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CRM-AC faz vistorias em hospital de urgência e maternidade de Rio Branco

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Após denúncias, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) realizou, na segunda-feira (5), vistorias no Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb) e na Maternidade Bárbara Heliodora.

Da Ascom/CRM-AC –

Foram verificadas questões relacionadas à falta de profissionais e também problemas estruturais nas duas unidades.

Na última quinta-feira (1º), circulou em sites locais de notícias que o Huerb estava com portões fechados devido à mudança no fluxo de pacientes. Na vistoria, o CRM-AC identificou essa modificação no fluxo e, por isso, o serviço de triagem e ambulatório estão fechados. Foi criado um formulário em que, dependendo do tipo de atendimento, o paciente é encaminhado a outras unidades de saúde.

A presidente do CRM-AC, Leuda Dávalos, afirma que a necessidade de mais profissionais é um problema antigo que já vem sendo cobrado ao poder público. “O déficit de horas médicas foi comprovado e confirmado pela direção da unidade. O quadro piorou bastante em relação às últimas vistorias e a situação é mais crítica no trauma e cirurgia”, ressalta.

Uma reunião com o Ministério Público para tratar sobre o assunto ocorreu nesta terça-feira (6).

Maternidade

Na Maternidade Bárbara Heliodora, a denúncia recebida foi de que houve uma diminuição nos serviços prestados. Por isso, o CRM-AC verificou as escalas de trabalho e também foi comprovada a carência de médicos, explica o conselheiro Marcus Yomura.

“Verificamos que não houve decréscimo no serviço, mas notamos um problema que já se arrasta há tempos, que é a falta de profissionais. A maternidade, assim como outras unidades, trabalha com material humano insuficiente. Além disso, muitas vezes, falta espaço físico e a descentralização do serviço seria um caminho para dar maior resolutividade e desafogar o atendimento”, ressalta.

Para a gerente-geral da maternidade, Maria Serlene Vasconcelos, a visita do CRM-AC é importante para mostrar que a escala está sendo cumprida corretamente, mesmo diante das dificuldades.

“As dificuldades, às vezes, não dependem da gente, porque algumas vezes não tem o profissional para ser contratado. Sempre tratamos a gestão de forma transparente e aberta para esclarecer que estamos trabalhando”, diz.

Encaminhamentos

Após as duas vistorias, o CRM-AC está elaborando relatórios que vão ser encaminhados à gerência das unidades, à Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) e ainda ao Ministério Público do Acre (MP-AC).

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Moro se reúne em Brasília com delegados da PF e auxiliares da transição

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Por Camila Bomfim e Guilherme Mazui , TV Globo e G1

Futuro ministro da Justiça conversou com delegados que atuaram na Operação Lava Jato. Ele disse que pode definir ainda nesta semana o nome do próximo diretor da Polícia Federal.

Moro almoçou após reunião no gabinete de transição, em Brasília — Foto: Guilherme Mazui/G1

O futuro ministro da Justiça do governo de Jair Bolsonaro, Sérgio Moro, se reuniu nesta segunda-feira (19) em Brasília com integrantes da equipe de transição.

Moro almoçou no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), onde funciona o gabinete de transição, com dois delegados da Polícia Federal que atuaram na Operação Lava Jato: a delegada Érika Malena e o ex-superintendente da PF no Paraná Rosalvo Franco.

Érika Marena e Rosalvo Franco estão auxiliando na transição, de acordo com o futuro ministro, que conversou rapidamente com jornalistas ao final do almoço.

Moro foi questionado sobre a possibilidade de definir nesta semana o nome do futuro diretor-geral da Polícia Federal. O futuro ministro disse que “talvez” faça a escolha nos próximos dias. Também há possibilidade de anúncio de outros nomes da equipe de Moro.

