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Veterinário do Acre alerta sobre os perigos da doença do carrapato

Por Luizio Oliveira, Jornal do Acre 2ª Edição, Rio Branco

No Acre existem três tipos de carrapatos e o mais perigoso e que está em maior incidência, segundo o especialista, é o anaplasma.

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Os carrapatos podem transmitir várias doenças aos animais e os casos vêm crescendo na capital acrena, Rio Branco. Segundo o veterinário Joaquim Medeiros, no Acre existem três tipos de carrapatos e o mais perigoso e que está em maior incidência é o anaplasma.

No laboratório de Medeiros, em 2018, foram feitos 326 exames e em 39,8% foi confirmada a doença nos animais. Em 2017, foram 575 exames e 41% apresentaram o mesmo diagnóstico. Ainda segundo o veterinário, em 2016, dos 350 exames realizados, 33,7% apontaram para a doença.

Em geral, as infecções causadas por carrapatos, são de difícil diagnóstico e exigem tratamento prolongado tanto para cães, como também para os gatos.

“É uma doença muito insidiosa, porque ela afeta gravemente os animais. Têm animais bastante resistentes, que demora anos para apresentar sintomas, mas outros demoram meses e alguns em poucas semanas já desenvolvem o quadro”, afirmou o veteriário.

O carrapato suga o sangue do animal. Quando infectado com a doença, causa febre, anemia, e pode até levar a morte. “Vai provocando uma debilidade séria no animal, afetando baço, fígado, rim, por fim, uma baixa de plaquetas considerável, que é muito grave, e depois anemia”, explicou.

Infestação de carrapatos pode levar animais a morte (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

Infestação de carrapatos pode levar animais a morte (Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre)

O veterinário afirmou que os índices estão muito elevados e tudo indica que devem aumentar.

Medeiros ressaltou que não basta só curar o animal, é importante também deixar o ambiente em que ele vive sempre limpo, para que os parasitas não se aproximem.

“A situação é muito grave, a intenção nossa é fazer um alerta à população que cria animais, para esse tipo de doença. Tem morrido muitos animais sem o diagnóstico e sem o tratamento específico”, concluiu.

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