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Moradora de povoado espanhol restaura esculturas centenárias com cores berrantes e causa polêmica

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Apesar da polêmica, María Luisa Menéndez, do vilarejo de Rañadoiro, no norte da Espanha, diz que vizinhos gostaram do resultado.

Antes e depois da restauração (Foto: DSF/AFP)

“Não sou profissional; simplesmente as esculturas estavam horríveis e eu queria pintá-las para melhorá-las”.

Foi assim que a espanhola María Luisa Menéndez, do povoado de Rañadoiro, no norte da Espanha, explicou por que decidiu “restaurar” três entalhes em madeira centenários com cores berrantes.

“Pedi permissão ao padre para levá-los e pintá-los na minha casa”, disse Menéndez ao jornal espanhol “El Comercio”.

As esculturas, que estavam expostas em uma igreja, datam dos séculos 15 e 16.

Esculturas, que estavam expostas em uma igreja, datam dos séculos 15 e 16 (Foto: DSF/AFP)

Uma delas retrata a Virgem Maria com o menino Jesus e Santa Ana; a outra, Virgem Maria com o menino Jesus e uma terceira, São Pedro.

O secretário de Educação e Cultura das Astúrias, Genaro Alonso, afirmou à agência de notícias EFE que o resultado parecia mais “uma vingança do que uma restauração”.

“Não sou profissional, mas sempre gostei disso (restauração) e as esculturas precisavam (de um reparo), então as pintei da melhor maneira possível, com as cores que pareciam as melhores e os vizinhos adoraram”, disse ela ao jornal “El Comercio”.

Um especialista que conhece a fundo a peça afirmou não ser possível determinar neste momento se a restauração poderá ser revertida.

“Isso já tinha acontecido antes com outra pessoa. As esculturas foram pintadas, mas tivemos sorte porque a cor original permaneceu quando a pintura foi removida”, disse Luis Saro ao jornal espanhol “La Nueva España”.

Igreja na cidade de Estella, no norte da Espanha, contratou professor de artesanato para “consertar” escultura de São Jorge do século 16 (Foto: Artus Restauración Patrimonio)

“Mas, nesse caso, não se sabe se as peças vão poder retornar à sua aparência original; tudo depende do material que foi usado, entre outros aspectos técnicos”, acrescentou.

Crimes

A Associação Profissional de Restauradores de Bens Culturais da Espanha (ACRE) criticou a iniciativa de Menéndez. Segundo a entidade, o episódio reflete a “a pilhagem contínua” do patrimônio nacional.

“Que tipo de sociedade permite passivamente que se destrua diante de seus olhos o legado de seus ancestrais?”, publicou a entidade em sua conta no Twitter.

Mas esse não foi o primeiro caso de uma “restauração” malsucedida.

Em junho deste ano, uma igreja na cidade de Estella, no norte da Espanha, contratou um professor de artesanato para “consertar” uma escultura de São Jorge do século 16.

O famoso guerreiro foi transformado em um homem de pele rosada e armadura colorida.

Na ocasião, usuários do Twitter e do Facebook disseram que a nova versão de São Jorge parecia um personagem da famosa série de histórias em quadrinhos “Tintin”.

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Patrick Nogueira, assassino confesso de família na Espanha, é considerado culpado em júri popular

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François Patrick Nogueira participou de todos os dias do julgamento na Espanha — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Por G1 PB –

François Patrick Nogueira Gouveia, assassino confesso dos tios e dois primos pequenos na cidade de Pioz na Espanha, foi considerado culpado em júri popular neste sábado (3), após seis dias de julgamento na Espanha, mas a juíza Maria Elena Mayor Rodrigo só vai estipular a pena do réu nos próximos dias, segundo a emissora de televisão Antena 3. De acordo com Walfran Campos, tio do assassino e irmão do homem morto, a decisão do júri é compatível com o pedido da Promotoria, que pediu prisão perpétua revisável.

Ainda segundo a Antena 3, o júri declarou que Patrick Nogueira matou os tios e primos com intencionalidade, sem considerar qualquer defesa. Após cerca de oito horas de deliberação, o tribunal do júri, composto por sete homens e duas mulheres, entregou o veredicto à juíza Elena Mayor.

