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Policial civil preso por sequestro de acreano detido na Bolívia é condenado a mais de sete anos, segundo MP-AC

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Ele foi condenado por sequestro, cárcere privado e abuso de autoridade. Além da prisão, policial perdeu cargo e está inabilitado a exercer função pública por três anos.

A policial civil preso por participação no sequestro do trabalhador rural Sebastião Nogueira do Nascimento, de 33 anos, foi condenado mais de sete anos de prisão. A informação foi divulgada, na terça-feira (20), pelo Ministério Público do Acre, que fez a denúncia contra o agente público.

Ao G1, a Polícia Civil informou que cumprirá fielmente a decisão judicial e encaminhará o processo correicional para que a Corregedoria realize todos os trâmites de expulsão.

Conforme a denúncia, no dia 11 de fevereiro de 2017, o policial brasileiro, juntamente com policiais bolivianos sequestraram Nascimento e o levaram até a Bolívia. Lá, ele foi mantido em cárcere privado por mais de 15 dias.

Os policiais forjaram a prisão do trabalhador rural, sob falsa alegação de que foi preso nas ruas de Cobija. Ele continua preso no país vizinho.

Além da prisão, o policial civil foi condenado a perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por três anos. Segundo o MP-AC, ele foi condenado pelos crimes de sequestro, cárcere privado e abuso de autoridade.

O policial foi preso no dia 23 de junho do ano passado na Operação Pátria Amada, deflagrada pelo MP-AC e Polícia Federal. Outros três bolivianos foram identificados como autores do crime.

Conforme o Ministério Público, o policial mantinha uma relação os policiais bolivianos. Para o órgão, não existem dúvidas da participação do policial na ação ilegal para que Nascimento fosse preso ilegalmente.

Ao todo, 11 pessoas deram depoimento no julgamento. “Não se pode contestar a prática de crime de abuso de autoridade. O réu é lotado na delegacia de Brasileia e atuou no município de Epitaciolândia sem autorização de seu superior hierárquico, nem comunicou da diligência. O réu não tinha autorização para arrombar a porta da casa da vítima e invadi-la”, disse o juiz Clóvis Lodi na sentença.

Preso em La Paz há cinco meses

A irmã de Nascimento, a dona de casa Dilma Nogueira, de 37 anos, informou ao G1 que o trabalhador rural segue preso na Bolívia e que foi transferido de Cobija para a cidade de La Paz há cerca de cinco meses.

Ao saber da condenação do policial, a irmã disse que a família ainda não tem o que comemorar, já que está sem ter contato com Nascimento há vários meses. Segundo ela, o homem foi transferido para a outra cidade boliviana sem que a família ou a Justiça fossem avisados.

“No dia da audiência dele, quando chamaram o nome dele, ficamos sabendo que não estava lá e que tinha sido levado para La Paz. Nem o juiz da Bolívia sabia”, disse Dilma.

Revoltada, a dona de casa afirmou que a família não aguenta mais a situação.

“Queremos saber como vai ficar a situação do meu irmão. Ele ainda não foi nem julgado, está em prisão preventiva até agora, após mais de um ano. Está em um presídio mais distante ainda e ninguém faz nada. A gente só queria ele aqui”, concluiu a irmã.

Família de acreano sequestrado chegou a fechar pontes que dão acesso à Bolívia em protesto (Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal)

Família de acreano sequestrado chegou a fechar pontes que dão acesso à Bolívia em protesto (Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal)

Entenda o caso

Familiares do trabalhador rural denunciaram que ele foi “sequestrado” e, em protesto, chegaram a fechar as duas pontes que ligam o Brasil à Bolívia – Ponte da Amizade em Epitaciolândia e a Ponte Wilson Ribeiro em Brasileia. Porém, as polícias Federal e Militar, em cumprimento de mandado judicial retiraram os manifestantes e reabriram as pontes.

