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Servidores de presídio no AC acusam direção de assédio moral e denunciam uso de combustível de forma ilegal

Por Iryá Rodrigues, G1 AC, Cruzeiro do Sul

Em denúncia, servidores dizem que gestão está usando combustível do sistema em carros para campanha política. Direção diz que denúncias não procedem.

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Servidores do presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul, acusam a direção da unidade de assédio moral e denunciam o uso ilegal do combustível do sistema prisional. As denúncias foram enviadas ao G1 nesta quinta-feira (3).

O diretor da unidade, Saulo Santos, afirmou que as denúncias não procedem e que devem ser apuradas. Segundo ele, estão sendo construídos alojamentos novos para funcionários em serviço e a unidade dispõe de serviço de atenção especial ao servidor.

De acordo com Santos, o presídio está acima da capacidade, mas dois novos prédios, com capacidade para mais 400 presos, estão em processo de conclusão, com previsão para serem entregues em agosto.

“Existe um processo complexo de distribuição de presos por celas e prédios. Porém, atualmente temos 4 prédios direcionados a separação de presos por facção para promover mais segurança aos apenados. E desconhecemos o fato de presos de organizações criminosas diferentes convivendo em um mesmo espaço”, disse o diretor em nota.

Conforme a denúncia, a maioria dos servidores da unidade está “descontente” com a gestão. Eles também falam sobre as condições dos presos que estão “amontoados” em celas do presídio e das constantes suspensões das visitas.

“90% dos servidores dessa Unidade estão descontentes com a gestão pois esta não respeita o servidor público como tal, o sistema de tratamento é como se fôssemos empregados da gestão, e não do Estado”, dizem os servidores em nota.

Com relação ao uso do combustível de forma ilegal, segundo os servidores, a gestão tem usado o combustível do sistema prisional em carros para trabalhar em campanha política.

O diretor do presídio afirmou que desconhece esse fato. “Colocamos limitador de combustível em cada viatura nossa que precisa atingir as quilometragens para poder abastecer, e temos ainda uma empresa que controla todos os abastecimentos indistintamente”, disse o diretor.

Os servidores dizem que não há uma organização e distrição das guarnições de serviço para garantir a segurança dentro do presídio.

“Os presos são amontoados e misturados dentro de celas, presos de facções criminosas rivais. Está fazendo parte da rotina, as visitas serem canceladas por falta de agentes penitenciários para realizarem revista em alimentos e nas visitas”, reclamam.

Sobre o cancelamento de visitas, o diretor da unidade afirmou que ocorreu uma vez em um domingo. Segundo ele, o motivo foi a limitação de pessoal de serviço.

“Devido um caso pontual que aconteceu, porque tivemos de conduzir um preso em situação de emergência ao hospital para ser cirurgiado, foi oferecido banco de horas, mas não houve servidores voluntários para tirar horas extras, e ainda recebemos neste dia 3 atestados de servidores”, disse Santos.

Falta de assistência médica

As denúncias tratam ainda da falta de assistência a médica, odontológica, farmacêutica, social e educacional na unidade prisional. Segundo os servidores, a gestão se importa apenas em cumprir a meta para ter verba e não com a qualidade do serviço.

“Esses serviços não existem no presídio masculino e feminino, é somente um faz de conta. Como citamos, a importância que se dar é somente ao quantitativo. Pois o Iapen deve atingir a uma meta anual, para que se tenha verbas liberadas”, concluíram.

O diretor afirmou que assumiu a gestão em março e que solicitou médicos e dentistas da Secretaria de Gestão Administrativa (SGA).

“Hoje estamos com todas nossas demandas de consultas e atendimentos com especialistas em dias. Todas as escoltas de reeducação para estes atendimentos foram e estão continuamente sendo realizadas. Temos ainda 24 presos em tempo sendo atendidos com educação”, afirmou Santos.

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