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Do Bereba ao Candiru: os candidatos com os nomes mais estranhos das eleições 2018

da redação ecos da notícia
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Campanha eleitoral é tempo de descobrir a criatividade dos políticos, que buscam no nome um diferencial como atalho para a vitória nas urnas. É tempo de buscar o inusitado, o apelido criativo que faça o eleitor lembrar na hora do voto. O site do TRE acreano registra nomes curiosos de candidatos para as eleições de outubro.

 

O que causa estranhamento de início, pode ser o diferencial para uma carreira politica muitas vezes bem sucedida. Exemplos não faltam na política acreana. À primeira vista, Josa da Farmácia, Chico Sombra, Daniel Zen, poderiam parecer nomes que soariam estranhos, mas foram eleitos para a Assembleia Legislativa.

Cabide chegou a ser eleito vereador na capital. No interior, vereadores sempre apostaram em alcunhas estranhas e conseguiram figurar nas listas das Câmaras Municipais.

Para esse ano, a lista de nomes estranhos tem de tudo e em todos os partidos. Para deputado federal eles são poucos. Apenas três candidatos foram mais criativos, como Charqueiro do Acre, candidato pelo PSOL, Chico Doido da Saúde, que disputará pelo PDT e Pereira Bombom, candidato a federal pelo Avante.

Para estadual, porém a lista é grande. Quem quiser, pode votar em nomes de animais, de profissões, de lugares. Na lista, digamos, animal, o eleitor pode escolher entre o Pato, do Solidariedade, Bacural, com a letra L no final, do PRP, Candiru, do DEM, Cachorrão, do PTB, Gato Felix, do PT, Truta, do PRP, João da Onça, da DC.

Por falta de tintura para cabelo, a Assembleia não vai parar, Pelo menos o eleitor pode optar por três louras para a eleição. Tem a Lora da baixada, do PDT, a Lora do Comércio, do PHS e a Lora Vendedora, do PTB. No quesito cor, tem até a Roxa, do PTB. Sem falar do politicamente incorreto Negão da Baixada, do PRP.

Se quiser votar no Marcelo, o eleitor pode escolher entre o Marcelo Locutor do PTC e o Marcelo Pintor, do PTB. Se for amigo do Dir, pode escolher o Dir Gaúcho, do PSL ou o Dir Paraguaio, do PRP. Se quiser um candidato que se diz popular, pode ser o Artemilson do Povo, do PRTB, a Maria do Povo, do PT. O eleitor pode procurar algo novo, mas pode votar no Velho, do PRP. Uma boa pedida culinária pode ser o Pão Caseiro, do PRB, ou o Carne de Sol, da DC.

De quiser, o eleitor pode escolher o Chico Brito, da DC, que curiosamente, não se chama Francisco, mas Anselmo, ou o Chico Doido, do DEM, que não deve ser confundido com outro Chico Doido, candidato a federal. Há quem vá preferir votar na Kekel Toddynho, do PSD ou na Dennys, que se chama, na verdade, Maria Dirlene, do PSOL.

Para não perder a data da votação, há de confiar no calendário ou no Folhinha, candidato do PPS. Na seção apelidos estranhos tem o Buiu, candidato do PRP, o Bereba, do Podemos, o velho conhecido Cabide, do DEM. Tem ainda o Janes Peteca, do PRP.

Quem pratica esporte ou joga ao lado da Roselane Sports, que dessa vez tenta a Assembleia e do É o Corredor do PV. Tem ainda o Mineirinho, do PSL, o Pui, do PRP, um candidato que quer ser valorizado, como o Real, do PT e o Rodão, do PSC. Quem quiser, pode escolher ainda o Tampinha Bittar, do Solidariedade, seja lá o que isso significa.

Para quem se liga em religião,14 candidatos se apresentam como pastor ou pastora no nome registrado no TRE. Perdem para professor ou professora, que estão como registro de 19 candidatos, todos eles com três meses garantidos fora de sala de aula na campanha.  Sem contar a Protetora Maria Akino.

Há três enfermeiros e 12 doutores ou doutoras, nem todos médicos, Entre esses há também advogados. Na relação do TRE, o grande ausente é o candidato Zé do Boi, que se apresentava como representante dos cornos do Acre, pelo PSB, mas não consta como registrado. A informação é que o partido recusou seu registro. (Jornal A Tribuna).

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