O secretário de Justiça e Direitos Humanos na época, Nilson Mourão, afirmou que o trabalhador rural é acusado de ter sequestrado o filho de um senador boliviano e que outros familiares do homem estariam também presos no país vizinho. No entanto, a irmã de Nascimento negou que outros parentes estivessem detidos no local.

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Em vídeo, integrantes de facção castigam suspeito de roubo na Cidade do Povo a paulada.

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Por Lilian Camargo, da Redação Ecos da Notícia

Desde que as facções criminosas começaram a atuar no estado, nos bairros periféricos principalmente, onde há um domínio maior dessas facções, já não é mais novidade a existência de um código de conduta para quem participa da vida no crime. Para ser participante de qualquer uma das organizações existentes no Acre, os integrantes precisam obedecer o que eles chamam de estatuto. Algo semelhante ao nosso código penal, talvez com leis até mais rigorosas e com a inclusão da pena de morte.

Para que você leitor possa entender melhor como funciona nos bastidores do crime, um vídeo foi divulgado na noite desta terça-feira (11), através das redes sociais e mostra claramente um homem suspeito de praticar Roubos no Conjunto Habitacional, Cidade do Povo, sendo agredido a golpes de paulada, dentro de uma espécie de cativeiro.

Os agressores se intitulam integrantes da facção “Bonde dos 13″ e explicam o motivo pelo qual o jovem aparece sendo espancado.

“Isso aqui tá acontecendo por causa dos Roubos que está tendo na Cidade do Povo, nois não quer roubo aqui nessa @#$&, nessa @#$& aqui tem comando l, entendeu?! Tem disciplina entendeu?! Então tá aqui o exemplo”, disse um dos agressores.

Pelo menos três homens participam diretamente do espancamento, enquanto um quarto elemento filma toda a ação que serviria como prova aos líderes de que a pena a qual o suspeito de roubo foi sentenciado, foi devidamente cumprida. O vídeo tem duração de 1 min e 32 segundos e já está sendo alvo de investigação da polícia

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Homem é feridos a tiros no Tancredo Neves e morre no Pronto Socorro

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Por Kennedy Leandro, da Redação Ecos da Notícia

Mais um crime de morte foi registrado na noite desta terça-feira (11), em Rio Branco, a capital do Acre.

Um homem que ainda não foi identificado foi alvejado com vários tiros efetuados por uma dupla em uma moto, a vítima foi socorrida em estado crítico pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – SAMU e encaminhado ao Pronto Socorro, onde não resistiu e morreu.

De acordo com as informações apuradas pelo site Ecos da Notícia, o crime aconteceu na rua Vitória no bairro Tancredo Neves, no momento em que a vítima caminhava em companhia de um amigo e dois homens em uma moto se aproximaram e efetuaram vários tiros, um dos tiros atingiu a cabeça.

Investigadores da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa – DHPP e policiais militares do 5° Batalhão realizam buscas na região alta da cidade na tentativa de identificar e prender os suspeitos.

 

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Promotora Alessandra Marques defende o fim das visitas íntimas aos presos no Acre

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Redação Ecos da Notícia/com informações Contilnet

As visitas íntimas no estado do Acre ocorrem semanalmente

A promotora do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), Alessandra Marques, usou sua página no Facebook no domingo (9) para fazer uma declaração polêmica com relação aos presos que cumprem penas nos presídios. Segundo ela, as visitas íntimas deveriam ser extintas, o que diminuiria consideravelmente a corrupção nos presídios estaduais.

“Temos que acabar com visitas íntimas em presídios! Chega!”, disse Alessandra Marques. A medida proposta por ela rendeu elogios dos internautas.

As visitas íntimas aos presos ocorrem semanalmente. É comum que os presos dividam a cela com lençóis para desfrutar do momento com suas companheiras.

Mas nos últimos meses, inúmeras mulheres foram presas em flagrante tentando entrar nos presídios estaduais com drogas, principalmente em suas partes íntimas.

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