Rio Branco,

Após quase um mês, greve dos técnicos administrativos da Ufac chega ao fim

G1

Movimento foi suspenso após assembleia geral dos servidores da universidade acreana.

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Após 25 dias, os técnicos administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) suspenderam a greve da categoria, deflagrada no dia 20 de novembro. A paralisação foi suspensa na última terça-feira (12) durante assembleia geral do Sindicato dos Trabalhadores do Terceiro Grau do Acre (Sintest-AC). Os servidores retornaram ao trabalho na quarta-feira (13).

Adaildo Lima de Oliveira, um dos representantes do comando de greve local do Sintest-AC, explicou que o fim do movimento foi decidido pela maioria dos funcionários após uma orientação da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnicos Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra) sugerir a suspensão da paralisação.

“A orientação da Fasubra foi no sentido de que o governo federal não teria base política suficiente para aprovar a reforma da previdência. Outros fatores foram o recesso de fim de ano e a falta de proposta para a mudança no plano de carreira. A Fasubra orientou que as bases decidissem se mantinham ou não o movimento até a quarta [13] e decidimos pela suspensão”, pontua Oliveira.

O representante do comando de greve local lembra ainda que os trabalhos foram paralisados nos campi da Ufac em Rio Branco e Cruzeiro do Sul. Segundo ele, nenhuma reivindicação da categoria foi atendida. Uma reunião com representantes do Ministério da Educação (MEC) em Brasília estava agendada para esta semana, porém, ela não ocorreu e não há previsão para ser feita.

Entre as reivindicações dos técnicos administrativos, estavam a discussão contrária à nova reforma da Previdência, o Programa de Desligamento Voluntário (PDV) e acordos firmados durante a greve de 2015 e que ainda não foram cumpridos. Uns desses acordos é a qualificação do servidor e o fortalecimento do plano de carreira da categoria.

A pauta também incluía o aumento da contribuição previdenciária e a reforma administrativa que afeta diretamente os planos de carreira dos servidores públicos, além de uma avaliação que pode tirar a estabilidade do servidor com a exoneração.

Para Oliveira, apesar de nenhuma das reivindicações terem sidos atendidas, o movimento teve saldos positivos.

“As pessoas que estavam no comando local conseguiram mobilizar e sensibilizar os servidores um pouco mais do que na última greve. Também houve palestras para debater demandas internadas, que não são resolvidas a nível nacional. Outro fator foi sensibilizar no sentido de que o funcionalismo público federal está sendo atacado de todas as formas pelo atual governo”, finaliza Oliveira.

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