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No AC, jovem doa cabelo após saber de história de universitária com câncer de mama: ‘fazer o bem ao próximo’

G1

Kalysa Sousa, de 20 anos, tomou coragem e cortou as madeixas para fazer uma boa ação. Ela doou os cabelos após saber da história de Kássia Agiolf, que descobriu um câncer de mama.

Apegada ao cabelo, a recepcionista Kalysa Sousa do Nascimento, de 20 anos, tomou coragem e cortou as madeixas, em novembro, para fazer uma boa ação. Sensibilizada após saber da história da universitária Kássia Gomes Magalhães Agiolf, de 31 anos, que descobriu um câncer de mama em outubro deste ano, Kalysa doou os cabelos para a jovem, que ela não conhece pessoalmente.

“Há muitos anos eu já queria cortar o cabelo, mas, por falta de coragem e por eu ser bem apegada, eu não tinha coragem porque sempre tive cabelo grande. Depois que passou a campanha Outubro Rosa desse ano eu decidi cortar para doar”, conta.

Kalysa conta que antes de se desfazer das madeixas procurou a Unidade de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacom) em Rio Branco e soube que o Acre ainda não tem um local que confecciona perucas.

“Disseram que mandavam para São Paulo, também fiquei sabendo que lá em São Paulo tem um hospital que dava perucas sintéticas, aí eu fiquei com receio de doar meu cabelo, porque queria dar diretamente para uma pessoa que eu visse que ia realmente usar”, diz.

Foi quando a recepcionista ficou sabendo do caso de Kássia por uma colega de trabalho. “Ela me contou a história e eu decidi doar para essa moça que é daqui do Acre, mas está fazendo tratamento em São Paulo. Tenho certeza que meu cabelo vai deixar ela muito feliz e eu vou ver fotos dela usando meu cabelo, isso vai me deixar muito feliz”, afirma.

Descoberta do câncer

Kássia, que é estudante de psicologia, conta que descobriu que estava com câncer no seio esquerdo em agosto deste ano. Ela conta que até receber o diagnóstico foram cinco longos meses.

‘Em março eu fui em uma ginecologista em Rio Branco fazer um check-up porque eu estava com uma infecção urinária. Ela passou exames, eu fiz ultrassom, ela viu que era problema nos rins, mas me passou outros exames, incluindo ultrassom de mama, mas não acusou nada. Só que eu já sentia um corocinho”, conta.

Em junho, Kássia continuou a perceber o caroço e, como tinha uma consulta em um urologista, resolveu falar do problema novamente.

“Depois eu resolvi ir em um clínico geral pelo posto de saúde para fazer outro check-up, aí fui com outra médica, fiz novos exames, mostrei o seio para ela, e ela passou uma nova ultrassonografia. Sei que em junho o tumor já estava com um centímetro e meio. A médica desconfiou e me orientou a ir em um mastologista. Quando foi de julho para agosto eu fiz a biópisia e deu que era câncer. Eu descobri no dia 29 de agosto, um dia depois do meu aniversário”, fala.

Kássia fala que começou o tratamento no Acre, depois foi para Porto Velho e então foi chamada para fazer tratamento, que inicia nesta quarta-feira (6), em São Paulo. Ela conta que após fazer a biópisia o tumor cresceu bastante. “Quando descobri estava com um centímetro e meio, agora já está com dez. O tumor é agressivo, mas vou vencer essa doença”, diz.

Ela deixa um recado para todos que suspeitam de algum problema de saúde. “Se você não está se sentindo bem, insista em saber o que é, porque pode ser alguma coisa séria”, alerta.

A estudante de psicologia Kássia Gomes Magalhães Agiolf, de 31 anos, descobriu um câncer de mama em agosto desse ano (Foto: Arquivo Pessoal)

A estudante de psicologia Kássia Gomes Magalhães Agiolf, de 31 anos, descobriu um câncer de mama em agosto desse ano (Foto: Arquivo Pessoal)

‘Chorei muito quando soube o que ela fez por mim’

Kássia fala que o gesto de Kalysa foi uma das coisas mais bonitas que ela já viu e que não tem palavras para agradecer. O cabelo da recepcionista chegou nas mãos da universitária no dia 2 deste mês.

“O cabelo é uma das coisas que a mulher mais dá importância, e ela me deu o dela, isso eu não vou esquecer nunca. Foi um gesto de amor de uma pessoa que nem me conhece. Foi uma coisa muito linda, chorei muito quando soube o que ela fez por mim, quero agradecer pessoalmente um dia quando isso tudo acabar e dar um abraço bem forte”, fala.

A universitária espera que o gesto de Kalysa sirva de exemplo e seja repetido por outras pessoas. “Quero que ela saiba também que o gesto dela vai fazer diferença na minha vida, que vou receber o cabelo, e na de outras pessoas que vão ver o que ela fez por mim e fazer pelos que estiverem precisando também”, finalizou.

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