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França acusa Rússia de tentar espionar satélite que contém informações militares

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Estados Unidos já tinham alertado recentemente sobre ‘o comportamento muito anormal de um objeto espacial’ colocado em órbita pela Rússia em outubro de 2017.

Rússia teria se aproximado demais de satélite francês (Ilustração) (Foto: CC/Airbus Defence and Space/Wikimedia)

A Rússia tentou, no ano passado, espionar um satélite franco-italiano contendo informações militares secretas, denunciou nesta sexta-feira (7) a ministra fancesa do Exército, Florence Parly, num discurso sobre o espaço.

Os Estados Unidos já tinham alertado recentemente sobre “o comportamento muito anormal de um objeto espacial” colocado em órbita pela Rússia em outubro de 2017.

“Enquanto o Athena-Fidus continuava sua tranquila rotação sobre a Terra, um outro satélite se aproximou um pouco perto demais”, declarou a ministra durante uma visita ao Centro Nacional de Estudos Espaciais em Toulouse, sudoeste da França.

“Esteve tão perto que poderíamos pensar que ele estava tentando captar nossos dados”, acrescentou. Mas “tentar ouvir seus vizinhos não é apenas hostil, é chamado de ato de espionagem”.

“O ‘orelhudo’ se chama Louch-Olymp, é um satélite russo bem conhecido, mas um pouco… indiscreto”, continuou ela. “Nós o vimos se aproximar e tomamos as medidas necessárias. Observamos com atenção e constatamos que ele continuou a manobrar ativamente nos meses seguintes em direção a outros alvos, mas amanhã, quem nos garante que ele não voltará a um de nossos satélites?”

Florence Parly disse que há um risco para as comunicações, as manobras militares e os jornais da França. A ministra também ressaltou que “algumas potências espaciais colocam em órbita objetos intrigantes e realizam manobras que deixam pouca dúvida sobre sua vocação agressiva”.

Investimentos na área espacial

O presidente norte-americano Donald Trump disse que vai lançar, até 2020, a “Força do Espaço”, um sexto setor das Forças Armadas. A decisão da Casa Branca “dá o sinal dos confrontos que virão, do peso da questão espacial, dos desafios do amanhã”, de acordo com Florence Parly.

“Nós somos uma força espacial reconhecida e queremos permanecer. Mas não fizemos muito mais que nossos vizinhos. Em todo caso, não o suficiente”, criticou a ministra.

O presidente Emmanuel Macron anunciou sua intenção de definir no próximo ano “uma estratégia espacial de defesa” para a França. Um grupo de pesquisa do ministério do Exército deve apresentar proposições até novembro.

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Patrick Nogueira, assassino confesso de família na Espanha, é considerado culpado em júri popular

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François Patrick Nogueira participou de todos os dias do julgamento na Espanha — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Por G1 PB –

François Patrick Nogueira Gouveia, assassino confesso dos tios e dois primos pequenos na cidade de Pioz na Espanha, foi considerado culpado em júri popular neste sábado (3), após seis dias de julgamento na Espanha, mas a juíza Maria Elena Mayor Rodrigo só vai estipular a pena do réu nos próximos dias, segundo a emissora de televisão Antena 3. De acordo com Walfran Campos, tio do assassino e irmão do homem morto, a decisão do júri é compatível com o pedido da Promotoria, que pediu prisão perpétua revisável.

Ainda segundo a Antena 3, o júri declarou que Patrick Nogueira matou os tios e primos com intencionalidade, sem considerar qualquer defesa. Após cerca de oito horas de deliberação, o tribunal do júri, composto por sete homens e duas mulheres, entregou o veredicto à juíza Elena Mayor.

