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São fortes os indícios de que tenente do BOPE no Acre recebia ordem de chefe do Comando Vermelho, diz relatório

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A prisão do tenente Josemar Farias, do Batalhão de Operações Especiais – BOPE, ocorrida na manhã desta quinta-feira (27), durante a Operação Sicário, da Polícia Civil do Acre, causou certo mal-estar entre os militares e agentes de segurança em geral, e até da sociedade, pois em nenhum momento as autoridades envolvidas na Operação falaram abertamente o que teria motivado a prisão do oficial, que até então seria pessoa de índole inquestionável  e por muitas vezes agraciado com medalhas e menções de honras pelos bons serviços prestados.

O comando da Polícia Militar se restringiu a divulgar nota onde afirma que o policial não era alvo da operação, porém, a polícia interceptou ligações telefônicas entre o tenente e membros de facções. Farias está preso no Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA).

Que apoia as investigações e a Justiça, mas ressalta também que apoia “o respeito ao contraditório e a ampla defesa, base do estado democrático de direito”.

A nota da instituição segue dizendo, que: “Em virtude do atual momento das investigações, não será emitido nenhum juízo de valor em relação à suposta conduta imputada contra o militar, mas aguarda que a verdade seja esclarecida com a maior brevidade”, conclui a Polícia Militar na nota.

Tais argumentos vagos permitiu os mais variados juízos de valores, a reportagem do Ecos da Notícia apurou que um despacho assinado por três juízes revela os motivos que levaram a prisão do militar.

São 32 páginas do despacho argumentativo assinado pelos juízes, Maria Rosinete dos Reis Silva, Raimundo Nonato da Costa Maia, e Guilherme Aparecido do Nascimento Fraga, que apontam vários indícios extraídos de interceptações telefônicas de suspeitos de integrarem a facção do Comando Vermelho, em que aparecem diálogos do tenente Farias, com chefes da fracção e em alguns diálogos recebendo ordens dos faccionados e outros justificando ações que fez como agente público e outras que deixou de fazer como suposto colaborador da facção.

Tais conversas com conteúdo revelador foram possíveis, através de uma investigação comandada pela polícia e o Gaeco em que durante intercepção telefônica autorizada pela Justiça, que a princípio objetivava monitorar as ações da facção, findaram por revelar a suposta participação do tenente Farias como membro do Comando Vermelho, e inclusive em contatos presenciais na casa desses membros, ou na própria residência do militar.

Segundo a investigação, Farias cumpria ordens repassadas por Jiquitaia, que é um dos chefes do CV, com a intenção de resguardar a segurança das localidades consideradas como “território do CV”, protegendo os bairros tanto de ataques de facções rivais quanto de abordagens de outros policiais na região. A suposta influência do militar era tão grande que seu nome foi utilizado para evitar abordagens contundentes em pontos de interesse do CV.

Por outros militares que trabalharam com Farias, estão revoltados porque teoricamente foram usados na defesa de criminosos, sem saber, pois pela hierarquia são obrigados a cumprir ordens.

Um desses supostos serviços aparece durante um diálogo entre o faccionado conhecido por Jiquitaia, em que o tenente Farias, faz o alerta de uma possível invasão de uma facção rival e Jiquitaia ordena que ele envie várias viaturas para o bairro, alegando que somente uma não seria suficiente para segurar, e ainda ordena que o militar feche a BR, o que prontamente Farias respondeu: “vou mandar duas barcas quando tu me avisar” se referindo as viaturas caminhonetes.

Ao que tudo indica a investigação conseguiu isolar a participação do tenente Farias na facção e a influência que ele possuía sobre os demais militares de patente inferior e que não tinham conhecimento que tais ações ordenadas pelo comandante imediato, teria relação direta com chefes da facção e participação efetiva do superior, no caso o tenente Farias.

Confira trecho extraído do despacho que autorizou a Operação Sicário

Ainda de acordo com o apurado pelas autoridades, em inúmeros diálogos restou demonstrado que o Tenente Farias se utilizava do poder que a farda lhe proporcionava para usar veículos e valores pertencentes ao “erário” com a finalidade de atender aos interesses do Comando Vermelho, fosse mandando viaturas para evitar ataques do Bonde dos 13 ou para auxiliar em situações cuja busca de informações interessava às atividades do Comando Vermelho. “Até valores para abastecer veículos usados por outros membros do CV teriam sido arrecadados das quantias disponibilizadas pelo BOPE para abastecer as viaturas policiais”, aponta trecho da investigação.

Os indícios da gravidade das supostas condutas ilícitas adotadas por Farias também revelaram a função de arrecadar armas de grosso calibre, munições e altas quantidades de drogas apreendidas com a finalidade de desviar boa parte delas para que fossem utilizadas pelo CV, “o que deixou nítido que Tenente Farias integraria o aludido grupo”, diz parte do inquérito da polícia civil.

