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Brasil está entre os países que têm maior crescimento de letalidade por coronavírus, diz análise de cientistas

Estatística

G1
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A taxa de crescimento de casos confirmados e de óbitos no Brasil está incluída no grupo que representa 25% dos países em pior situação para a epidemia do coronavírus. A análise é do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (NOIS) e foi publicada nesta quarta-feira (6).

Os cientistas compararam a evolução da doença em 40 países com 81% dos casos confirmados. Já no caso dos óbitos, foram 31 países com mais de 50 mortes, representando 92% das vítimas da doença pelo mundo.

Nas duas situações, o Brasil está na fatia de 25% dos países em pior situação, de acordo com o relatório. O país está em 8º lugar ao se referir às taxas de letalidade e em 3º no crescimento de casos.

“O país apresentou taxas de crescimento de casos confirmados e de letalidade superiores à 75% dos outros países. O crescimento diário de número de mortes do Brasil também é um dos piores entre os países analisados, posicionando-o entre os países onde a epidemia cresce mais rápido”, dizem os pesquisadores.

A evolução diária da doença está mais grave do que a média dos países. Com o passar do tempo, há uma expectativa de que as curvas de novos casos sejam suavizadas e, com isso, haja uma diminuição da taxa. No dia 33 após o 50º caso, a média dos países mostrava um acréscimo de 4,3% de novos casos, em comparação com o dia anterior. Ao chegar no 53° dia, o valor caiu para 1,6%. No Brasil, nos mesmos marcos, as taxas eram de 7,8% e 6,7%, respectivamente.

Os dados utilizados pelo NOIS são da base de dados da John Hopkins University e contemplou as datas entre 14 de abril e 04 de maio.

Na América Latina

O Brasil é o que tem a maior taxa de letalidade da região e também é o segundo em crescimento de casos da América do Sul. Os países na comparação são: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru (1º lugar em crescimento de casos), Uruguai e Venezuela.

“Destaca-se que o Peru apresentou baixas taxas de letalidade, apesar de ser o país com a maior taxa de crescimento mediana. Uma hipótese para este resultado é o alto índice de testagem no país, com taxa de subnotificação mais baixa que outros países, como o Brasil. Adicionalmente, observa-se a alta variabilidade das taxas de letalidade no Equador e da Venezuela, entre 3% e 5%, e uma menor dispersão do Chile, que também mostrou a menor taxa de letalidade”, disseram os autores.

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