Moro almoçou com delegados da PF no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília

Moro almoçou com delegados da PF no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília

Entre delegados, o nome de Érika circula como uma possibilidade de ocupar o cargo de diretora-geral da Polícia Federal. O atual superintendente da PF no Paraná, Maurício Valeixo, também está entre os cotados ou para esse cargo ou para um cargo estratégico na estrutura do MJ.

A interlocutores, segundo apurou a TV Globo, Moro já disse que o futuro chefe da PF deve ser alguém que atuou na Lava Jato. O atual diretor-geral é o delegado Rogério Galloro, indicado no governo do atual presidente Michel Temer.

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Juiz torna Haddad réu sob acusação de corrupção passiva e lavagem

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Por FolhaPress

Petista nega irregularidades e critica delação que originou ação

Oex-prefeito paulistano e candidato derrotado à Presidência Fernando Haddad (PT) se tornou réu sob acusação de corrupção passiva e lavagem de dinheiro em decorrência da delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa, da UTC.

O juiz Leonardo Barreiros, da 5ª Vara Criminal da Barra Funda, na capital paulista, instaurou uma ação penal ao aceitar denúncia do Ministério Público de suposto pedido de R$ 3 milhões para quitar dívidas de campanha.

Haddad nega irregularidades e diz que acionará a Justiça para se defender.

É a primeira vez que o petista se torna réu em ação criminal. Ele já responde por ação de improbidade administrativa, por supostas irregularidades na construção de trechos de ciclovias em São Paulo.

Haddad foi denunciado em setembro pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. A imputação de crime de formação de quadrilha não foi aceita pela Justiça.

Segundo o promotor Marcelo Mendroni, ele recebeu R$ 2,6 milhões em propina da UTC para pagamento de dívidas da campanha de 2012.

A denúncia tem como base as delações de Ricardo Pessoa e Walmir Pinheiro, da UTC, e do doleiro Alberto Youssef, além de investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e caixa dois na primeira campanha de Haddad à prefeitura.

Segundo as investigações, o então tesoureiro do PT, João Vaccari, se reuniu com Pessoa em abril ou maio de 2013 e pediu R$ 3 milhões em nome do prefeito para sanar as dívidas da campanha. A UTC negociou o pagamento de R$ 2,6 milhões.

O dinheiro, então, teria sido pago por meio de um esquema que envolvia a prática de lavagem de dinheiro em gráficas controladas pelo ex-deputado estadual Francisco Carlos de Souza, conhecido como Chicão.

Em setembro de 2016, a Folha de S.Paulo revelou que Chicão teria recebido propina ligada à campanha de Haddad.

Vaccari, Pessoa, Pinheiro, Youssef e Souza também respondem como réus na ação.

Em nota divulgada por sua assessoria, Haddad diz que a acusação é requentada. “A denúncia é mais uma tentativa de reciclar a já conhecida e descredibilizada delação de Ricardo Pessoa”, afirma

“Com o mesmo depoimento, sobre os mesmos fatos, de um delator cuja narrativa já foi afastada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o Ministério Público fez uma denúncia de caixa dois, uma denúncia de corrupção e uma de improbidade. Todas sem provas, fincadas apenas na desgastada palavra de Ricardo Pessoa, que teve seus interesses contrariados pelo então prefeito Fernando Haddad. Trata-se de abuso que será levado aos tribunais”, prossegue o comunicado do ex-prefeito.

O advogado Luiz Flávio Borges D’Urso, que defende Vaccari, disse que o petista “jamais foi tesoureiro de campanha e nunca solicitou qualquer recurso para campanha de quem quer que seja”.

“Vaccari foi tesoureiro do partido (PT) e dessa forma solicitava doações legais somente para o partido, as quais eram realizadas por depósito em conta bancária do partido, com recibo e com prestação de contas às autoridades”, disse D’Urso.

Seu cliente, afirmou o advogado, “jamais solicitou ou recebeu qualquer recurso em espécie para o PT, muito menos a título de propina. Quem o acusa é um delator que nada prova, falando mentiras para obter diminuição de pena”.

