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Violência: família inteira é assassinada em menos de um ano no Acre

Marcos Dione, do Ecos da Notícia
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Imagem-ilustrativa

Uma família inteira foi dizimada em meio a onda de violência que tomou conta do Estado do Acre. Em um espaço de um ano, três irmãos foram mortos em Rio Branco. Os dois primeiros morreram ainda em 2017, vítimas de confrontos entre facções rivais. O último a morrer foi Jhonatan Sales de Souza, 22 anos, que perdeu a vida ao confrontar policiais militares na madrugada do último domingo (29), no Ramal Bom Jesus.

A Polícia Militar disse que recebeu uma denúncia anônima informando que pessoas estavam numa residência com armas, um rádio comunicador, e comercializando drogas. Duas pessoas foram presas. Na casa ao lado, a polícia disse que foi recebida a tiros pelos suspeitos. Outras duas pessoas estavam na residência, uma delas fugiu e a outra era Jhonatan, que atirou contra os policiais, foi baleado no abdômen e morreu no local.

Jhonatan-Foto-Arquivo Pessoal

O delegado Rêmulo Diniz, coordenador da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), disse durante entrevista coletiva na manhã de segunda-feira (30), que o jovem já era alvo de uma investigação da Polícia Civil, uma vez que existiam denúncias de que ele andava armado e atuava na comercialização de entorpecentes.

“Ele já era uma pessoa conhecida, inclusive, com investigação aqui na DIC (Divisão de Investigações Criminais). Estamos fazendo todos os levantamentos, já que ele fazia atuação em área de domínio de facção e é muito difícil uma pessoa andar armada e atuar em área de facção sem pertencer. Tudo vai ser apurado”, afirmou o delegado que é responsável pelo caso.

A polícia também confirmou, que os dois irmãos de Jhonatan, um homem e uma mulher, realmente faziam parte de uma facção criminosa e, que por este fato foram executados em meio a guerra entre grupos rivais. Vale ressaltar, que os irmãos eram órfãos de mãe, pois a genitora foi assassinada quando eles ainda eram criança.

O vídeo da suposta saída

Jhonatan Sales havia gravado um vídeo, onde ao lado de um pastor evangélico do município de Plácido de Castro, anunciava o desligamento do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa criada em 1993 no presídio de Taubaté, em São Paulo. O PCC está presente em 22 dos 27 estados brasileiros e possui cerca de 30 mil membros.

No vídeo, o jovem afirmava estar arrependido de ter optado pelo meio criminoso, e que queria servir de exemplo aos filhos. Ele era pai de três crianças, que agora são órfãos de pai. Veja o vídeo:

Mesmo aparecendo na gravação afirmado que estava deixando a facção, Jhonatan continuava praticando crimes, é o que confirmou uma fonte ligada à policia ao Ecos da Notícia.

“Ele gravou esse vídeo apenas para não ser executado pelos próprios companheiros de crime. É corriqueiro, gravam esses vídeos dizendo que estão indo para a igreja e divulgam nas redes sociais, mas grande parte continua nessa vida de criminoso”, afirmou a fonte que prefere não ter a identidade divulgada.

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