metodológicos que permitem nossas ferramentas entenderem as mudanças, mas tudo de forma segura e responsável, a fim de que haja proteção do direito à vida. Não estamos voltando ao antigo normal. Enquanto não houver uma vacina, não estaremos realmente protegidos. Por isso precisamos manter nossa postura de cuidados”, disse.

Na faixa amarela, foi ampliado o leque de estabelecimentos que podem voltar a funcionar durante a pandemia. Agora, além dos templos religiosos, bares, restaurantes, pizzarias, lanchonetes e sorveterias podem abrir obedecendo a capacidade máxima de 50% do número de mesas no ambiente externo e interno e mantendo uma distância mínima de 2,5 metros entre as mesas dos clientes. O Acre está até o momento com 21.033 pessoas que já se contaminaram com o vírus e 547 óbitos decorrentes da doença.

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