É importante destacar que o representado aparentemente teria a ciência de que tal conduta seria ilícita, visto que em algumas situações foi possível notar a sua frustração em não conseguir arrecadar as armas ou qualquer outro bem que pudesse interessar ao CV por ter chegado atrasado ou por estar acompanhado de outros policiais, o que dificultaria que agisse na clandestinidade, de modo que o representado afirmava que “não teve como tirar”. De outra banda, situações exitosas do grupo também foram captadas”, informa trecho do documento incriminatório.

A investigação aponta ainda sobre a proximidade de Farias e o membro do CV identificado como Jiquitaia. Quando as pautas que tinham que solucionar não podia ser resolvida por telefone, os investigados costumeiramente marcavam encontros presenciais nas residências um do outro, em locais públicos e até mesmo na sede do BOPE. “A familiaridade entre os dois parece ser tamanha ao ponto de Jiquitaia ter mencionado em um diálogo que o tenente Farias sabia que o primeiro só estaria solto por causa da atuação do policial militar”.

 

Importante: O site Ecos da Notícia, deixa aberto espaço aos advogados ou o próprio tenente Josemar Farias se pronunciar quando considerar oportuno.

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Facção impõe “lei do cão” em bairro com placa avisando quem rouba ficará sem as mãos

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Kennedy Leandro, da Redação Ecos da Notícia

Criminosos da facção Comando Vermelho que atual em todo território nacional, estão impondo uma “lei do cão” que é devidamente seguida pelos membros e que também é executada para quem cometer crime de furto na região de atuação da facção, que é ter as mãos decepadas.

O aviso foi deixado em uma placa estrategicamente fixada nas grades de uma quadra comunitária no bairro Genir Nunes, no município de Feijó, distante cerca de 450 km de Rio Branco a capital.

Essa determinação da facção é porque um crime de furto sofrido por um morador é acionada a polícia e evidente que a facção que distancia da polícia, principalmente em local de domínio.

Essa pratica criminosa faz parte do código da facção consequentemente todo integrante quando entrar sabe que não pode cometer certos crimes, como o furto por exemplo.

 

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Colisão entre carro e moto deixa uma pessoa morta e outra ferida

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Kennedy Leandro, da Redação Ecos da Notícia

O acidente aconteceu na tarde desta quinta-feira (17), no cruzamento das ruas Rio de Janeiro com São Paulo, próximo ao Cemitério São João Batista em Rio Branco.

De acordo com informações obtidas pela polícia, Elisângela Silva Martins trafegava na garupa de uma motocicleta pilotada pelo marido dela que não teve o nome divulgado, quando se envolveram em uma colisão com um veículo dirigido por uma mulher que também não teve o nome revelado.

Segundo a polícia de trânsito apurou junto a testemunhas, a motorista do veículo teria avançado a preferencial e colidido contra a moto, durante a colisão e a violência do impacto entre os veículos a mulher que estava na garupa teve morte instantânea e o marido foi9 socorrido por uma equipe do SAMU e encaminhado ao Pronto Socorro de Rio Branco.

A condutora do veículo refugiou-se dentro de uma loja temendo represália de populares que se aglomeram em torno do local do acidente, mas ficou aguardando a chegada da Polícia de Trânsito.

A mulher foi levada pela polícia a Delegacia de Flagrantes – DEFLA para as devidas providencias.

 

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Duas mulheres do Acre foram presas no interior do Alagoas em caminhão que transportava 80 kg de cocaína

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Redação Ecos da Notícia/Com informações G1

Carga vinha do Acre para ser vendida em Recife (PE); duas mulheres foram presas.

Oitenta quilos de uma substância semelhante a cocaína foram apreendidos na madrugada desta quinta-feira (17) na zona rural de Canapi, Sertão de Alagoas. A droga estava escondida no baú de um caminhão, que ia do Acre para Pernambuco. Duas mulheres foram presas.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) trata o material apreendido como “semelhante” porque somente uma análise em laboratório pode confirmar se é, de fato, cocaína.

De acordo com a PRF, o flagrante ocorreu por volta das 2h50 no km 26 da rodovia BR-423, durante uma fiscalização de rotina no Carié, zona rural do município.

O caminhão onde a droga foi encontrada tinha placas do Ceará. Nele, havia três pessoas, sendo o motorista e duas passageiras. Ao ser abordado, o motorista, não identificado, aparentou nervosismo e, em seguida, fugiu por um matagal.

Os policiais rodoviários desconfiaram da atitude do homem e inspecionaram o caminhão. Os oitenta tabletes da substância foram encontrados no baú, escondidos por um tapume.

As mulheres que estavam com o motorista disseram aos policiais que a droga vinha do Acre com destino ao Recife (PE), mas não informaram para quem ela seria entregue.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Mata Grande. As presas, que não tiveram os nomes divulgados, devem responder por tráfico de drogas.

Equipes do Pelotão de Operações Especiais (Pelopes) e Rádiopatrulha (RP) da cidade de Canapi realizaram rondas na região para tentar localizar o motorista, mas ele segue foragido.

 

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