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Alegando atraso em salários e demissões, técnicos e enfermeiros paralisam atividades no Hospital do Juruá

Por Adelcimar Carvalho, G1 AC, Cruzeiro do Sul

Em protesto, servidores fecharam rodovia em Cruzeiro do Sul. Direção do hospital diz que atendimentos seguem normalmente.

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Técnicos e enfermeiros paralisaram as atividades no Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul, na manhã desta terça-feira (22). Segundo os manifestantes, houve demissões e atraso nos salários na unidade, que atende também pacientes de Rodrigues Alves e Mâncio Lima.

Após se manifestarem em frete ao hospital, o grupo seguiu pela Avenida 25 de Agosto, fechando parcialmente a via e depois liberando aos poucos.

Eles pedem melhores condições de trabalho e dizem que mais de 20 técnicos de enfermagem foram demitidos pela unidade.

“Nosso salário está atrasado. Ao invés de reduzir a carga horária estão aumentando. Falta material para a gente trabalhar, às vezes falta medicação e estamos esperando que o governo do estado faça alguma coisa. Cruzero do Sul está abandonado pela Saúde, falta especializações. Estamos lutando por nós e também por cada paciente que não tem acesso à especialização na cidade”, diz Dielson Alves, técnico de enfermagem.

Elenir Gonçalves conta que ficou internada por 16 dias até conseguir fazer a cirurgia no braço que quebrou. Ela conta ainda que teve que comprar anti-inflamatório.

“Passei 16 dias internada e não tinha material. Fui pra casa, tive três retornos e no dia 19 de maio fiz a cirurgia, sendo que quebrei o braço no dia 3 de março”, conta.

O diretor clínico do Hospital do Juruá, Marcos Lima, limitou-se a informar que o atendimento na unidade segue normal e não comentou as denúncias feitas pelo grupo de manifestantes.

“O serviço de emergência está garantido. Os pacientes estão recebendo tratamento adequado, medicação, assistência médica e esse movimento não refletiu no prejuízo imediato para a assistência dos pacientes que estão na unidade”, garante.

Disse ainda que o hospital é coordenado pela Associação Nossa Senhora da Saúde e governo do estado e que eles administram a unidade “dentro do que prega a legislação”.

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