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Em coletiva, delegado diz ser vítima de ação escusa para derrubá-lo do cargo de secretário de Polícia do Acre

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Em coletiva no final da manhã desta quinta-feira (31), um dia após a mídia nacional e local publicar material sobre suposto envolvimento com oficial da Polícia  Militar preso por acusação de envolvimento com o Comando Vermelho, o secretário de Polícia Civil Rêmulo Diniz, afastado após a mídia divulgar que ele tinha envolvimento com facção criminosa, negou as acusações e afirmou que tudo não passou de uma armação para derrubá-lo do cargo.

Diniz disse que nenhum ato de abuso de autoridade foi praticado por ele e também não houve ingerência.

“Nunca fui chamado, intimado ou mesmo ouvido pelo Ministério Público. O inquérito policial estava em segredo de Justiça e eu só tive acesso ontem. O que aconteceu de fato foi uma ação deliberada com a intenção de tentar, no início, impedir que eu assumisse a secretaria de Polícia Civil e, depois, derrubar do posto, uma vez que há intenções escusas”, afirmou Diniz.

Diniz disse que seu nome não foi citado no inquérito policial que investigou organização criminosa. Segundo ele, somente após a conclusão do inquérito foi que a autoridade policial pediu à Justiça o compartilhamento de provas.

“No dia 17 de dezembro, quando eu já era indicado secretário, foi juntado um pedido de compartilhamento de provas e nesse pedido não foi juntado qualquer prova de ligação minha com membros de facção criminosa ou ligações minhas com o tenente Farias”, disse o secretário.

Na coletiva, Diniz afirmou ainda que o pedido para compartilhamento de provas foi negado pela Justiça. “O juiz disse que causava estranheza aquele pedido, que atrapalhou o andamento do processo e não trouxe qualquer elemento que tivesse ligação com a operação Sicário. Isso demonstra que aquele peticionamento apenas teve como interesse vincular o meu nome a uma investigação de grande cunho”, afirmou.

Operação Sicário

Um dia após o governo do Acre afastar o secretário, os delegados responsáveis pela Operação Sicárioexplicaram como decorreram as investigações, que identificou 23 pessoas envolvidas no crime organizado no estado, entre elas o tenente do Bope, Josemar Farias.

Nesta quinta (31), dois dos quatro delegados responsáveis pela Operação Sicário, explicaram que as ações iniciaram em abril do ano passado. Segundo eles, Diniz não aparece no processo ligado a organização criminosa, mas sim como interlocutor entre umas das interceptações com o tenente do Bope, Josemar Farias.

Durante as investigações, Diniz ainda não era secretário de Polícia Civil, mas respondia pela Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHHP), cargo que ocupou até o final de 2018.

Ligações com tenente do Bope preso

Sobre as ligações com o tenente do Bope, preso na Operação Sicário, Diniz afirmou que eram de “trato profissional”. “O tenente Farias representava a Polícia Militar. Ele era o comandante do serviço reservado do Bope, um batalhão que eu respeito e que tem trabalhos prestados em todo o estado. Nunca tive nenhuma ligação com nenhum faccionado, não atuo nem com informantes”, disse.

O secretário afirmou que, além de pedir o afastamento do cargo, solicitou que as investigações sejam feitas pela Polícia Federal.

“Solicitei ao vice-governador e ao governador o meu afastamento para que tudo fosse apurado. Tenho todo respeito a eles e jamais iria macular a imagem do governo. Solicitei, inclusive, que as investigações que possam ser tomadas pela Polícia Federal, para que se afaste de qualquer vínculo”, alegou Diniz.

Abuso de autoridade

Entre as diversas interceptações, autorizadas pela Justiça, Farias aparece conversando com o delegado e, nesses diálogos, segundo o delegado Sérgio Lopes, teriam sido constatadas algumas infrações penais, mas não detalha o que seria.

O secretário afastado também negou ter praticado qualquer ato de abuso de autoridade. “Nenhum ato de abuso de autoridade foi praticado porque não houve ingerência, não houve contato com presos, não tive qualquer prevaricação, porque todos os inquéritos foram instaurados”, disse.

Diniz afirmou ainda que, se houve qualquer indício de irregularidade, o MP teria feito a denúncias.

“Os áudios são claros e por si só já demonstram isso. Se houvesse qualquer indício dessa prática o Ministério Público teria agido de imediato. O próprio Judiciário teria de imediato determinado a instalação de procedimento investigatório e criminal e a própria autoridade policial que pediu teria reforçado esse pedido”, afirmou Diniz.

Acionar a Justiça

Depois de ter o nome divulgado em vários sites afirmando que ele teria ligação com facções criminosas, Diniz afirmou que vai acionar a Justiça para pedir direito de resposta.

“Farei as tratativas judiciais, pedindo espaço de resposta nos meios de comunicação nos sites, blogs e demais jornais que tiveram meu nome publicado. Lógico, tomarei as cautelas de aguardar todas as conclusões. A minha família é composta de polícia e isso abalou todos, mas a verdade prevalecerá”, concluiu Diniz emocionado.

Corregedoria da Polícia Civil

O corregedor da Polícia Civil, Ricardo Casas, afirmou que ainda não há nenhum processo administrativo que investigue o secretário afastado Rêmulo Diniz. Segundo ele, somente após a Justiça informar que acatou o compartilhamento das provas é que será aberto um processo.

“Até o presente momento não foi instaurado nenhum procedimento, porque as investigações que deram início a essa situação, corriam em segredo de Justiça. O delegado que preside as investigações representou pelo compartilhamento das informações para que fossem encaminhadas à Corregedoria, mas até o momento não foi. Enquanto eles não compartilharem de forma oficial essas provas, a gente não pode dar início às investigações”, afirmou Casas.

