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Cientista morre aos 104 anos em suicídio assistido na Suíça

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No território suíço, o solicitante precisa estar apto a se automedicar, ou seja, realizar um suicídio assistido

 

Aos 104, o cientista inglês David Goodall morreu nesta quinta-feira (10) em um suicídio assistido realizado em Basel, na Suíça.

Goodall não tem nenhuma doença terminal. Diz apenas que já viveu demais. “Eu não estou feliz, eu quero morrer. Isso não é particularmente triste. O triste é uma pessoa ser impedida disso”, falou em entrevista à Australian Broadcasting Corporation. E talvez por isso seu caso tenha chamado tanto a atenção da mídia internacional.

Goodall é um reconhecido ecologista e botânico, pesquisador da Universidade de Edith Cowan, na Austrália, país onde reside desde criança. Em 2016, recebeu a prestigiada medalha Ordem da Austrália. À CNN, Goodall afirmou esperar que seu caso sirva de exemplo e estimule a legalização do suicídio assistido em outros países.

Amigos e familiares indicam que sua decisão está associada a não conseguir suportar a constante diminuição da independência com que estava acostumado a viver. Um fato determinante teria sido a perda de sua carteira de motorista, em 1998.

Carol O´Neill, amiga do cientista que o acompanha na Suíça, disse em entrevista à BBC que o Goodall se entristeceu ao ser obrigado a mudar seu escritório para um local perto de sua casa, já que a universidade onde trabalha é distante, o que levou a um afastamento dos amigos com quem convivia todos os dias.

A Austrália, assim como o Brasil, não permite o suicídio assistido nem a eutanásia, por isso ele foi buscar essa alternativa na Suíça.

A Suíça não permite a eutanásia. Isso significa que o solicitante precisa estar apto a se automedicar, a realizar um suicídio assistido, como é o caso de Goodall, e o que impossibilitaria o processo a portadores de doenças degenerativas, como ELA (esclerose lateral amiotrófica), em estágio avançado.

O país permite o suicídio assistido desde 1942, o que já rendeu ao país o apelido de “turismo da morte”. Essa imagem tem se deslocado para o reconhecimento de uma cultura que permite autonomia no processo de fim de vida, conforme outros países passaram a regulamentar nesse sentido, como o Japão, os Estados Unidos, Bélgica e Holanda.

LEGISLAÇÃO

A maioria dos países que preveem esse tipo de regulamentação coloca como condição a existência de uma doença em fase terminal, e chegam a definir um prognóstico de vida de seis meses, abrindo espaço para polêmicas, já que o prognóstico não é uma ciência exata. O estado australiano de Victoria, regulamentou uma lei nesse sentido, prevista para entrar em vigor em 2019.

Goodall não tem uma doença terminal, mas afirma não poder mais viver com as limitações impostas pela idade avançada. A lei Suíça não coloca a doença terminal como condição. Esse cientista prevê realizar, nessa quinta-feira (10), o suicídio assistido na organização LifeCircle. Ainda há três organizações reconhecidas na Suíça, a Dignitas, a Exit -que só atende residentes suíços-, e a Exit Internacional.

O remédio utilizado será o sedativo pentobarbital sódico que interrompe o batimento cardíaco quando ministrado em altas doses. A pessoa adormece em segundos, até seu coração parar. É como se morresse dormindo. O procedimento ocorre em um dos quartos da organização, que conta com uma cama, sofá, estante, mesa e poltronas.

Caso seja aprovado, ele fará parte da fundação Eternal Spirit, que passa a cuidar do procedimento em si, por questões fiscais e tributárias. O solicitante deve chegar dois dias antes do dia marcado e fará consultas em cada um deles. O custo total é de, aproximadamente, 10 mil francos suíços.

A fundação oferece opções para quem não tem recursos financeiros. Dos 175 suicídios assistidos realizados entre 2012 e 2015, a grande maioria, 115, foram mulheres, e a faixa etária predominante é de 60 a 89 anos. Com informações da Folhapress.

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Patrick Nogueira, assassino confesso de família na Espanha, é considerado culpado em júri popular

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François Patrick Nogueira participou de todos os dias do julgamento na Espanha — Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Por G1 PB –

François Patrick Nogueira Gouveia, assassino confesso dos tios e dois primos pequenos na cidade de Pioz na Espanha, foi considerado culpado em júri popular neste sábado (3), após seis dias de julgamento na Espanha, mas a juíza Maria Elena Mayor Rodrigo só vai estipular a pena do réu nos próximos dias, segundo a emissora de televisão Antena 3. De acordo com Walfran Campos, tio do assassino e irmão do homem morto, a decisão do júri é compatível com o pedido da Promotoria, que pediu prisão perpétua revisável.

