Rio Branco,

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No Acre, morte de estudante baleada dentro de casa completa 8 meses e família pede justiça: ‘queremos respostas’

Por Quésia Melo, G1 AC, Rio Branco

Delegado Marcos Cabral afirma que suspeito foi identificado e que polícia trabalha para capturar criminoso. Dayane da Silva foi morta a tiros dentro de casa em setembro de 2017.

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A morte da estudante de administração Dayane Kédila da Silva, de 29 anos, completou oito meses nesta segunda-feira (7) e a família reclama que nenhum suspeito do crime foi preso. A jovem foi morta a tiros dentro de casa no dia 7 de setembro de 2017, no município de Capixaba, interior do Acre.

Dayane estava dentro de casa, no bairro Quixadá Amorim, quando foi surpreendida. Na ação, a mãe dela, Valquiria Roque, de 49 anos, que também estava na casa, foi atingida com dois disparos. Ela faz fisioterapia e perdeu o movimento da mão esquerda que foi baleada.

“O sentimento é de impunidade, queremos justiça. Já passou esse tempo e a polícia não nos deu resposta. Não vemos investigação nenhuma sendo feita, não houve perícia no local. Minha mãe continua bastante abalada e vive na medicação”, desabafou Weriton Roque, irmão da vítima.

Valquiria Roque, 49 anos, estava na casa da filha quando criminoso efetuou disparos e foi atingida. Ela perdeu o movimento da mão esquerda (Foto: Arquivo da Família)

Valquiria Roque, 49 anos, estava na casa da filha quando criminoso efetuou disparos e foi atingida. Ela perdeu o movimento da mão esquerda (Foto: Arquivo da Família)

Suspeito do crime foi identificado

Ao G1, o delegado Marcos Cabral, que investiga o caso, informou que a Polícia Civil já identificou um suspeito da autoria do crime e que a família está ciente do andamento das investigações.

“Só falta capturar o autor do crime, mas ele foi identificado. Não posso dar mais informações, pois pode atrapalhar as investigações. A família já sabe sobre o caso”, afirmou.

Roque confirmou saber que existe um suspeito identificado pela polícia. Porém, segundo ele, até o momento, não há previsão de quando o criminoso deve ser preso. Ele teme que a família acabe virando alvo do autor do crime.

“O sentimento é de revolta, porque minha irmã não era membro de facção, não era uma drogada, não era bandida. Ela era estudante, era uma pessoa trabalhadora. A realidade é que a gente quer respostas, saber as verdadeiras motivações do que ocorreu e isso não acontece”, lamentou.

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