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Quatro pessoas são presas e um menor apreendido suspeitos de cinco homicídios em Rio Branco

da redação ecos da notícia
Foto-Lidson Almeida
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Quatro pessoas foram presas e um menor apreendido suspeitos de participarem de cinco homicídios registrados em Rio Branco e também por tráfico de drogas. Com o grupo, a polícia também apreendeu armas e celulares e outros materiais que ajudaram a comprovar os crimes.

Wisley Lima da Silva e Joel Gomes Mota, ambos de 22 anos, são acusados de participação nas mortes registradas no Conjunto Oscar Passos, em 7 de julho. Na ação criminosa, Cleilton de Oliveira Júnior e Ygor Werik foram mortos em um bar.

Já Igor Félix Silva de 21 anos e Romário Costa da Silva teriam envolvimento com a morte do flanelinha Rosiel do Nascimento da Silva, de 35 anos. A vítima foi morta com um tiro nas costas, no dia 3 de julho, no Parque da Maternidade.

“São pessoas com a periculosidade demonstrada, todos com histórico de crimes e condenações. Dois deles ostentavam tornozeleiras eletrônicas ou então cumpriam penas por outros crimes. Esses fomentavam os crimes através da distribuição das armas”, disse o delegado Rêmulo Diniz, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

O delegado Sérgio Lopes, do Combate a Roubos e Extorsões (Decore), destacou ainda que as prisões foram feitas na manhã de quarta-feira (18) durante diligências na Cidade do Povo. Os indivíduos já eram investigados e a polícia também recebeu denúncias anônimas.

Durante a ação, foram apreendidas uma pistola 9 mm e uma submetralhadora. As armas apareciam com um dos suspeitos em fotografias encontradas durante a investigação.

“Os investigadores da Decore conseguiram localizar uma residência onde estava essa submetralhadora e realizaram a prisão em flagrante de um desses indivíduos. Todas essas armas estavam sendo utilizadas nessa guerra contra integrantes de organização criminosa rival”, disse Lopes.

Quanto aos homicídios de Maria Valdirene Lima do Nascimento, de 27 anos, e Victor Vasques, de 20, que foram encontrados mortos em cima da cama, o delegado relatou que Vasques já tinha cometido um homicídio e estava fugindo da Cidade do Povo quando foi morto.

O suspeito de cometer o crime é um menor, que foi apreendido, mas não foi apresentado. Segundo a polícia, o jovem foi atingido com ao menos seis tiros. Valdirene tentou correr até a porta, mas também foi baleada.

“Vasques vinha sendo acusado por criminosos de ter mudado de facção, então ele era procurado e a companheira dele que o seguia foi atingida e veio a óbito. O José Vitor tinha um mandado de prisão expedido pela justiça. A companheira dele sabia e as investigações indicam que o casal tinha uma vida ligada ao crime”, relatou Diniz.

O secretário de Polícia Civil, Carlos Flávio Portela, explicou que vários inquéritos de homicídio estão tendo a extinção de culpabilidade, pois os autores dos crimes estão sendo, posteriormente, vítimas de homicídio.

Por isso, ele afirma que fez uma publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) nesta quinta (19) criando um grupo de delegados que vai atuar em apoio à Delegacia de Investigações Criminais (DIC).

“Infelizmente esse ciclo está ocorrendo. Esse grupo de delegados deve dar um foco maior nos crimes de organizações criminosas que tem como principal objetivo cometer homicídios. Então vamos intensificar e trabalhar para entregar a população respostas mais rápidas”, finaliza o secretário.

(G1-Acre)

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