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Governo quer novos médicos no Mais Médicos já no início de dezembro

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Por FolhaPress

Inscrições para 8.517 vagas do Mais Médicos começam na quarta-feira

Caso o médico não compareça no prazo previsto, a vaga passa a ser disponibilizada para médicos inscritos em um segundo edital que deverá ser lançado no dia 27 deste mês.

Com o fim da participação de médicos cubanos no Mais Médicos, o governo anunciou nesta segunda-feira (19) um edital para seleção de profissionais para ocupar as 8.517 vagas que serão abertas no programa.

A inscrições iniciam às 8h de quarta-feira (21) e seguem até as 23h59 de domingo (25). O processo valerá inicialmente para médicos brasileiros e estrangeiros que já tenham diploma revalidado para atuar no país.

Após essa etapa, o cronograma prevê que médicos inscritos comecem a atuar nas vagas por eles selecionadas já a partir do dia 3 de dezembro. Já o prazo final para que todos se apresentem aos municípios é 7 de dezembro.

De acordo com o ministro da Saúde, Gilberto Occhi, para agilizar o processo, médicos passarão a selecionar e confirmar a vaga que desejam ocupar já no momento de inscrição.

Conforme forem sendo preenchidas, as vagas deixam de ser disponibilizadas no sistema. A medida representa uma mudança no modelo de seleção do Mais Médicos, que até então previa a possibilidade de cada médico selecionasse mais de um município de seu interesse, para só depois ter a vaga confirmada.

Inicialmente, o governo havia divulgado que faria um edital com 8.332 vagas. Segundo Occhi, o número subiu devido ao fim do contrato e férias de alguns médicos que deixaram o país e voltaram a Cuba nos últimos dias.

O estado com maior número de postos disponíveis é São Paulo, com 1.406. Em seguida, está a Bahia, com 853, e Rio Grande do Sul, com 630.

À medida em que os médicos se apresentarem aos municípios para onde foram alocados, médicos cubanos que ainda estiverem nas unidades de saúde passarão a ser desligados da função, informa o ministro.

Caso o médico não compareça no prazo previsto, a vaga passa a ser disponibilizada para médicos inscritos em um segundo edital que deverá ser lançado no dia 27 deste mês.

Essa segunda chamada será voltada a brasileiros formados no exterior e estrangeiros. Neste caso, os profissionais passariam a ocupar as vagas para as quais não houve interesse de brasileiros.

Um balanço com o nome dos profissionais inscritos no primeiro edital, locais para onde foram alocados e vagas ainda disponíveis deve ser divulgado em 26 deste mês -um dia antes do novo edital para formados no exterior.

Segundo Occhi, médicos cubanos também poderão se inscrever, desde que apresentem todos os documentos necessários, informa. Não haverá, neste momento, cobrança de revalidação do diploma.

“Se o médico cubano tiver decisão de permanecer no Brasil, ele também poderá usufruir dessas alternativas que foram apresentadas”, afirma.

De acordo com o ministro, não há previsão de encerramento deste segundo edital.

Questionado, o ministro disse acreditar que não haverá dificuldade em selecionar médicos para ocupar os postos. “Muitos médicos se formam nas nossas fronteiras. Se ele se predispõe a passar cinco anos em outro lugar, também talvez se predisponha a ir para uma das cidades onde há necessidade.”

Ainda de acordo com Occhi, dados sobre logística da saída dos médicos cubanos devem ser definidos pelo governo de Cuba em conjunto com a Opas (Organização Pan-Americana de Saúde), responsável por ter intermediado a vinda desses profissionais.

Segundo ele, o ministério não se responsabilizará pelos custos da saída devido ao rompimento unilateral de contrato por Cuba.

A estimativa do ministério, no entanto, é que todos os cubanos deixem o país até a semana de 15 de dezembro.

O presidente do Conasems, Mauro Junqueira, disse esperar que o país fique muitos poucos dias sem médicos. Ele admite, porém, que a saída pode gerar desassistência.

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