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Acharam um dinossauro tão bem preservado que ele mais parece uma estátua!

Redação Ecos da Notícia

Geralmente, quando os paleontólogos encontram fósseis de dinossauros, eles se deparam com ovos, fragmentos de ossos e esqueletos incompletos. Afinal, os bichões foram extintos há muitos milhões de anos, portanto é um pouco demais esperar que alguém encontre um espécime em perfeitas condições, não é mesmo? Entretanto, alguns anos atrás, aconteceu algo extraordinário: um nodossauro foi descoberto tão bem preservado que ele poderia se passar por uma estátua!

Incrível

De acordo com Michael Greshko, da National Geographic, a descoberta do fóssil aconteceu em 2011, em Alberta, no Canadá, quando um trabalhador operando maquinário pesado no interior de uma mina começou a escavar um tipo de rocha meio esquisita. O cara deu uma olhada no material e, desconfiando que talvez fosse algo importante, foi rapidinho chamar seu supervisor. Mineiro esperto!

National Geographic/Robert Clark

A rocha esquisita era, na verdade, um pequeno fragmento da pele fossilizada de um nodossauro, um tipo de dinossauro herbívoro que podia medir cerca de 5 metros de comprimento, por volta de 1,7 m de altura e pesar mais de 1 tonelada. O mais legal é que o mineiro não encontrou apenas um fóssil completamente por acaso. Ele achou um exemplar de nada menos que 110-112 milhões de anos e que está entre os mais bem preservados já descobertos no mundo. Dá só uma olhada:

National Geographic/Robert Clark

Segundo Jason Daley, do site Smithsonian.com, o que torna o espécime da imagem acima tão sensacional é que, apesar de ele estar fossilizado, ainda é possível distinguir suas feições e ver detalhes de sua couraça. Ele realmente parece uma estátua! A estátua de um dragão dormindo, você não acha? E não é só isso…

Minúcias

De acordo com Matt Rehbein, da CNN, do ponto de vista científico, o espécime também é incrível. Isso porque ele é o dinossauro desse tipo mais antigo já descoberto e representa um novo gênero de nodossauro. Os paleontólogos que analisaram o exemplar inclusive chegaram a detectar minúsculos fragmentos de pigmento — vermelho — no fóssil, o que pode ajudar os cientistas a reconstruir sua coloração original, e restinhos de pele fossilizada cobrindo seu crânio.

National Geographic/Royal Tyrell Museum Of Palaeontology

Segundo disse um dos cientistas envolvidos no estudo do dinossauro, eles não estão diante de um esqueleto — como costuma ser o caso quando fósseis são descobertos —, mas de um animal tal e qual ele realmente era. Para você ter uma ideia, a pata direita do nodossauro está ligeiramente voltada para cima, e os pesquisadores conseguiram contar o número de escamas que existem na sola.

National Geographic/Robert Clark

Os paleontólogos acreditam que o nodossauro morreu próximo a um rio e, depois de sua carcaça começar a inchar durante o processo de decomposição, ela foi levada pelas águas até o oceano — onde o animal finalmente afundou e o processo de fossilização teve início. Após estudar o fóssil durante seis anos, os cientistas levaram aproximadamente 7 mil horas para prepará-lo e, agora, ele se transformará na estrela de uma nova exibição organizada pelo Royal Tyrrell Museum, em Alberta.

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