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Autoridade tributária de NY investiga acusações de fraude contra Trump

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Nesta quarta, o republicano atacou o jornal, escrevendo em rede social que “o fracassado New York Times fez algo que eu nunca tinha visto antes.”

© Getty Images

Por Folhapress –

departamento estadual de impostos de Nova York informou, na noite de terça-feira (2), que abriu uma investigação sobre as acusações de que o presidente Donald Trump e família teriam construído suas fortunas a partir de evasão fiscal.

A decisão foi tomada em resposta a uma extensa reportagem do jornal The New York Times publicada nesta terça.Segundo o Times, o republicano recebeu o equivalente a pelo menos US$ 413 milhões (cerca de R$ 1,62 bilhão) em valores atualizados do império imobiliário criado pelo pai, Fred, disfarçados de doações para empresa de fachada criada por ele e pelos irmãos.

James Gazzale, porta-voz do departamento de impostos de Nova York, disse que o órgão estava revisando as alegações contidas na reportagem do Times e estava “vigorosamente perseguindo” todas as vias apropriadas de investigação.

Pelas leis de Nova York e federais, não há limitação para investigar casos de impostos envolvendo civis se as autoridades suspeitarem da intenção de evasão fiscal. Normalmente, as atividades atribuídas pelo jornal a Trump seriam muito antigas para levar a um inquérito criminal.

Nesta quarta, o republicano atacou o jornal, escrevendo em rede social que “o fracassado New York Times fez algo que eu nunca tinha visto antes.”

“Eles usaram o conceito de ‘valor do dinheiro no tempo’ para fazer uma reportagem muito velha, chata e sem novidades sobre mim. Além disso, isso significa que 97% das histórias deles sobre mim são ruins. Nunca se recuperaram da aposta ruim da eleição”, afirmou.

Na noite de terça, em comunicado, a secretária de imprensa da Casa Branca Sarah Huckabee Sanders disse que “Fred Trump morreu há quase 20 anos e é triste testemunhar esse ataque enganoso contra a família Trump pelo fracassado New York Times.

“Ela acrescentou que, “muitas décadas atrás, a IRS (Receita Federal americana) revisou e ratificou essas transações”.Segundo a reportagem do Times, o pai do presidente ajudou financeiramente o republicano ao longo da vida. O jornal identificou 295 fontes de receita que Fred Trump criou ao longo de cinco décadas para enriquecer o filho. Na maioria dos casos, os outros quatro irmãos de Donald Trump se beneficiaram igualmente.

O Times diz que Trump e seus irmãos criaram uma empresa de fachada para encobrir o recebimento de milhões de dólares em doações de seus pais, conforme mostram entrevistas e registros, parte dos quais foram anexados à reportagem.Trump teria ajudado o pai a deduzir indevidamente da declaração de renda milhões de dólares. Ele também teria contribuído na formulação de uma estratégia para desvalorizar os bens imobiliários de seus pais em centenas de milhões de dólares, reduzindo drasticamente o valor do imposto incidente quando essas propriedades foram transferidas a eles e seus irmãos.

O jornal diz que as manobras não encontraram resistência dentro da Receita Federal americana. Fred e a mãe de Trump, Mary, transferiram mais de US$ 1 bilhão (R$ 3,93 bilhões) de sua fortuna para os filhos.Isso deveria ter gerado um imposto a pagar de ao menos US$ 550 milhões (R$ 2,16 bilhões), conforme alíquota de 55% imposta em doações e heranças, afirma o Times. Os Trump pagaram um total de US$ 52,2 milhões (R$ 205,1 milhões), ou uma alíquota de 5%, de acordo com registros.

Com informações da Folhapress.
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Patrick Nogueira, assassino confesso de família na Espanha, é considerado culpado em júri popular

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François Patrick Nogueira participou de todos os dias do julgamento na Espanha — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Por G1 PB –

François Patrick Nogueira Gouveia, assassino confesso dos tios e dois primos pequenos na cidade de Pioz na Espanha, foi considerado culpado em júri popular neste sábado (3), após seis dias de julgamento na Espanha, mas a juíza Maria Elena Mayor Rodrigo só vai estipular a pena do réu nos próximos dias, segundo a emissora de televisão Antena 3. De acordo com Walfran Campos, tio do assassino e irmão do homem morto, a decisão do júri é compatível com o pedido da Promotoria, que pediu prisão perpétua revisável.

