Rio Branco,

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Brasileira deportada da Nicarágua diz que ‘vontade do povo vai vencer’ e Ortega irá cair

Da Redação Ecos da Notícia

Emilia Mello filmava documentário sobre protestos no país quando foi detida e, por ter cidadania norte-americana, foi deportada para os EUA. Ao G1, ela se diz inspirada pelos estudantes nicaraguenses: ‘os verdadeiros herdeiros da revolução sandinista’.

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A brasileira Emilia Mello, que foi detida e deportada da Nicarágua (Foto: Emilia Mello/Arquivo pessoal)

Detida e deportada da Nicarágua no último final de semana, a brasileira Emilia Mello, de 40 anos, acredita que é uma questão de tempo, mas que o presidente Daniel Ortega não irá resistir e acabará deixando o poder. “Não tem como a vontade do povo não vencer”, afirma.

Emilia, que filmava um documentário no país, foi detida junto com 19 nicaraguenses quando estava a caminho de uma manifestação contra o governo, um dos incontáveis protestos realizados no país desde 18 de abril, nos quais mais de 440 pessoas já morreram – inclusive a brasileira Raynéia Gabrielle Lima, de 30 anos.

Por também possuir cidadania norte-americana, ela foi deportada para os Estados Unidos no domingo (26).

A detenção aconteceu por volta das 12h30 de sábado, quando o ônibus em que ela estava foi parado na aldeia de San Marco, no município de Carazo. A Polícia Nacional abordou o grupo de 20 pessoas, das quais apenas Emilia era estrangeira, e assumiu a direção do veículo, levando todos para um centro de detenção.

“Estávamos indo de Manágua para Granada, para participar de uma grande manifestação. Já na concentração soubemos que havia muitos policiais na estrada e a caravana desistiu de seguir adiante. O pessoal do nosso ônibus resolveu então continuar, mas pegar uma estrada menor, e por isso estávamos perto dessa vila, onde fomos pegos”, explicou Emilia ao G1, por telefone, dos Estados Unidos.

Manifestante anti-governo exibe cartaz com a frase ‘Quando o medo morre, a liberdade nasce’ durante manifestação chamada ‘Aqui nada é normal’, em Manágua, na Nicarágua, em 18 de agosto (Foto: Inti Ocon/AFP)

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