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ONU confirma acordo de cessar-fogo na Líbia

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missão da ONU na Líbia (Manul) anunciou nesta terça-feira (4) um acordo de cessar-fogo entre os grupos armados envolvidos nos confrontos em Trípoli, na capital do país.

“Sob os auspícios do enviado especial da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, um acordo de cessar-fogo foi alcançado e assinado hoje, para pôr fim a todas as hostilidades, proteger os civis, para proteger a propriedade pública e privada”, declarou a Manul.

Em sua conta no Twitter, a missão ressaltou que o acordo também inclui a reabertura do aeroporto da região, que estava fechado desde o dia 31 de agosto por conta dos conflitos violentos.

O acordo “não pretende resolver todos os problemas de segurança da capital da Líbia”. No entanto, “todos os signatários se comprometem a encontrar uma solução política para cessar as hostilidades e para a criação de um mecanismo para controlar o cessar-fogo”, acrescenta a publicação na rede social. Na reunião desta terça, participaram oficiais militares e líderes de vários grupos armados presentes dentro e ao redor da capital”, inclusive representantes do Governo da Unidade Nacional (GNA) da Líbia e o ministro do Interior. Em um novo balanço apresentado hoje, as autoridades líbias anunciaram a morte de pelo menos 61 pessoas, incluindo civis, 159 feridos e 12 desaparecidos nesses nove dias de confrontos entre milícias, relatou o site “Alwasat”, citando Malek Merset, chefe do Ministério da Saúde. A Líbia vive um cenário de instabilidade desde a queda do ditador Muammar Kadafi, em 2011, mas a situação voltou a se agravar na última semana, depois de uma milícia se levantar contra o governo de união nacional liderado pelo premier Fayez al-Sarraj.

A ofensiva é liderada pela “Sétima Brigada”, também chamada de “Kanyat”, em função da família que a comanda, os Kani, e é baseada em Tarhuna. Hoje, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, convocou uma reunião emergencial para tratar sobre a crise. De acordo com o Ministro das Relações Exteriores da Itália, Moavero Milanesi, as primeiras notícias sobre o cessar-fogo são “muito positivas”.

Na conversa, o governo italiano debateu sobre a conferência relacionada a Líbia a ser realizada em novembro no país europeu e afirmou que a “prioridade do país continua sendo a obtenção de mais fundos no orçamento da União Europeia (UE) para intervenções de desenvolvimento socioeconômico”.

“O governo continua extremamente concentrado em seguir os acontecimentos na Líbia, na esperança de superar as tensões atuais”, diz a nota do governo italiano. Com informações da Ansa.

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Patrick Nogueira, assassino confesso de família na Espanha, é considerado culpado em júri popular

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François Patrick Nogueira participou de todos os dias do julgamento na Espanha — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Por G1 PB –

François Patrick Nogueira Gouveia, assassino confesso dos tios e dois primos pequenos na cidade de Pioz na Espanha, foi considerado culpado em júri popular neste sábado (3), após seis dias de julgamento na Espanha, mas a juíza Maria Elena Mayor Rodrigo só vai estipular a pena do réu nos próximos dias, segundo a emissora de televisão Antena 3. De acordo com Walfran Campos, tio do assassino e irmão do homem morto, a decisão do júri é compatível com o pedido da Promotoria, que pediu prisão perpétua revisável.

Ainda segundo a Antena 3, o júri declarou que Patrick Nogueira matou os tios e primos com intencionalidade, sem considerar qualquer defesa. Após cerca de oito horas de deliberação, o tribunal do júri, composto por sete homens e duas mulheres, entregou o veredicto à juíza Elena Mayor.