Ainda segundo a Antena 3, o júri declarou que Patrick Nogueira matou os tios e primos com intencionalidade, sem considerar qualquer defesa. Após cerca de oito horas de deliberação, o tribunal do júri, composto por sete homens e duas mulheres, entregou o veredicto à juíza Elena Mayor.

“Ele pegou a pena máxima em todos os aspectos, foi 9 a 0, foi 20 anos por cada assassinato, ou seja, ele pegou 80 anos, sendo que o limite de prisão máxima na Espanha são 40 anos. A prisão perpétua revisável é que a cada 20 ou 30 anos vão revisar se ele tem condições de estar na rua, sair da prisão. Mas, de acordo com os médicos forenses e com todo o histórico, provavelmente ele não saia, sendo de 30 a 40 anos o mínimo pra ele ficar na prisão, então ele não vai sair antes disso”, explicou Walfran Campos, tio do assassino.

A deliberação dos jurados começou nesta sexta-feira (2), quando a juíza devolveu o veredicto ao júri por falta de motivação, e terminou neste sábado (3). O julgamento de Patrick Nogueira durou entre os dias 24 e 31 de outubro. Mais de 65 pessoas prestaram depoimento no júri, entre eles familiares do assassino e das vítimas, policiais que trabalharam na investigação do crime e médicos e psicólogos forenses.

Tanto o Ministério Público espanhol como a acusação particular tinham pedido a pena de prisão permanente revisável, que funciona como uma prisão perpétua na Espanha. A defesa de Patrick Nogueira, por sua vez, pediu a reclusão do réu por 25 anos alegando danos cerebrais que o colocava em condição de doente, fato que faria com que ele não respondesse por seus atos.

Patrick Nogueira está preso na Espanha desde outubro de 2016, quando se entregou às autoridades espanholas e confessou ter matado os tios e dois primos, de 1 e 4 anos de idade, em um chalé na pequena cidade de Pioz em agosto de 2016. Desde então, o acusado e réu confesso seguia aguardando julgamento.

No último dia de julgamento, Patrick Nogueira pediu perdão mais uma vez aos familiares e falou que sofre como eles. Patrick explicou, em seu depoimento, que sofre porque “cavou” seu túmulo quando criança. Ele afirmou que gostaria de receber tratamento porque não gosta de ser assim e que acredita que as coisas agora vão piorar.

“Agora não posso consertar o que passou”, disse Patrick Nogueira.

Defesa indicava dano cerebral

Laudo feito por médicos contratados pela defesa de Patrick Nogueira indicava que ele tem deformações no cérebro que afetam a tomada de decisões e contribuem para acessos de ira. De acordo com o laudo, após exames de tomografia e radiografia no cérebro de Patrick Gouveia, foram detectados distúrbios e anomalias no lado direito do lóbulo temporal anterior.

O dano neurológico encontrado em Patrick Gouveia, detectado por exames de imagem, indicam que ele teria uma alteração na avaliação correta das situações, de forma a emitir respostas desproporcionais aos fatos. A tese foi negada pelo júri.

Ministério público pediu que júri não temesse

A promotora-chefe Rocio Rojo, pediu que o júri não tivesse medo de impor a pena máxima ao réu confesso. “Patrick é uma pessoa com um tremendo mal e deve ser punido com prisão permanente. Não tenham medo, pois a prisão permanente é revisável”, argumentou. As informações são da emissora de televisão Antena 3.

Para a promotora Rocío Rojo, não havia dúvida que foi Patrick o autor da chacina, fato que está claro desde o início. Para ela, independente dos motivos dentro da cabeça do assassino confesso que levaram a cometer a chacina, ficou comprovado que não foi um crime cometido impulsivamente.

Chacina de Pioz, na Espanha

Janaína Américo, Marcos Campos Nogueira e os filhos do casal, de 1 e 4 anos, foram encontrados mortos e esquartejados em um chalé na cidade espanhola de Pioz em 18 de setembro de 2016, cerca de um mês após o crime.

Patrick Gouveia, sobrinho de Marcos, se entregou à polícia da Espanha e confessou o crime em 19 de outubro. Ele segue preso até esta quarta-feira no complexo penitenciário de Estremera, na Espanha. As urnas com as cinzas da família chegaram em João Pessoa em 10 de janeiro, quatro meses depois, quando as vítimas foram enterradas. Mais de um ano depois do crime, a família das vítimas e do assassino confesso ainda sofre com o episódio.

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