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No interior do Acre, oito presos são selecionados para participar de projeto que ressocializa e reduz penas

Por Adelcimar Carvalho, G1 AC, Cruzeiro do Sul

Oito sentenciados com bom comportamento foram selecionados em uma triagem do serviço social, pedagógica e psicológica para trabalhar no projeto.

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ito detentos que cumprem pena no Presídio Manoel Neri, em Cruzeiro do Sul, foram selecionados para participar do projeto ‘Plantando o Futuro’, que tem como foco reduzir penas e reintegrar os reeducandos na sociedade e reduzir penas.

O projeto é desenvolvido pelo Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) em parceria com a Vara de Execuções Penais do município. No total, foram investidos mais de R$ 8,6 mil na aquisição de insumos e sementes.

Dos mais de 700 presos, de acordo com o Judiciário, os oito sentenciados que têm bom comportamento foram selecionados por meio de uma triagem do serviço social, pedagógica e psicológica.

A ação não tem prazo de duração e visa revitalizar a Horta Irmã Ádila Iming. O juiz Marlon Machado destaca que o objetivo é qualificar os reeducandos para o mercado de trabalho e oportunizar a redução de penas.

“Uma das coisas que mais me incomoda é ociosidade dos presos. Um dos desafios do Judiciário é oferecer algo útil, que ocupe a mente dos apenados, para que possam se qualificar e gastar energias e possam reduzir a pena a cada dia trabalhado. Temos mais de 700 presos e muitos poucos se engajam no trabalho”, destacou.

Oito detentos foram selecionados pelo Iapen para participardo projeto (Foto: Iapen/Arquivo)

Oito detentos foram selecionados pelo Iapen para participardo projeto (Foto: Iapen/Arquivo)

Ainda de acordo com o juiz, além de ajudar na alimentação, a produção pode ser vendida fora do presídio.

“O diretor do presídio apresentou o projeto ao Judiciário, que entrou com recursos financeiros para adquirir insumos e sementes para o início da horta. Mexer com terra é prazeroso e pode despertar alguns dos presos a buscarem uma ocupação quando deixarem o presídio”, complementou Machado.

A horta vai possibilitar que um terço da pena seja reduzida por ano trabalhado.

“A Lei de Execuções Penais prevê que a cada três dias trabalhados, o apenado tem direito de remir um dia. Isso tem um efeito bacana. Quem trabalha um ano na horta, consegue remir quatro meses de pena”, acrescentou o magistrado.

O diretor do presídio, Saulo Santos, destacou que a horta colabora com a manutenção do presídio.

“A horta também permite a qualificação dos presos. Eles colaboram com a manutenção interna do presídio com a compra de materiais de uso interno como cadeados, papel, fios e material de expediente”, falou o diretor.

Um projeto semelhante é desenvolvido no presídio feminino onde máquinas de costuras foram adquiridas e as mulheres trabalham se qualificando na área de corte e costura.

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