“Ele pegou a pena máxima em todos os aspectos, foi 9 a 0, foi 20 anos por cada assassinato, ou seja, ele pegou 80 anos, sendo que o limite de prisão máxima na Espanha são 40 anos. A prisão perpétua revisável é que a cada 20 ou 30 anos vão revisar se ele tem condições de estar na rua, sair da prisão. Mas, de acordo com os médicos forenses e com todo o histórico, provavelmente ele não saia, sendo de 30 a 40 anos o mínimo pra ele ficar na prisão, então ele não vai sair antes disso”, explicou Walfran Campos, tio do assassino.

A deliberação dos jurados começou nesta sexta-feira (2), quando a juíza devolveu o veredicto ao júri por falta de motivação, e terminou neste sábado (3). O julgamento de Patrick Nogueira durou entre os dias 24 e 31 de outubro. Mais de 65 pessoas prestaram depoimento no júri, entre eles familiares do assassino e das vítimas, policiais que trabalharam na investigação do crime e médicos e psicólogos forenses.

Tanto o Ministério Público espanhol como a acusação particular tinham pedido a pena de prisão permanente revisável, que funciona como uma prisão perpétua na Espanha. A defesa de Patrick Nogueira, por sua vez, pediu a reclusão do réu por 25 anos alegando danos cerebrais que o colocava em condição de doente, fato que faria com que ele não respondesse por seus atos.

Patrick Nogueira está preso na Espanha desde outubro de 2016, quando se entregou às autoridades espanholas e confessou ter matado os tios e dois primos, de 1 e 4 anos de idade, em um chalé na pequena cidade de Pioz em agosto de 2016. Desde então, o acusado e réu confesso seguia aguardando julgamento.

No último dia de julgamento, Patrick Nogueira pediu perdão mais uma vez aos familiares e falou que sofre como eles. Patrick explicou, em seu depoimento, que sofre porque “cavou” seu túmulo quando criança. Ele afirmou que gostaria de receber tratamento porque não gosta de ser assim e que acredita que as coisas agora vão piorar.

“Agora não posso consertar o que passou”, disse Patrick Nogueira.

Defesa indicava dano cerebral

Laudo feito por médicos contratados pela defesa de Patrick Nogueira indicava que ele tem deformações no cérebro que afetam a tomada de decisões e contribuem para acessos de ira. De acordo com o laudo, após exames de tomografia e radiografia no cérebro de Patrick Gouveia, foram detectados distúrbios e anomalias no lado direito do lóbulo temporal anterior.

O dano neurológico encontrado em Patrick Gouveia, detectado por exames de imagem, indicam que ele teria uma alteração na avaliação correta das situações, de forma a emitir respostas desproporcionais aos fatos. A tese foi negada pelo júri.

Ministério público pediu que júri não temesse

A promotora-chefe Rocio Rojo, pediu que o júri não tivesse medo de impor a pena máxima ao réu confesso. “Patrick é uma pessoa com um tremendo mal e deve ser punido com prisão permanente. Não tenham medo, pois a prisão permanente é revisável”, argumentou. As informações são da emissora de televisão Antena 3.

Para a promotora Rocío Rojo, não havia dúvida que foi Patrick o autor da chacina, fato que está claro desde o início. Para ela, independente dos motivos dentro da cabeça do assassino confesso que levaram a cometer a chacina, ficou comprovado que não foi um crime cometido impulsivamente.

Chacina de Pioz, na Espanha

Janaína Américo, Marcos Campos Nogueira e os filhos do casal, de 1 e 4 anos, foram encontrados mortos e esquartejados em um chalé na cidade espanhola de Pioz em 18 de setembro de 2016, cerca de um mês após o crime.

Patrick Gouveia, sobrinho de Marcos, se entregou à polícia da Espanha e confessou o crime em 19 de outubro. Ele segue preso até esta quarta-feira no complexo penitenciário de Estremera, na Espanha. As urnas com as cinzas da família chegaram em João Pessoa em 10 de janeiro, quatro meses depois, quando as vítimas foram enterradas. Mais de um ano depois do crime, a família das vítimas e do assassino confesso ainda sofre com o episódio.

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