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Polícia Federal gravou ligações telefônicas suspeitas ao investigar desvios na Saúde do Acre

oaltoacre

A Operação Asfixia pode ter uma nova fase deflagrada nos próximos dias. Pelo menos é o que aponta uma fonte do ac24horas. Dezenas de ligações telefônicas foram interceptadas com autorização do Poder Judiciário, e isso está aumentando o volume de informações no inquérito policial que apura o desvio de pelo menos R$ 1,5 milhão na Saúde do Acre.

Além da fraude nos processos licitatórios, a PF apura que os cilindros de oxigênio utilizados por pacientes eram adulterados, não estando cheios no momento da entrega aos usuários do SUS. Também havia problemas no controle dos serviços realizados pela empresa, causando prejuízo aos cofres públicos.

“Dias antes a polícia já tinham feito vídeos e gravações de ligações. Também tem ligações de whatsapp que foram gravadas. Tem gente que vai entregar agora um dossiê com vídeos e áudios que podem causar novos desdobramentos. O delator já foi solto, então é provável que para ele não voltar à prisão, entregue novas informações também”, diz a fonte.

Esse seria o pensamento do delegado Eduardo Gomes, responsável pela Delegacia de Crimes Fazendários da PF no Acre. Os investigadores apostam alto na possibilidade de Mario Odon Viana, o primeiro a assinar delação premiada, entregar novas informações. Viana já está em casa. Ele representava a empresa Oxinal, que entrega cilindros adulterados.

“O que está acontecendo é que o delegado é muito discreto. Ele já estava há bastante tempo conseguindo informações e, agora, tenta contato com pessoas que queiram colaborar, e nessas condições, sem as pessoas saberem quem está ou não no bolo, tem muita gente falando o que sabe”, completa a fonte do portal.

Segundo apurou ac24horas, em um dos depoimentos, um dos interrogados foi mais de 30 vezes questionado se tinha ou não envolvimento familiar ou pessoal com políticos de peso da Frente Popular do Acre (FPA), grupo que comanda o estado desde o final dos aos 1990.

É possível, ainda, que outros envolvidos façam delação premiada, já que isso ajuda na hora do julgamento. Três dos cinco alvos da primeira fase da Operação Asfixia continuam presos: os servidores Rocicleudo Veloso (da Secretaria de Saúde do Acre) e Valmor Zirmermann Filho (do Hospital das Clínicas); e Francisco Wellingotn de Oliveira (empresário).

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