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No AC, Saúde tem 93 casos de Covid-19 em servidores e já afastou mais de 430 do grupo de risco

Covid-19

G1 AC
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Os profissionais de Saúde compõem a linha de frente do combate ao coronavírus. Eles ficam responsáveis por todo o tratamento do pacientes, desde o diagnóstico até os cuidados principais, mas, não estão imunes à doença. Dados da Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) apontam que, até esta terça-feira (28), 93 servidores tiveram que ser afastados por estarem com Covid-19.

Além dos casos confirmados, 438 servidores precisaram ser afastados porque estavam no grupo de risco. O que significa dizer que dos 5.719 servidores da Saúde em todo o estado, ao menos 531 estão afastados.

Em todo o estado, o último boletim da Sesacre, divulgado nesta terça, apontava 317 casos confirmados em todo o estado.

Como são números dinâmicos, vale destacar que o cenário muda diariamente, mas é um termômetro do que está ocorrendo dentro da Saúde durante essa pandemia.

“Conforme as pessoas vão se afastando por suspeitas, ou mesmo contaminadas, as direções das unidades vão fazendo adequações. Remanejando profissionais que estejam de folga e até que já foram curados ou saíram da quarentena porque deram negativo para a doença. Os contaminados, até agora, são quase todos de áreas que não estão relacionadas a testes e cuidados de pacientes com Covid-19”, diz o informe da Sesacre.

O que é importante destacar, segundo a Saúde, é que na Unidade de Pronto Atendimento do Segundo Distrito, a UPA, que é referência no atendimento a pacientes com Covid-19, o contágio entre os profissionais é zero.

Casos de novo coronavírus no Acre

Primeiros casos foram confirmados em 17 de março

Fonte: Sesacre

Colapso

O aumento dos casos de contaminação tem preocupado as autoridades do estado. A 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde do Ministério Público (MP-AC), por exemplo, tem acompanhado de perto como essa baixa no efetivo pode acabar interferindo no atendimento das unidades de saúde.

Gláucio Oshiro, titular da promotoria, diz que este é um cenário delicado. “Há uma extrema vulnerabilidade dos profissionais de saúde, porque são eles que atuam na ponta mesmo, fazendo os devidos cuidados. Estamos acompanhando pedidos de EPIs, mas as faltas relatadas são coisas muito pontuais, não é nada sistemático e não tem faltado EPIs no contexto geral, mas a falta momentânea ocorre”, destaca.

O próprio governador do estado, Gladson Cameli, durante coletiva, já tinha falado sobre a dificuldade de conseguir alguns insumos, isso por conta da logística e alta demanda no mercado.

O MP tem focado em acompanhar se o deficit desses profissionais têm impactado no sistema de saúde. Ele enfatiza ainda que, caso não haja um equilíbrio, pode haver um colapso.

“Isso acaba nos criando um certo temor no desequilíbrio que pode causar no atendimento de saúde à população. Final de semana, por exemplo, tivemos impactos bem substanciais no fechamento de escala. De maneira momentânea, mas houve”, pontua.

MPT também acompanha

O Ministério Público do Trabalho no Acre (MPT-AC) diz que acompanha a pandemia no estado desde o início e que expediu diversas recomendações para os setores da Saúde para que a segurança dos servidores pudesse ser mantida.

“Estamos realizando o acompanhamento do plano de contingenciamento do estado e dos municípios, com vistas a permitir adequação espontânea dos órgãos. Recomendações também foram enviadas aos sindicatos e conselhos de classe das categorias mais atingidas, objetivando realizar um diagnóstico da situação no estado, o que contou, infelizmente, com pouca adesão das categorias”, destaca a procuradora do Trabalho, Marielle Viana.

Passado esse período de adaptação do estado às consequências da pandemia, o MPT pode tomar medidas mais incisivas e até punitivas, caso algo de errado seja constatado na distribuição dos equipamentos a esses servidores.

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