“Ele pegou a pena máxima em todos os aspectos, foi 9 a 0, foi 20 anos por cada assassinato, ou seja, ele pegou 80 anos, sendo que o limite de prisão máxima na Espanha são 40 anos. A prisão perpétua revisável é que a cada 20 ou 30 anos vão revisar se ele tem condições de estar na rua, sair da prisão. Mas, de acordo com os médicos forenses e com todo o histórico, provavelmente ele não saia, sendo de 30 a 40 anos o mínimo pra ele ficar na prisão, então ele não vai sair antes disso”, explicou Walfran Campos, tio do assassino.

A deliberação dos jurados começou nesta sexta-feira (2), quando a juíza devolveu o veredicto ao júri por falta de motivação, e terminou neste sábado (3). O julgamento de Patrick Nogueira durou entre os dias 24 e 31 de outubro. Mais de 65 pessoas prestaram depoimento no júri, entre eles familiares do assassino e das vítimas, policiais que trabalharam na investigação do crime e médicos e psicólogos forenses.

Tanto o Ministério Público espanhol como a acusação particular tinham pedido a pena de prisão permanente revisável, que funciona como uma prisão perpétua na Espanha. A defesa de Patrick Nogueira, por sua vez, pediu a reclusão do réu por 25 anos alegando danos cerebrais que o colocava em condição de doente, fato que faria com que ele não respondesse por seus atos.

Patrick Nogueira está preso na Espanha desde outubro de 2016, quando se entregou às autoridades espanholas e confessou ter matado os tios e dois primos, de 1 e 4 anos de idade, em um chalé na pequena cidade de Pioz em agosto de 2016. Desde então, o acusado e réu confesso seguia aguardando julgamento.

No último dia de julgamento, Patrick Nogueira pediu perdão mais uma vez aos familiares e falou que sofre como eles. Patrick explicou, em seu depoimento, que sofre porque “cavou” seu túmulo quando criança. Ele afirmou que gostaria de receber tratamento porque não gosta de ser assim e que acredita que as coisas agora vão piorar.

“Agora não posso consertar o que passou”, disse Patrick Nogueira.

Defesa indicava dano cerebral

Laudo feito por médicos contratados pela defesa de Patrick Nogueira indicava que ele tem deformações no cérebro que afetam a tomada de decisões e contribuem para acessos de ira. De acordo com o laudo, após exames de tomografia e radiografia no cérebro de Patrick Gouveia, foram detectados distúrbios e anomalias no lado direito do lóbulo temporal anterior.

O dano neurológico encontrado em Patrick Gouveia, detectado por exames de imagem, indicam que ele teria uma alteração na avaliação correta das situações, de forma a emitir respostas desproporcionais aos fatos. A tese foi negada pelo júri.

Ministério público pediu que júri não temesse

A promotora-chefe Rocio Rojo, pediu que o júri não tivesse medo de impor a pena máxima ao réu confesso. “Patrick é uma pessoa com um tremendo mal e deve ser punido com prisão permanente. Não tenham medo, pois a prisão permanente é revisável”, argumentou. As informações são da emissora de televisão Antena 3.

Para a promotora Rocío Rojo, não havia dúvida que foi Patrick o autor da chacina, fato que está claro desde o início. Para ela, independente dos motivos dentro da cabeça do assassino confesso que levaram a cometer a chacina, ficou comprovado que não foi um crime cometido impulsivamente.

Chacina de Pioz, na Espanha

Janaína Américo, Marcos Campos Nogueira e os filhos do casal, de 1 e 4 anos, foram encontrados mortos e esquartejados em um chalé na cidade espanhola de Pioz em 18 de setembro de 2016, cerca de um mês após o crime.

Patrick Gouveia, sobrinho de Marcos, se entregou à polícia da Espanha e confessou o crime em 19 de outubro. Ele segue preso até esta quarta-feira no complexo penitenciário de Estremera, na Espanha. As urnas com as cinzas da família chegaram em João Pessoa em 10 de janeiro, quatro meses depois, quando as vítimas foram enterradas. Mais de um ano depois do crime, a família das vítimas e do assassino confesso ainda sofre com o episódio.

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