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política

Governo fixa critérios para ocupação de cargos e funções comissionadas

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As nomeações terão de estar de acordo com a Lei da Ficha Limpa

O governo estabeleceu hoje (18) critérios, perfil profissional e procedimentos gerais para a ocupação de cargos em comissão e funções comissionadas na administração federal direta, incluindo autarquias e fundações. O Decreto nº 9727/2019 foi publicado no Diário Oficial da União e entra em vigor dia 15 de maio.

A medida atinge os mais de 24,5 mil cargos em comissão do Grupo-Direção e Assessoramento Superiores (DAS) e das Funções Comissionadas do Poder Executivo (FCPE). Hoje, cerca de 3,7 mil ainda estão vagos, à espera de nomeação.

Os critérios gerais para a ocupação dos cargos e funções são idoneidade moral e reputação ilibada; perfil profissional ou formação acadêmica compatível; e não estar impedido de acordo com a Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar nº 64/1990). De acordo com o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, a medida é inédita, pois até hoje não havia regra que impedia a nomeação de pessoas que se enquadravam na Lei da Ficha Limpa.

“A norma visa trazer maior qualidade dos indicados, tanto na parte de comportamento quanto de perfil profissional, da capacidade de gerar o trabalho que a população espera que ela entregue como ocupante de cargo público”, destacou Wagner Rosário.

Esplana dos Ministérios
Decreto estabelece critérios para ocupação de cargos e funções na administração federal direta – José Cruz/Agência Brasil

De acordo com o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, o decreto traz critérios mínimos, que poderão ser ainda ampliados por cada órgão no preenchimento dos cargos e funções. “O objetivo é qualificar ainda mais a gestão pública e blindar qualquer nomeação de pessoas que não têm perfil adequado”, disse, acrescentando que a medida pode servir de referência para que estados e municípios também adotem seus critérios.

Uebel esclareceu que os ocupantes atuais dos cargos e funções e aqueles que forem nomeados até 15 de maio, mesmo que não atendam aos critérios, poderão continuar nos cargos. “Teremos uma mudança gradual em toda a administração. Por uma questão operacional, [a análise de critérios] vai ser feito daqui para frente, mas toda vez que tiver alteração no cargo, os critérios deverão ser observados”, disse. “O número de nomeações que acontece todos os meses é muito expressivo, isso vai ter um impacto muito significativo”, completou.

O ministro da CGU acrescentou ainda que a implementação da medida requer um período de ajustes internos, por isso o prazo de 15 de maio. Além disso, já há muitos processos de indicações e nomeações em andamento, que não precisariam ser revistas caso a medida entrasse em vigor imediatamente.

Sobre as indicações políticas para preenchimento de cargos em órgãos federais nos estados, Wagner Rosário reforçou que essas negociações são a cargo de ministros de Estados, mas os indicados deverão obedecer aos novos critérios. “O decreto é bem claro que a responsabilidade é de quem nomeou e também de quem indicou”, disse. Ele destacou, entretanto, que o texto não prevê um sistema de transparência sobre quem fez a indicação. Segundo o ministro, esse sistema está em estudo. “Existem resistências, mas é o caminho que temos que adotar.”

Dispensa dos critérios

O decreto também define critérios específicos para os cargos, de acordo com o nível, de 2 a 6, como tempo mínimo de experiência profissional e na atuação na administração pública e títulos acadêmicos.

Esses critérios específicos, entretanto, poderão ser dispensados, desde que justificados pelo próprio ministro de Estado ao qual o órgão está vinculado. Par isso, ele deverá demonstrar a conveniência de dispensar os critérios em razão de peculiaridades do cargo ou do número limitado de interessados para a vaga. Mas os critérios gerais, de reputação ilibada e ficha limpa, deverão ser considerados.

De acordo com Wagner Rosário, a dispensa dos critérios é para casos pontuais e o ministro que o fizer terá que assumir o ônus da exceção. “Quando pensamos no Brasil como [um] todo nem sempre a administração pública segue a estrutura como em Brasília [de alta qualificação acadêmica, por exemplo], temos estados menores onde pode ter outras situações”, observou.

Processo seletivo

As autoridades responsáveis pela nomeação ou designação poderão optar pela realização de processo seletivo para a escolha dos ocupantes dos cargos ou funções. Nesse caso, deverão ser levados em conta os resultados de trabalhos anteriores, a familiaridade com a atividade exercida, a capacidade de gestão e liderança e o comprometimento do candidato com as atividades do órgão público.

