Rio Branco,

MIRTES RUFINO: Corpo será velado no Mercado cultural até às 12 desta terça

Por rondoniaovivo

O corpo da artista plástica Mirtes Rufino está sendo velado no Mercado Cultural, onde permanecerá até às 12 horas desta terça-feira, 07, quando será transladado para a cidade de Santarém (PA). Ela morreu na manhã desta segunda-feira,06, em decorrência de uma leucemia descoberta há mês. Internada no Hospital de Base, Mirtes não resistiu às sessões de quimioterapia. 

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Conhecida no Brasil e exterior, a artista plástica era um ícone das artes plásticas rondoniense. Ela trabalhava com insumos vegetais. Mirtes se destacou pelos bonecos que confeccionava com pó de serragem, cola e tinta, uma técnica que desenvolveu praticamente sozinha e repassava para os participantes da oficina de arte “Arte na Floresta”, realizado pelo  Instituto Mirtes Rufino, de sua propriedade.

Seus personagens eram focados nos povos da floresta, principalmente o seringueiro. As roupas, Mirtes impermeabilizava com o látex da borracha e esculpia todo o corpo em madeira.
Sobre o porquê do palhaço, obra que é um das suas marcas registradas, ela costuma dizer: “Quando estava na pior, conheci um moço que era palhaço. Ele me ajudou muito, trouxe luz e riso para minha vida. Por isso não me esqueço dele e sempre vou fazer meus palhaços e palhaças”.

Em matéria veiculada no site  “Artes do Brasil”, Mirtes Rufino relatou como iniciou sua vida nas artes plásticas. ‘Passei por um período muito grave de depressão. Bravo mesmo, desses em que você não quer mais viver. Um dia, estava na beira do rio Madeira, vi um pedaço que tinha uma casca grossa. Peguei, comecei a descascar compulsivamente. Minhas unhas foram se arrebentando. Na mesma hora, vi que aquele pedaço de pau era um jacaré, ainda sujo com o sangue dos meus dedos. Sai chorando e fui arrastando aquele pedaço de pau até minha casa. Trabalhei nele durante uma semana, sem parar. No dia que terminei, recebi a visita de uma amiga de Curitiba (PR), que levou o bicho embora. Desde então nunca mais parei.’

Fonte:Artes Brasil
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