Ainda segundo a Antena 3, o júri declarou que Patrick Nogueira matou os tios e primos com intencionalidade, sem considerar qualquer defesa. Após cerca de oito horas de deliberação, o tribunal do júri, composto por sete homens e duas mulheres, entregou o veredicto à juíza Elena Mayor.

“Ele pegou a pena máxima em todos os aspectos, foi 9 a 0, foi 20 anos por cada assassinato, ou seja, ele pegou 80 anos, sendo que o limite de prisão máxima na Espanha são 40 anos. A prisão perpétua revisável é que a cada 20 ou 30 anos vão revisar se ele tem condições de estar na rua, sair da prisão. Mas, de acordo com os médicos forenses e com todo o histórico, provavelmente ele não saia, sendo de 30 a 40 anos o mínimo pra ele ficar na prisão, então ele não vai sair antes disso”, explicou Walfran Campos, tio do assassino.

A deliberação dos jurados começou nesta sexta-feira (2), quando a juíza devolveu o veredicto ao júri por falta de motivação, e terminou neste sábado (3). O julgamento de Patrick Nogueira durou entre os dias 24 e 31 de outubro. Mais de 65 pessoas prestaram depoimento no júri, entre eles familiares do assassino e das vítimas, policiais que trabalharam na investigação do crime e médicos e psicólogos forenses.

Tanto o Ministério Público espanhol como a acusação particular tinham pedido a pena de prisão permanente revisável, que funciona como uma prisão perpétua na Espanha. A defesa de Patrick Nogueira, por sua vez, pediu a reclusão do réu por 25 anos alegando danos cerebrais que o colocava em condição de doente, fato que faria com que ele não respondesse por seus atos.

Patrick Nogueira está preso na Espanha desde outubro de 2016, quando se entregou às autoridades espanholas e confessou ter matado os tios e dois primos, de 1 e 4 anos de idade, em um chalé na pequena cidade de Pioz em agosto de 2016. Desde então, o acusado e réu confesso seguia aguardando julgamento.

No último dia de julgamento, Patrick Nogueira pediu perdão mais uma vez aos familiares e falou que sofre como eles. Patrick explicou, em seu depoimento, que sofre porque “cavou” seu túmulo quando criança. Ele afirmou que gostaria de receber tratamento porque não gosta de ser assim e que acredita que as coisas agora vão piorar.

“Agora não posso consertar o que passou”, disse Patrick Nogueira.

Defesa indicava dano cerebral

Laudo feito por médicos contratados pela defesa de Patrick Nogueira indicava que ele tem deformações no cérebro que afetam a tomada de decisões e contribuem para acessos de ira. De acordo com o laudo, após exames de tomografia e radiografia no cérebro de Patrick Gouveia, foram detectados distúrbios e anomalias no lado direito do lóbulo temporal anterior.

O dano neurológico encontrado em Patrick Gouveia, detectado por exames de imagem, indicam que ele teria uma alteração na avaliação correta das situações, de forma a emitir respostas desproporcionais aos fatos. A tese foi negada pelo júri.

Ministério público pediu que júri não temesse

A promotora-chefe Rocio Rojo, pediu que o júri não tivesse medo de impor a pena máxima ao réu confesso. “Patrick é uma pessoa com um tremendo mal e deve ser punido com prisão permanente. Não tenham medo, pois a prisão permanente é revisável”, argumentou. As informações são da emissora de televisão Antena 3.

Para a promotora Rocío Rojo, não havia dúvida que foi Patrick o autor da chacina, fato que está claro desde o início. Para ela, independente dos motivos dentro da cabeça do assassino confesso que levaram a cometer a chacina, ficou comprovado que não foi um crime cometido impulsivamente.

Chacina de Pioz, na Espanha

Janaína Américo, Marcos Campos Nogueira e os filhos do casal, de 1 e 4 anos, foram encontrados mortos e esquartejados em um chalé na cidade espanhola de Pioz em 18 de setembro de 2016, cerca de um mês após o crime.

Patrick Gouveia, sobrinho de Marcos, se entregou à polícia da Espanha e confessou o crime em 19 de outubro. Ele segue preso até esta quarta-feira no complexo penitenciário de Estremera, na Espanha. As urnas com as cinzas da família chegaram em João Pessoa em 10 de janeiro, quatro meses depois, quando as vítimas foram enterradas. Mais de um ano depois do crime, a família das vítimas e do assassino confesso ainda sofre com o episódio.

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