De acordo com o decreto, entretanto, a participação ou o desempenho em processo seletivo não gera direito à nomeação ou à designação. Desde que observados os critérios gerais de cada cargo ou função, a escolha final é da autoridade responsável de cada órgão.

Até janeiro de 2020, os órgãos e as entidades deverão divulgar e manter atualizado o perfil profissional desejável para cada cargo em comissão do DAS ou FCPE, de níveis 5 e 6.

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Folha de pagamento de pessoal no Acre cresce e governo justifica: “Contratação de professores”

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Juruá em tempo

Ao contrário do discurso feito pelo governador Gladson Cameli de cortes e contingenciamentos de gastos, o Acre tem registrado crescimento no gasto com a folha de pagamento de pessoal. É o que mostra um levantamento divulgado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) no Portal do Cidadão.

A folha de pagamento subiu de R$ 317.500.399,75 em janeiro para R$ 360.314.188,62 no mês seguinte.

Segundo a secretária de Fazenda, Semirâmes Plácido, a alta nos gastos com a folha de pagamento é devido a contratação de professores, além da inclusão do déficit previdenciário.

Ainda segundo os dados, neste período, cada acreano pagou R$ 45,88 em amortização e R$ 37,52 em juros e encargos relacionados a dívida pública do Estado.

Atualmente, a dívida pública acreana com a União é de aproximadamente R$ 913 milhões.

Vale lembrar ainda que, a reforma administrativa protocolada na semana passada na Assembleia Legislativa do Acre deveria, em tese, gerar uma economia de R$ 90 milhões para os cofres públicos.

Porém, a minirreforma de Gladson Cameli cria mais 450 cargos comissionados. Além disso, o governador criou o cargo de secretário-adjunto, incluindo 10 cargos que terão salários de R$ 19 mil

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Prefeitura intensifica Operação Verão na capital

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Departamento de Comunicação PMRB

A Prefeitura de Rio Branco intensificou as ações da Operação Verão, na capital. O intuito é garantir que as 60 toneladas de massa asfáltica, alcance 1.500 ruas em 227 bairros da cidade, conforme explicou a prefeita Socorro Neri, durante o lançamento da operação na última quarta-feira, no Distrito Industrial.

Além do tapa-buracos, a Prefeitura está realizando a limpeza de ruas, parques e praças, desobstrução de canais, córregos, rede de drenagem, além iluminação pública, construção de pontos de ônibus, reparos em calçadas, sinalização de trânsito e paisagismo.

O objetivo principal da Operação Verão é impedir atividades potencialmente poluidoras e a utilização indevida dos espaços de uso comum, melhorando assim a qualidade ambiental, paisagística e recuperação malha viária.

Nesta quinta-feira, as secretarias de Infraestrutura (Seinfra), Meio Ambiente (Semeia), Zeladoria (SMZC), Empresa Municipal de Urbanismo (Emurb), Superintendência de Transportes e Trânsito (RBTrans), responsáveis pela Operação, atuaram nos bairros: Xavier Maia, Doca Furtado, Canaã e Loteamento Andirá.

 

 

 

 

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“Não quer ajudar, não atrapalha porra!”recado estilo Bolsonaro dado por primo do governador

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Por Juruá em tempo

O empresário Orleilson Cameli, primo do governador do Acre, mandou um recado bolsonarista pelas redes sociais para aqueles que, segundo ele, não geram emprego, não pagam impostos e nem querem ajudar o Estado.

Orleilson, mas conhecido como Zico, não deixa claro para quem fez o desabafo. Ontem (15) quem se manifestou na Assembleia Legislativa do Estado a favor de um grupo de empresários foi o deputado Roberto Duarte (MDB). Ele mostrou um vídeo que retrata o abandono do Parque Industrial de Rio Branco.

Roberto esteve reunido com o presidente da Federação das Indústrias, José

Adriano e um grupo de empresários, que lançaram a campanha “Reage Indústria”.

A família do governador Gladson Cameli vem se manifestando pelas redes sociais contrária às críticas que o gestor recebe. Sua mãe, dona Linda, é outra assídua no perfil de redes sociais. Informações Ac24hrs

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