Secretário de Segurança manda investigar para esclarecer o motivo que um oficial não deu voz de prisão ao prefeito Mazinho Serafim

No vídeo, feito por uma pessoa anônima, o prefeito aparece discutindo com os policiais militares que faziam blitz no local como parte da Operação Álcool Zero e teriam apreendido um veiculo de uma pessoa ligada ao prefeito. Mazinho Serafim, ao saber da ocorrência, vai ao encontro dos policiais e, aos gritos, diz que os militares não iriam prender ninguém ali e diz que quem manda na cidade é ele, o prefeito.  “Não vai prender ninguém!”, disse o prefeito, que pergunta ao oficial que comanda a blitz:   “Quem chamou você aqui, hem rapaz?!”. O tenente se mantém calmo, tentando explicar o motivo da apreensão do veículo. Outra vez o prefeito olha para um dos policiais e diz: “Vocês só aparecem aqui em época de festividades”.

ENTENDA O CASO: Prefeito de Sena humilha policiais e impede apreensão de veículo: “Não vai prender ninguem!”

Em seguida, toma a chave da mão do provável dono do veículo e olhando para o policial determina: “Não vai prender ninguém, não. Não guincha, meu irmão!”. O policial tenta conter o prefeito, e ele faz mais uma investida: Não vai pender, rapaz! Eu vou dirigir”, e caminha em direção a um carro estacionado em uma rua próximo o local onde acontecia a ExpoSena.

O comandante da operação e que aceitou calado as humilhações do prefeito foi identificado como sendo o major M. Jorge. De acordo com o coronel Paulo Cézar Santos, o oficial PM deixou de prender o prefeito em flagrante e conduzi-lo à Delegacia de Polícia Civil para ser autuado por desacato e obstrução ao trabalho da polícia. “Ninguém está acima da lei”, disse Paulo Cézar.

Paulo Cézar se pronunciou sobre o assunto/Foto: ContilNet

Já o promotor de Justiça substituto em Sena Madureira Daisson Gomes Teles disse que o caso precisa ser apurado e que o órgão ministerial não admite que o trabalho das forças de segurança, agindo dentro da lei, deixe de ser realizado por decisão do prefeito da cidade. “Isso precisa ser investigado”, disse.

Com informações Contilnet e Assessoria

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