“Ele pegou a pena máxima em todos os aspectos, foi 9 a 0, foi 20 anos por cada assassinato, ou seja, ele pegou 80 anos, sendo que o limite de prisão máxima na Espanha são 40 anos. A prisão perpétua revisável é que a cada 20 ou 30 anos vão revisar se ele tem condições de estar na rua, sair da prisão. Mas, de acordo com os médicos forenses e com todo o histórico, provavelmente ele não saia, sendo de 30 a 40 anos o mínimo pra ele ficar na prisão, então ele não vai sair antes disso”, explicou Walfran Campos, tio do assassino.

A deliberação dos jurados começou nesta sexta-feira (2), quando a juíza devolveu o veredicto ao júri por falta de motivação, e terminou neste sábado (3). O julgamento de Patrick Nogueira durou entre os dias 24 e 31 de outubro. Mais de 65 pessoas prestaram depoimento no júri, entre eles familiares do assassino e das vítimas, policiais que trabalharam na investigação do crime e médicos e psicólogos forenses.

Tanto o Ministério Público espanhol como a acusação particular tinham pedido a pena de prisão permanente revisável, que funciona como uma prisão perpétua na Espanha. A defesa de Patrick Nogueira, por sua vez, pediu a reclusão do réu por 25 anos alegando danos cerebrais que o colocava em condição de doente, fato que faria com que ele não respondesse por seus atos.

Patrick Nogueira está preso na Espanha desde outubro de 2016, quando se entregou às autoridades espanholas e confessou ter matado os tios e dois primos, de 1 e 4 anos de idade, em um chalé na pequena cidade de Pioz em agosto de 2016. Desde então, o acusado e réu confesso seguia aguardando julgamento.

No último dia de julgamento, Patrick Nogueira pediu perdão mais uma vez aos familiares e falou que sofre como eles. Patrick explicou, em seu depoimento, que sofre porque “cavou” seu túmulo quando criança. Ele afirmou que gostaria de receber tratamento porque não gosta de ser assim e que acredita que as coisas agora vão piorar.

“Agora não posso consertar o que passou”, disse Patrick Nogueira.

Defesa indicava dano cerebral

Laudo feito por médicos contratados pela defesa de Patrick Nogueira indicava que ele tem deformações no cérebro que afetam a tomada de decisões e contribuem para acessos de ira. De acordo com o laudo, após exames de tomografia e radiografia no cérebro de Patrick Gouveia, foram detectados distúrbios e anomalias no lado direito do lóbulo temporal anterior.

O dano neurológico encontrado em Patrick Gouveia, detectado por exames de imagem, indicam que ele teria uma alteração na avaliação correta das situações, de forma a emitir respostas desproporcionais aos fatos. A tese foi negada pelo júri.

Ministério público pediu que júri não temesse

A promotora-chefe Rocio Rojo, pediu que o júri não tivesse medo de impor a pena máxima ao réu confesso. “Patrick é uma pessoa com um tremendo mal e deve ser punido com prisão permanente. Não tenham medo, pois a prisão permanente é revisável”, argumentou. As informações são da emissora de televisão Antena 3.

Para a promotora Rocío Rojo, não havia dúvida que foi Patrick o autor da chacina, fato que está claro desde o início. Para ela, independente dos motivos dentro da cabeça do assassino confesso que levaram a cometer a chacina, ficou comprovado que não foi um crime cometido impulsivamente.

Chacina de Pioz, na Espanha

Janaína Américo, Marcos Campos Nogueira e os filhos do casal, de 1 e 4 anos, foram encontrados mortos e esquartejados em um chalé na cidade espanhola de Pioz em 18 de setembro de 2016, cerca de um mês após o crime.

Patrick Gouveia, sobrinho de Marcos, se entregou à polícia da Espanha e confessou o crime em 19 de outubro. Ele segue preso até esta quarta-feira no complexo penitenciário de Estremera, na Espanha. As urnas com as cinzas da família chegaram em João Pessoa em 10 de janeiro, quatro meses depois, quando as vítimas foram enterradas. Mais de um ano depois do crime, a família das vítimas e do assassino confesso ainda sofre com o episódio.

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