Rio Branco,

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PF revela conversas de whatsapp de esquema de dinheiro desviado de campanha do PRB

Traídos pela tecnologia

Por AC 24 horas
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A Operação Santinhos desencadeada na semana passada pela Polícia Federal que prendeu o pastor Manuel Marcos, presidente da Câmara de Rio Branco, e a deputada estadual reeleita Doutora Juliana, ambos do PRB, por desvios de recursos públicos do fundo partidário e do fundo especial de financiamentos de campanha, além de outros crimes eleitorais e lavagem de capitais, ganha mais um capítulo nefasto.

ac24horas teve acesso as conversas de whatsapp extraídas do telefone do pastor Manuel Marcos. O aparelho foi apreendido na Casa do Pastor, no Residencial Castanheira, em Rio Branco.

Em uma das mensagens, o vereador conversa com Thaisson de Souza Maciel, que seria um laranja, dono da empresa usada de fachada para imprimir o material da campanha. Manuel Marcos pede a Thaisson a liberação de R$ 2 mil para comprar cestas básicas e distribuir entre pastores da Região do Alto Acre. A mulher de Thaisson também foi presa na operação.

“Estou querendo dar uma ajuda aos pastores aqui do interior do Alto Acre, queria ver se você poderia liberar uma ajuda para mim”, diz o texto.

Thaisson pergunta como o vereador gostaria que fosse feita a negociação. “Ou o senhor prefere falar pessoalmente?”, pergunta.

Em outro momento, o vereador solicita a quantia de R$ 1 mil para pagar o conserto do carro de um pastor. Outras diversas mensagens revelam a transferência e solicitação de pagamento entre os dois envolvidos. “Thaisson, boa noite gostaria de ver com você qual a possibilidade de nois (sic) pagarmos o conserto do carro do pr. Sandro no valor de 1000 reais e um pedido que o Bispo me fez, ver com o Diegão ok”, solicita.

Em outra conversa, é revelado um “presente” dado ao Bispo da Igreja Universal no Acre, cujo o nome não é revelado, que seria uma máquina de café no valor de mais de R$ 4 mil.

O celular do vereador revelou mensagens trocadas com o ex-diretor do Procon e filho da deputada Dra. Juliana, Diego Rodrigues. O diretor pede que o vereador arrume gasolina uma pessoa em um dos trechos da conversa. Para a polícia, o combustível seria trocado por votos.

 

“Meu bom, eu fiquei de arrumar 50 litros de gasolina pra ele. E eu tô (sic) torrando de tudo, até sem crédito estou hoje. O senhor tem como me arrumar essa água?”, pergunta. O vereador pede que Rodrigues vá até a casa dele.

A polícia destaca também que encontrou, em um dos quartos da casa de Marcos, documentos descritos com nomes, cargos e valores. Entre os nomes está incluído alguns que foram presos na operação, inclusive da deputada Dra. Juliana.

No cabeçalho do documento vem descrito a palavra ‘Repasse de todos. Obs. Em cima da remuneração bruta’. Ao lado de cada nome há um valor descrito, que varia de R$ 50 a R$ 655.

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