Integra da coletiva ÁUDIO

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Trio é condenado a mais de 60 anos por morte de jovem achado em ramal de Rio Branco

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G1 Acre

Abraão foi achado por populares em maio de 2017, no Ramal Bom Jesus, na rodovia AC-40. Vítima foi morta com ao menos 18 golpes de terçado.

Abraão Teixeira Ferreira foi encontrado morto em ramal de Rio Branco em maio de 2017 — Foto: Arquivo pessoal

Abraão Teixeira Ferreira foi encontrado morto em ramal de Rio Branco em maio de 2017 — Foto: Arquivo pessoal

A Justiça do Acre condenou Alysson da Silva, Anderson Santana e Francisco Elzení Quintino a mais de 60 anos pela morte de Abraão Teixeira Ferreira, de 25 anos, em maio de 2017. Ferreira foi achado morto por populares com ao menos 18 golpes de terçado no Ramal Bom Jesus, rodovia AC-40, em Rio Branco.

 O trio foi condenado pelo júri popular por homicídio qualificado. A decisão foi divulgada nesta terça-feira (19) pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).

Silva foi condenado a mais de 22 anos de reclusão, Santana a mais de 24 anos e Quintino a mais de 17 anos, porque na época do crime era menor de 21 anos.

Conforme o TJ, o júri considerou que o assassinato teve requintes de crueldade, porque o jovem foi morto com ao menos 18 golpes de terçado. A Justiça informou ainda que durante o processo, não foi descoberta a motivação do crime.

Como os três acusados já se encontravam presos, eles seguem na unidade penitenciária, já que o regime inicial é fechado. A Justiça negou ao trio o direito de apelar em liberdade.

Corpo foi encontrado por moradores no Ramal Bom Jesus — Foto: Arquivo pessoal

Corpo foi encontrado por moradores no Ramal Bom Jesus — Foto: Arquivo pessoal

Reconhecimento do corpo

Dois dias após o corpo de Ferreira ser achado no Ramal, o G1 conversou com o pai dele no Instituto Médico Legal (IML), quando o homem foi ao local reconhecer o filho. O motorista e pai da vítima, José Viana Ferreira, contou que o filho saiu com um amigo no dia 5 de maio de 2017 e não retornou mais.

Ainda de acordo com o pai, a família soube da morte de Ferreira somente no dia 7 de maio daquele ano. Segundo a família, o jovem tinha passagem pela polícia por assalto e era usuário de drogas.

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Procurado em três cidades do AC, suspeito de chefiar facção morre em confronto com a PM

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G1 Acre

Procurado em três cidades do AC, suspeito de ser chefe de facção morre em confronto com a PM — Foto: Arquivo/Polícia Civil

Procurado em três cidades do AC, suspeito de ser chefe de facção morre em confronto com a PM — Foto: Arquivo/Polícia Civil

Vanderson da Rocha, de 27 anos, estava sendo procurado pela polícia de três municípios do Vale do Juruá e morreu em confronto com a PM ao resistir a prisão nas imediações das cidades de Cruzeiro do Sul e Rodrigues Alves.

Ele era suspeito de ser chefe de uma organização criminosa e de praticar vários crimes em Porto Walter e teria tentado matar uma mulher no último domingo (17).

Segundo a polícia, Rocha morava em Cruzeiro do Sul e no ano passado foi para Porto Walter com a finalidade de comandar as ações de uma organização criminosa onde teria praticado vários crimes.

Ao chegar no porto de Rodrigues Alves, o suspeito era aguardado por uma equipe da PM que tentou prendê-lo, mas não conseguiu. De acordo com a PM, ele teria apontado a arma para o condutor do barco que o conduzia de Porto Walter e obrigou o homem a seguir para o outro lado do rio para não ser capturado pela polícia de Rodrigues Alves.

Outra equipe da PM de Cruzeiro do Sul, que estava na outra margem do rio, tentou abordá-lo quando ele deixava a pequena embarcação e tentava se embrenhar na mata. De acordo com o major Evandro Bezerra, o suspeito teria efetuado um disparo contra os policiais que revidaram.

“O indivíduo estava vindo de Porto Walter em procedimento de fuga, extremamente perigoso, e ao perceber a presença da nossa guarnição, ele empreendeu fuga para uma região de vegetação e quando os policiais anunciaram a prisão do mesmo, ele de posse de arma de fogo não se rendeu e efetuou um disparo contra a guarnição. Então, em legítima defesa, um policial efetuou um disparo e atingiu o indivíduo”, disse o comandante da PM.

O suspeito foi atingido com apenas um disparo na região do tórax. Ele ainda foi atendido por uma equipe do Samu, mas não resistiu e morreu no local do confronto. O revólver usado pelo suspeito foi apreendido com um cartucho deflagrado e mais quatro munições intactas.

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Taxista é executado a tiros na frente de casa

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Da Redação Ecos da Notícia

Mais um crime de execução assustou os moradores do município de Senador Guiomard, na noite desta segunda-feira (18), quando o taxista Levi Galdino da Silva, de 38 anos foi executado com cerca de cinco tiros efetuados a curta distância por um homem não identificado.

De acordo com o que a polícia conseguiu apurar, a vítima conversava com um sobrinho na frente de casa, localizada na rua Eduardo Asmar, quando um homem não identificado que estava a pé se aproximou e sacou de uma arma efetuando cerca de cinco tiros e todos atingiram Levi que morreu sentado na cadeira.

O sobrinho da vítima que estava ao lado do tio saiu ileso. A polícia ainda não tem informações que tenha motivado o crime.

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